CID Hipertensão Gestacional: Guia Completo para Saúde Materna
A hipertensão gestacional é uma condição que afeta muitas mulheres durante a gestação, podendo acarretar riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a hipertensão durante a gravidez é uma das principais causas de complicações obstétricas no mundo, sendo responsável por condições como pré-eclâmpsia, parto prematuro e restrição de crescimento fetal. Este artigo tem como objetivo oferecer um guia completo sobre o CID da hipertensão gestacional, abordando conceitos, diagnóstico, tratamento, fatores de risco e orientações para a saúde materna.
O que é Hipertensão Gestacional?
A hipertensão gestacional é uma elevação da pressão arterial que ocorre após a 20ª semana de gestação, em mulheres que anteriormente apresentavam valores normais. Ela é classificada como uma condição transitória, que geralmente se resolve após o parto, mas que pode evoluir para condições mais graves se não monitorada adequadamente.

Características principais:
- Pressão arterial ≥ 140/90 mmHg após a 20ª semana de gestação;
- Ausência de proteinúria (ou seja, sem presença de proteínas na urina);
- Pode estar associada a complicações como pré-eclâmpsia ou eclâmpsia.
CID da Hipertensão Gestacional
A Classificação Internacional de Doenças (CID-10) especifica categorias para diferentes condições de hipertensão durante a gravidez:
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| O13 | Hipertensão arterial complicando a gravidez, parto e o puerpério |
| O13.0 | Hipertensão gestacional sem proteinúria |
| O13.1 | Hipertensão gestacional com proteinúria |
| O11 | Hipertensão arterial sem preeclâmpsia, não especificada |
Tabela 1: Códigos CID-10 relacionados à hipertensão gestacional.
Diagnóstico de Hipertensão Gestacional
Como identificar?
O diagnóstico é feito por meio da medição rotineira da pressão arterial durante o pré-natal. Além disso, exames laboratoriais podem auxiliar na diferenciação de patologias associadas, como pré-eclâmpsia.
Exames complementares:
- Análise de urina (proteinúria);
- Hemograma completo;
- Creatinina e eletrólitos;
- Exames de imagem, como ultrassonografia fetal, para avaliar o crescimento do bebê.
Critérios para confirmação:
- Pressão arterial ≥ 140/90 mmHg após a 20ª semana de gestação;
- Ausência de proteinúria (no caso de hipertensão gestacional sem proteinúria);
- Manifestações clínicas associadas, se presentes.
Fatores de Risco
Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolver hipertensão gestacional, incluindo:
- Idade materna avançada (acima de 35 anos);
- Histórico de hipertensão arterial em gestantes anteriores;
- Obesidade;
- diabetes gestacional;
- Primiparidade;
- Gestação múltipla;
- Condições clínicas como doença renal ou autoimmune.
Tratamento e Cuidados
Monitoramento clínico
O acompanhamento deve ser contínuo, com medição frequente da pressão arterial e avaliação fetal. O repouso relativo pode ser recomendado em alguns casos, assim como o uso de medicamentos antihipertensivos.
Mudanças no estilo de vida
- Dieta balanceada, com diminuição de sal;
- Atividade física moderada, sob orientação médica;
- Controle de peso.
Uso de medicamentos
Alguns antihipertensivos seguros na gestação incluem:
- Hidralazina;
- Methyldopa;
- Labetalol.
A administração deve ser sempre supervisionada por um profissional de saúde.
Parto e pós-parto
O parto costuma ser a solução definitiva para a hipertensão gestacional. A decisão pelo momento do parto será avaliada conforme o risco à saúde da mãe e do bebê. Após o parto, a pressão arterial geralmente normaliza-se em até 12 semanas.
Riscos Associados à Hipertensão Gestacional
A hipertensão gestacional, se não tratada, pode evoluir para condições graves, como:
- Pré-eclâmpsia: caracteriza-se por hipertensão associada à proteinúria e edema.
- Eclâmpsia: crise convulsiva relacionada à pré-eclâmpsia.
- Restrição de crescimento fetal: devido à má circulação placentária.
- Parto prematuro: necessidade de parto antes do tempo previsto.
- Descolamento prematuro de placenta.
"O acompanhamento adequado é fundamental para prevenir complicações e garantir a saúde da mãe e do bebê." – Saúde Materna Brasil
Prevenção e Orientações
Para minimizar os riscos relacionados à hipertensão gestacional, recomenda-se:
- Realizar pré-natal regularmente;
- Controlar a alimentação e manter uma dieta equilibrada;
- Evitar o consumo excessivo de sal;
- Manter hábitos de vida saudáveis;
- Monitorar a pressão arterial em casa, se recomendado pelo médico.
Perguntas Frequentes
1. A hipertensão gestacional sempre evolui para problemas mais graves?
Não necessariamente. Com acompanhamento adequado, muitos casos se resolvem sem maiores complicações. Porém, há risco de evolução para pré-eclâmpsia ou outras condições, por isso, o monitoramento é imprescindível.
2. Como sei se estou com hipertensão gestacional?
A única forma confiável é através da medição da pressão arterial por um profissional durante o pré-natal. Fique atento a sinais como dores de cabeça, edemas e alterações visuais.
3. Posso engravidar novamente após ter hipertensão gestacional?
Sim, mas é importante consultar um médico para avaliar seu quadro clínico e orientar sobre cuidados futuros, já que há maior risco de desenvolver hipertensão em gestações subsequentes.
Conclusão
A hipertensão gestacional é uma condição que, se detectada precocemente e acompanhada de perto, tem bons prognósticos para a saúde da mãe e do bebê. Conhecer os códigos CID relacionados ajuda na adequada documentação e tratamento da condição, e reforça a importância de um pré-natal bem conduzido. Lembre-se sempre de seguir as orientações médicas, manter um estilo de vida saudável e realizar o acompanhamento obstétrico regularmente.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Gestational Hypertension and Preeclampsia. Disponível em: https://www.who.int
- Ministério da Saúde. Protocolos de atenção à gestante. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br
- Sociedade Brasileira de Hipertensão. Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial. Disponível em: https://sbhipertensao.org
- Tabela de Códigos CID-10. Organização Mundial da Saúde. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
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