CID Hipertensão: Guia Completo Sobre a Doença e Tratamentos
A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma das condições médicas mais comuns no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas sofrem com a hipertensão globalmente, sendo uma das principais causas de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. No Brasil, a hipertensão é responsável por uma parcela significativa de óbitos, tornando-se um problema de saúde pública de alta prioridade.
Neste artigo, você vai entender tudo sobre a CID hipertensão, sua classificação, fatores de risco, sintomas, tratamentos disponíveis e dicas de estilo de vida para o controle da pressão arterial. Além disso, abordaremos questões frequentes para ajudar você a compreender melhor essa condição e buscar a melhor orientação médica.

O que é CID Hipertensão?
CID significa Classificação Internacional de Doenças, um sistema desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para padronizar a codificação de doenças e problemas relacionados à saúde. O código referente à hipertensão é o I10 no CID-10, atualmente em uso internacional.
Definição de Hipertensão Arterial
A hipertensão arterial é uma condição na qual a força exercida pelo sangue contra as paredes das artérias permanece elevada de forma persistente. Essa elevação aumenta o risco de complicações cardiovasculares, neurológicas e renais.
Classificação da Hipertensão Segundo a CID
A CID-10 classifica a hipertensão de acordo com diferentes categorias:
| Categoria | Descrição | Pressão Arterial (PA) Sistólica / Diastólica | Observações |
|---|---|---|---|
| I10 | Hipertensão essencial (primária) | ≥ 140 / ≥ 90 mmHg | Sem causa aparente, 90-95% dos casos |
| I11 | Hipertensão com doenças cardíacas | ≥ 140 / ≥ 90 mmHg | Associada a condições cardíacas específicas |
| I12 | Hipertensão com doença renal | ≥ 140 / ≥ 90 mmHg | Ligada a problemas renais |
| I13 | Hipertensão com doenças cardiovasculares e renais | ≥ 140 / ≥ 90 mmHg | Caso complexo |
| I14 | Hipertensão secundária | Causada por outras condições médicas | Como tumores, uso de medicamentos, doenças hormonais |
Hipertensão Essencial x Secundária
- Hipertensão essencial (primária): Sem causa aparente, responsável por aproximadamente 90-95% dos casos.
- Hipertensão secundária: Resulta de outras doenças ou fatores específicos, como doenças renais, hormonais, uso de drogas, etc.
Fatores de Risco para a Hipertensão
Entender os fatores de risco é fundamental para prevenir e controlar a doença.
Fatores não modificáveis:
- Idade avançada
- Histórico familiar
- Raça (mais comum em negros)
- Sexo (homens geralmente apresentam maior risco na faixa etária mais jovem)
Fatores modificáveis:
- Sedentarismo
- Alimentação rica em sal, gordura e açúcar
- Obesidade
- Consumo excessivo de álcool
- Estresse
- Tabagismo
“A hipertensão muitas vezes é silenciosa e só se apresenta com complicações ao longo do tempo.” – Dr. Roberto Silva, cardiologista.
Sintomas e Diagnóstico da Hipertensão
Sintomas Comuns
Muitos pacientes são assintomáticos, o que reforça a importância de aferições regulares:
- Dor de cabeça frequente
- Tontura
- Palpitações
- Visão turva
- Fadiga
Como é realizado o diagnóstico?
- Medição da pressão arterial em consultório ou em casa (autocuidado)
- Avaliação clínica completa
- Exames complementares (hemograma, cortisol, creatinina, eletrólitos, ECG, etc.)
Tabela 2: Valores de Pressão Arterial segundo o ESC/ESH 2018
| Categoria | PA Sistólica (mmHg) | PA Diastólica (mmHg) |
|---|---|---|
| Normal | < 120 | < 80 |
| Elevada | 120-129 | < 80 |
| Hipertensão fase 1 | 130-139 | 80-89 |
| Hipertensão fase 2 | ≥ 140 | ≥ 90 |
Tratamentos para a Hipertensão
O tratamento da hipertensão envolve mudanças no estilo de vida e, em muitos casos, uso de medicamentos.
Mudanças no estilo de vida
- Dieta saudável: Reduzir sal, gorduras saturadas e açúcar
- Atividade física regular: Pelo menos 150 minutos de exercícios moderados por semana
- Controle de peso: Perda de peso pode baixar significativamente a pressão arterial
- Redução do consumo de álcool e tabaco
- Gerenciamento do estresse: Técnicas de relaxamento, meditação
Medicamentos comumente utilizados
| Classe | Exemplos | Papel no controle da pressão |
|---|---|---|
| Diuréticos | Hydroclorotiazida, indapamida | Reduz volume de sangue e resistência vascular |
| Inibidores da ECA | Enalapril, captopril | Dilatação dos vasos sanguíneos |
| Bloqueadores dos canais de cálcio | Amlodipina, diltiazem | Relaxamento das paredes arteriais |
| Beta-bloqueadores | Atenolol, metoprolol | Reduzem a frequência cardíaca |
É fundamental sempre seguir a orientação médica e não interromper o uso de remédios sem recomendação.
Importância do Acompanhamento Médico e Controle
A hipertensão é uma condição crônica que exige monitoramento contínuo. O controle adequado pode prevenir complicações, como:
- AVC (acidente vascular cerebral)
- Infarto do miocárdio
- Doença arterial periférica
- Insuficiência renal
- Problemas de visão
Para facilitar o gerenciamento, existem dispositivos de aferição doméstica de pressão, que auxiliam na rotina de controle.
Dicas de Prevenção e Cuidados
- Faça consultas regulares com seu médico
- Mantenha uma alimentação equilibrada
- Pratique atividade física regularmente
- Evite o consumo excessivo de sal e alimentos industrializados
- Controle o peso corporal
- Gerencie o estresse de forma saudável
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A hipertensão pode ser curada?
Atualmente, a hipertensão é considerada uma condição crônica controlável, mas não totalmente curável. Com tratamento adequado e mudanças de estilo de vida, é possível manter a pressão arterial dentro de níveis saudáveis por toda a vida.
2. Quais são os principais fatores que podem causar a hipertensão secundária?
Ela pode ser causada por doenças renais, tumores hormonais, uso de certos medicamentos (como corticosteroides), consumo excessivo de álcool, problemas na tireoide, entre outros.
3. Como posso saber se tenho hipertensão?
A única forma de saber é por meio de aferições regulares, preferencialmente realizadas por um profissional de saúde. A hipertensão muitas vezes não apresenta sintomas evidentes.
4. Quanto tempo leva para os medicamentos fazerem efeito?
Geralmente, os medicamentos começam a atuar em horas ou dias, mas o controle efetivo da pressão arterial pode levar meses, dependendo do caso, sempre sob supervisão médica.
5. Existe relação entre hipertensão e ansiedade?
Sim. O estresse e a ansiedade podem elevar temporariamente a pressão arterial, além de contribuírem para hábitos de vida que aumentam o risco da hipertensão.
Conclusão
A hipertensão arterial, codificada como CID I10 na Classificação Internacional de Doenças, é uma condição que exige atenção constante. Apesar de muitas vezes ser silenciosa, ela pode levar a complicações severas se não for devidamente controlada. A chave para sua gestão está na prevenção, na aderência ao tratamento e na mudança de hábitos de vida.
Seja proativo: realize check-ups regulares, adote uma alimentação equilibrada, pratique exercícios físicos e siga as orientações de seu médico. O controle adequado da hipertensão pode garantir uma vida mais saudável, longa e livre de complicações.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Hipertensão arterial. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/hypertension
- Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. 2020.
- Ministério da Saúde. Cuidados com a hipertensão. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cuidado_com_hipertensao.pdf
- ESC/ESH Guidelines for the management of arterial hypertension, 2018.
Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional de saúde.
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