CID Hipertensão Intracraniana Idiopática: Guia Completo e Atualizado
A Hipertensão Intracraniana Idiopática (HII), também conhecida pelo seu antigo nome, pseudotumor cerebral, é uma condição neurológica que afeta principalmente adultos jovens, especialmente mulheres em idade fértil. Sua nomenclatura oficial na Classificação Internacional de Doenças (CID) é CID G93.2. Apesar de ser considerada "idiopática", ou seja, sem causa aparente definida, a HII pode levar a complicações sérias, como perda de visão permanente, se não diagnosticada e tratada precocemente.
Este artigo tem como objetivo fornecer uma compreensão aprofundada sobre a Hipertensão Intracraniana Idiopática, abordando desde os critérios diagnósticos até as opções de tratamento e estratégias de manejo, de forma otimizada para SEO, facilitando o acesso a informações confiáveis e atualizadas.

O que é Hipertensão Intracraniana Idiopática (HII)?
Definição
A Hipertensão Intracraniana Idiopática é uma condição na qual há aumento da pressão dentro do crânio, sem evidência de tumores, infecções ou hidrocefalia, os principais fatores secundários que poderiam explicar esse aumento. A doença é caracterizada por aumento da pressão do líquor, levando a sintomas específicos e risco de dano neurológico.
Etiologia e fatores de risco
Embora seja considerada idiopática, diferentes fatores podem contribuir para o desenvolvimento da HII, incluindo:
- Obesidade, especialmente em mulheres
- Uso de certos medicamentos, como vitamina A ou corticosteroides
- Anemia
- Alterações hormonais
- Alterações na circulação venosa cerebral
Incidência e epidemiologia
De acordo com estudos recentes, a prevalência da HII varia, mas estima-se que atinja aproximadamente 1 a 2 pessoas por 100.000 habitantes por ano, sendo mais comum em mulheres jovens, entre 20 e 40 anos.
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem variar de leves a graves, e a sua identificação precoce é fundamental para prevenir complicações.
Sintomas comuns
| Sintomas | Descrição |
|---|---|
| Cefaleia | Geralmente intensa e de início insidioso, piora ao acordar ou durante esforços. |
| Disfunção visual | Perda de visão periférica, escotomas, diplopia. |
| Pulsação ou chiado no ouvido | Tontura ou sensação de oclusão nos ouvidos. |
| Vômitos | Muitas vezes relacionados à cefaleia. |
| Douleur ocular ou pressão | Sensação de pressão na região retroocular. |
Sinais físicos
- Papiledema (inchaço do nervo óptico detectável por exame de fundo de olho)
- Redução da acuidade visual
- Alterações no campo visual
Diagnóstico da CID G93.2
Critérios diagnósticos
O diagnóstico de HII baseia-se na combinação de história clínica, exame físico, exames de imagem e análise de líquor, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Idiopathic Intracranial Hypertension Treatment Trial (IIHTT).
Exames complementares
Exame de fundo de olho
- Detecta papiledema, que é uma característica hallmark da doença.
Imagem cerebral (TC ou ressonância magnética)
| Exame | Objetivo | Observações |
|---|---|---|
| Tomografia Computadorizada | Eliminar outras causas de hipertensão intracraniana | Deve estar livre de massas ou lesões secundárias |
| Ressonância Magnética | Identificar sinais de hipertensão intracraniana, como distorções do potencial papilar | Complementar à TC, mais detalhada |
Punção lombar
- Pressão do líquor: maior que 250 mmH2O, com exames normais de líquido cerebroespinhal.
- Análise do líquor para descartar infecções ou neoplasias.
Tabela: Critérios diagnósticos da Hipertensão Intracraniana Idiopática (CID G93.2)
| Critérios | Descrição |
|---|---|
| Pressão do líquor | > 250 mmH2O, medida por punção lombar |
| Exames de neuroimagem | Sem evidência de massadas, tumores ou outras causas secundárias |
| Sintomas e sinais clínicos | Cefaleia, papiledema, alterações visuais |
| Exclusão de outras causas | Através de exames complementares e história clínica |
Tratamento e manejo da CID G93.2
Objetivos do tratamento
- Reduzir a pressão intracraniana
- Prevenir a perda visual
- Aliviar sintomas
Modalidades de tratamento
Mudanças no estilo de vida
- Controle do peso, especialmente perda de peso em casos de obesidade
- Evitar fatores que agravem a condição, como medicamentos que aumentam a pressão intracraniana
Tratamento medicamentoso
| Medicação | Indicação | Observações |
|---|---|---|
| Acetazolamida | Redução da produção de líquor | Primeira linha, deve ser utilizado sob supervisão médica |
| Ácido acetilsalicílico (aspirina) | Para aliviar sintomas leves | Pode ser utilizado em combinação com outros medicamentos |
| Diuréticos | Auxílio na redução da pressão | Como a bumetanida, sob orientação do neurologista |
Intervenções invasivas
| Procedimento | Indicação | Descrição |
|---|---|---|
| Derivação de líquor (válvula de derivação) | Casos graves ou que não respondem ao tratamento medicamentoso | Permite drenar o líquor e reduzir a pressão intracraniana |
| Descompressão óptica | Em casos de risco iminente de perda de visão | Procedimento cirúrgico para aliviar a pressão sobre o nervo óptico |
Para mais informações, consulte a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e o site do Ministério da Saúde.
Importância do acompanhamento regular
O acompanhamento neurológico periódico, juntamente com exames de controle, é essencial para avaliar a evolução da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.
Prevenção e prognóstico
Prevenção
- Manter um peso corporal saudável
- Evitar o uso desnecessário de medicamentos que possam piorar a condição
- Controlar doenças que possam predispor à HII, como hipertensão e diabetes
Prognóstico
Com diagnóstico precoce e manejo adequado, o prognóstico da HII é geralmente favorável. A perda visual pode ser evitada na maioria dos casos com tratamento adequado. Contudo, atrasos no diagnóstico podem resultar em danos irreversíveis ao nervo óptico.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A Hipertensão Intracraniana Idiopática tem cura?
Atualmente, não há cura definitiva, mas o manejo adequado permite o controle dos sintomas e a prevenção de complicações graves, especialmente a perda de visão.
2. Quem está mais propenso a desenvolver HII?
Mulheres em faixa etária jovem, especialmente aquelas com sobrepeso ou obesas, possuem maior risco.
3. Como saber se tenho HII?
O diagnóstico deve ser feito por um neurologista ou oftalmologista através de exame clínico, avaliação de sinais e sintomas, além de exames de imagem e líquor.
4. Quais são os sinais de que a condição está piorando?
O agravamento da visão, aumento da cefaleia, aparecimento de alterações no campo visual ou sinais de papiledema progressivo devem ser avaliados imediatamente.
Conclusão
A Hipertensão Intracraniana Idiopática é uma condição que exige atenção especializada, diagnóstico preciso e manejo adequado para garantir a qualidade de vida do paciente e prevenir complicações sérias, principalmente relacionadas à visão. Com avanços na disseminação de informações e tratamentos dirigidos, o prognóstico vem melhorando constantemente.
Se você apresenta sintomas ou tem fatores de risco, procure um profissional de saúde para avaliação. A prevenção, aliada ao acompanhamento regular, é a chave para um manejo bem-sucedido dessa condição.
Referências
Friedman DI, Liu GT, Digre KB. Updated diagnostic criteria for idiopathic intracranial hypertension. Neurology. 2013;81(22):1943-8. DOI:10.1212/WNL.0b013e3182a534a4.
National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS). Pseudotumor Cerebri / Idiopathic Intracranial Hypertension. Disponível em: https://www.ninds.nih.gov/health-information/disorders/pseudotumor-cerebri.
Ministério da Saúde. Diretrizes para diagnóstico e manejo de hipertensão intracraniana idiopática. Brasília: MS; 2022.
Lembre-se: A saúde ocular e neurológica deve ser prioridade. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de um tratamento eficaz.
MDBF