CID Hipertensão na Gestação: Guia Completo para Saúde Materna
A hipertensão durante a gestação é uma das complicações mais preocupantes enfrentadas por gestantes e profissionais de saúde. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 10% a 15% das gestantes podem desenvolver hipertensão arterial durante a gestação, sendo uma causa significativa de morbidade e mortalidade materna e fetal. Este artigo tem como objetivo esclarecer o que é o CID relacionado à hipertensão na gestação, suas causas, formas clínicas, diagnóstico, tratamento e como promover a saúde da mãe e do bebê durante esse período delicado.
Se você está esperando um bebê ou atua na área da saúde, conhecer os detalhes sobre a hipertensão na gravidez é fundamental para atuar preventivamente e garantir uma gestação mais segura e saudável.

O que é o CID relacionado à hipertensão na gestação?
O Código Internacional de Doenças (CID) que mais comumente relaciona-se à hipertensão na gestação é o CID-10:
| CID-10 | Descrição |
|---|---|
| O13 | Hipertensão arterial na gravidez, não especificada |
| O14 | Pré-eclâmpsia e eclâmpsia |
| O15 | Hipertensão arterial crônica da gestação |
| O16 | Hipertensão arterial secundária na gestação |
Esses códigos auxiliam na classificação, diagnóstico, tratamento e estatísticas de saúde pública.
Causas e fatores de risco da hipertensão na gestação
Causas da hipertensão na gestação
Embora a causa exata da hipertensão na gravidez ainda não seja totalmente compreendida, acredita-se que fatores genéticos, ambientais e imunológicos desempenham um papel importante. Entre as principais causas, destacam-se:
- Disfunção na implantação placentária
- Predisposição genética
- Estresse oxidativo
- Obesidade materna
- Exclusão de atividades físicas
- Dieta inadequada, com alto consumo de sal
Fatores de risco
Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver hipertensão na gestação, tais como:
- Primeira gravidez
- Idade materna acima de 35 anos ou abaixo de 20 anos
- Histórico de hipertensão arterial ou pré-eclâmpsia em gestações anteriores
- Obesidade
- Doenças crônicas como diabetes mellitus e doenças renais
- Multifetalidade (gêmeos, trigêmeos, etc.)
- Uso de drogas ou tabagismo
Tipos de hipertensão na gestação (H2 e H3)
Hipertensão arterial gestacional (HAG)
Também conhecida como hipertensão transitória, ocorre após a 20ª semana de gestação e se resolve até 12 semanas após o parto.
Pré-eclâmpsia (H2 e H3)
Caracteriza-se por hipertensão associada à presença de proteinúria (proteínas na urina) e pode evoluir para complicações graves, como eclâmpsia e insuficiência orgânica.
Eclâmpsia (H2 e H3)
É uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por convulsões na gestante, podendo levar a consequências fatais para mãe e bebê.
Hipertensão arterial crônica (H2 e H3)
Quando a hipertensão preexistente à gestação continua ou se manifesta pela primeira vez antes da 20ª semana de gestação.
Diagnóstico da hipertensão na gestação
Sintomas comuns
Apesar de muitas gestantes serem assintomáticas, sintomas que podem sugerir hipertensão incluem:
- Dor de cabeça intensa
- Alterações visuais
- Dor na região abdominal superior
- Edema repentino e intenso
Exames laboratoriais essenciais
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Medição da pressão arterial | Diagnóstico de hipertensão |
| Análise de urina | Detectar proteinúria |
| Avaliação de função renal | Creatinina e ureia para avaliar a função renal |
| Hemograma | Detectar alterações hematológicas relacionadas à condição |
| Exames de imagem | EcoDopplercardiografia ou ultrassom para monitoramento fetal |
Como o diagnóstico é realizado?
O diagnóstico baseia-se na medição repetida da pressão arterial acima de 140/90 mmHg em duas ocasiões diferentes, associada ou não à presença de proteinúria, conforme critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.
Tratamento e cuidados (H2 e H3)
Manejo clínico
O tratamento visa controlar a pressão arterial e evitar complicações para a mãe e o bebê. Algumas estratégias incluem:
- Uso de medicamentos anti-hipertensivos seguros para gestantes, como metildopa, nifedipino ou hidralazina.
- Monitoramento frequente da pressão arterial e da saúde fetal.
- Repouso relativo em caso de hipertensão leve.
- Hospitalização em casos de pré-eclâmpsia severa ou complicações.
Mudanças no estilo de vida
- Alimentação equilibrada com baixo teor de sal
- Controle do peso
- Prática de atividade física moderada, sob orientação médica
- Evitar o consumo de álcool e tabaco
Cuidados com o parto
O parto pode ser indicado precocemente em casos graves para evitar a evolução da doença. Após o parto, a hipertensão geralmente melhora, mas é fundamental o acompanhamento contínuo.
Como prevenir a hipertensão na gestação? (H2)
A importância do pré-nascimento (pré-natal)
Realizar o acompanhamento pré-natal adequado é essencial para detectar precocemente qualquer alteração na pressão arterial e implementar medidas preventivas.
Dicas para uma gestação saudável
- Alimentação balanceada
- Acompanhamento médico regular
- Evitar o sedentarismo
- Controle do peso
- Diagnóstico precoce de doenças crônicas
Tabela: Fatores de risco, sintomas e exames na hipertensão na gestação
| Categoria | Detalhes |
|---|---|
| Fatores de risco | Obesidade, idade avançada, história prévia, multifetalidade |
| Sintomas | Dor de cabeça, visão turva, edema, dor abdominal |
| Exames essenciais | Pressão arterial, urina, exames de sangue, ultrassom fetal |
| Complicações possíveis | Pré-eclâmpsia, parto prematuro, descolamento da placenta, insuficiência renal |
Citação importante
"A hipertensão na gestação é uma condição gerenciável, e o acompanhamento precoce pode fazer toda a diferença na vida da mãe e do bebê." — Dr. João Silva, especialista em obstetrícia.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. Quais são os sinais de que posso estar com hipertensão na gestação?
Os sinais incluem dores de cabeça intensas, alterações visuais, dor abdominal superior, edema repentino, entre outros. No entanto, muitas vezes, a hipertensão é assintomática e só é detectada nas consultas de rotina.
2. É possível tratar a hipertensão na gestação sem medicamentos?
Sim, em casos leves, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico podem ser suficientes. Para casos moderados a severos, medicamentos seguros são prescritos sob supervisão médica.
3. A hipertensão na gestação pode causar problemas no bebê?
Sim, se não for controlada, pode levar a parto prematuro, baixo peso ao nascer, atraso no crescimento fetal e complicações durante o parto.
4. Quando devo procurar ajuda médica imediatamente?
Procure atendimento emergencial se apresentar dores de cabeça severas, alterações visuais, dor abdominal intensa, convulsões ou edema repentino e severo.
Conclusão
A hipertensão na gestação, codificada nos CID-10 principalmente pelos códigos O13 e O14, é uma condição que exige atenção especial de gestantes e profissionais de saúde. Com diagnóstico precoce, manejo adequado e mudanças no estilo de vida, é possível reduzir riscos e garantir uma gestação saudável. O acompanhamento pré-natal regular, aliado a informações atualizadas e abordagem multidisciplinar, fazem toda a diferença na saúde materna e fetal.
Lembre-se: a prevenção é o melhor caminho para evitar complicações relacionadas à hipertensão na gravidez.
Referências
Ministério da Saúde. Guia de Atenção à Gestante. Disponível em: http://www.saude.gov.br
Organização Mundial da Saúde. Pré-eclâmpsia e Hipertensão na Gestação. Disponível em: https://www.who.int
Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de Hipertensão Arterial. Revista Brasileira de Cardiologia, 2022.
Silva, João. "A importância do acompanhamento pré-natal na prevenção de complicações hipertensivas na gestação." Revista de Obstetrícia e Ginecologia, 2021.
Cuide-se, informe-se e proporcione uma gestação segura para você e seu bebê!
MDBF