CID Hiperplasia Endometrial: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento
A hiperplasia endometrial é uma condição que afeta muitas mulheres em diferentes fases da vida, principalmente naquelas que estão na fase reprodutiva ou na pós-menopausa. Apesar de muitas vezes ser assintomática, ela pode levar a complicações, incluindo o aumento do risco de câncer de endométrio. Por isso, compreender a importância do diagnóstico precoce, dos sintomas e das possibilidades de tratamento é fundamental para garantir a saúde da mulher. Neste artigo, exploraremos em detalhes o CID relacionado à hiperplasia endometrial, suas causas, sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento.
O que é a hiperplasia endometrial?
A hiperplasia endometrial é uma condição caracterizada pelo crescimento anormal do tecido que reveste o interior do útero, conhecido como endométrio. Essa proliferação excessiva muitas vezes acontece devido a um desequilíbrio hormonal, principalmente por níveis elevados de estrogênio sem a contraparte da progesterona.

CID da Hiperplasia Endometrial
O CID (Classificação Internacional de Doenças) utilizado para identificar a hiperplasia endometrial é:
- CID-10: N85.0 – Hiperplasia endometrial simples e complexa, com ou sem atypia.
Tabela 1. Classificação da hiperplasia endometrial segundo CID-10
| Categoria | Descrição |
|---|---|
| N85.0 | Hiperplasia endometrial simples e complexa, com ou sem atipia |
| N85.1 | Hiperplasia endometrial sem atipia |
| N85.2 | Hiperplasia endometrial com atipia |
Causas e fatores de risco
A hiperplasia endometrial surge devido a fatores que levam ao desequilíbrio hormonal, principalmente o excesso de estrogênio sem a oposição da progesterona. A seguir, listamos as principais causas e fatores de risco relacionados:
Causas
- Desequilíbrio hormonal devido a distúrbios ovarianos
- Uso prolongado de hormônios, especialmente estrogênio sem progesterona
- Obesidade, que aumenta a produção de estrogênio periférico
- Uso de medicamentos hormonais sem acompanhamento adequado
- Tumores ovarianos produtor de estrogênio
Fatores de risco
| Fator de risco | Descrição |
|---|---|
| Idade pós-menopausa | Maior incidência após a menopausa |
| Obesidade | Aumenta a produção de estrogênio periférico |
| Hipertensão arterial | Associada a alterações hormonais e risco geral de saúde |
| Distúrbios do metabolismo lipídico | Influenciam o balanço hormonal |
| Uso de hormônios sem orientação médica | Pode desencadear alterações no endométrio |
Sintomas da hiperplasia endometrial
Na maior parte dos casos, a hiperplasia endometrial é assintomática e somente é identificada por meio de exames de rotina ou investigação de sangramentos anormais. Quando presentes, os sintomas mais comuns incluem:
Sangramento uterino anormal
É a queixa mais frequente. Pode variar de leves manchas até sangramentos intensos.
Períodos irregulares ou prolongados
Mulheres na fase reprodutiva podem experimentar ciclos irregulares ou prolongados.
Sangramento postmenopausa
Qualquer sangramento após a menopausa deve ser avaliado, pois pode indicar hiperplasia ou câncer.
Outros sinais
- Dor pélvica ou desconforto
- Sensação de pressão no ventre
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da hiperplasia endometrial envolve uma combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem, além de biópsia do endométrio.
Exames essenciais
1. Ultrassonografia transvaginal
Utilizada como exame inicial para avaliar a espessura do endométrio. Valores superiores a 4-5 mm na pós-menopausa sugerem necessidade de investigação adicional.
2. Histeroscopia
Procedimento que permite visualização direta do interior do útero e coleta de biópsia para análise histopatológica.
3. Biópsia do endométrio
Fundamental para confirmar o diagnóstico, identificar a presença de atipia e orientar o tratamento.
Tabela comparativa: métodos de diagnóstico
| Exame | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|
| Ultrassonografia transvaginal | Não invasiva, fácil, rápido | Não fornece diagnóstico definitivo de atipia |
| Histeroscopia | Visualização direta, coleta de biópsia | Procedimento invasivo, requer anestesia |
| Biópsia endometrial | Diagnóstico preciso, identifica atipia | Pode causar desconforto, invasiva |
Opções de tratamento
O tratamento da hiperplasia endometrial varia de acordo com o tipo (sem ou com atipia), extensão, idade da paciente, desejo de preservação da fertilidade e risco de malignização.
Tratamento clínico
1. Terapia hormonal
- Progestágenos: São a primeira linha de tratamento, podem ser administrados por via oral, intrauterina ou tópica.
2. Controle e acompanhamento
- Reavaliações periódicas com ultrassonografia e biópsias para monitorar a resposta ao tratamento.
Tratamento cirúrgico
Indicado em casos de hiperplasia com atipia, resistência ao tratamento hormonal ou suspeita de câncer.
| Procedimento | Indicação | Detalhes |
|---|---|---|
| Curetagem uterina | Diagnóstico ou tratamento de hiperplasia | Remoção do tecido endometrial |
| Histerectomia | Casos de hiperplasia com alto risco ou câncer | Remoção do útero |
Tabela: Resumo dos tratamentos
| Tipo de hiperplasia | Tratamento recomendado |
|---|---|
| Sem atipia | Progestágenos, acompanhamento periódico |
| Com atipia | Terapia hormonal, possível cirurgia, acompanhamento rigoroso |
Como prevenir a hiperplasia endometrial?
Algumas medidas podem ajudar na prevenção ou controle da hiperplasia, incluindo:
- Manter o peso adequado e uma alimentação equilibrada
- Controlar doenças como hipertensão e diabetes
- Evitar uso desnecessário de hormônios sem orientação médica
- Realizar consultas ginecológicas periódicas
- Utilizar contraceptivos hormonais sob orientação médica, especialmente na fase reprodutiva
Perguntas Frequentes
1. A hiperplasia endometrial sempre evolui para câncer?
Não, a maioria dos casos de hiperplasia sem atipia não evolui para câncer. Contudo, a hiperplasia com atipia possui maior risco de malignização, exigindo acompanhamento rigoroso.
2. Posso engravidar com hiperplasia endometrial?
Depende do grau de hiperplasia e das condições de saúde da mulher. Em alguns casos, é possível, mas geralmente é indicada a resolução da hiperplasia antes de tentar engravidar.
3. Como saber se tenho hiperplasia endometrial?
O diagnóstico é confirmado por exames de imagem e biópsia. Se houver sangramento irregular ou pós-menopausa, procure um ginecologista.
4. A hiperplasia pode voltar após o tratamento?
Sim, há possibilidade de recorrência, principalmente se os fatores de risco permanecerem. Portanto, acompanhamento periódico é fundamental.
Conclusão
A hiperplasia endometrial é uma condição que exige atenção especial, especialmente devido ao potencial de evolução para câncer de endométrio. O diagnóstico precoce aliado a um tratamento adequado, seja hormonal ou cirúrgico, amplia as chances de sucesso e de preservação da saúde da mulher. Manter um acompanhamento ginecológico regular e adotar hábitos de vida saudáveis são medidas essenciais na prevenção e controle dessa condição.
Como afirmou o ginecologista Dr. José Carlos Lopes, "o acompanhamento regular é a melhor estratégia para detectar alterações precocemente e garantir uma saúde uterina plena."
Referências
Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição. 2019.
American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). Practice Bulletin No. 128: Endometrial Hyperplasia. Obstet Gynecol. 2012; 120(4): 937-950.
Cunningham FG, Leveno KJ, Bloom SL, et al. Williams Obstetrics. 25ª edição. McGraw-Hill Education; 2018.
Neoplasia Endometrial. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia www.sbgo.org.br
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