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CID Hiperlipidemia Mista: Guia Completo para Entender e Tratar

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A hiperlipidemia mista é uma condição clínica caracterizada por níveis elevados de várias lipoproteínas no sangue, especialmente colesterol total, LDL (colesterol ruim) e triglicerídeos, bem como redução do HDL (colesterol bom). Essa condição pode aumentar significativamente o risco de doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte em todo o mundo, com fatores de risco lipídicos desempenhando papel central na sua etiologia.

Este artigo tem como objetivo oferecer um guia completo sobre a CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionada à hiperlipidemia mista, abordando conceitos, diagnóstico, tratamento e estratégias de prevenção, além de responder às principais dúvidas frequentes.

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O que é a Hipertlipidemia Mista?

Definição e Classificação

A hiperlipidemia mista é uma condição em que há elevação simultânea de triacilgliceróis (TG), colesterol LDL, além de uma diminuição do colesterol HDL. Essa combinação aumenta consideravelmente o risco de aterosclerose e eventos cardiovasculares.

Dentro da CID-10, a hiperlipidemia é classificada na seção E78, que abrange as dislipidememias. Especificamente, a Hiperlipidemia Mista corresponde ao código E78.2.

CID-10: E78.2 - Hiperlipidemia mista

"Dislipidemia caracterizada por aumento de colesterol total, triglicerídeos e LDL, acompanhado de redução do HDL, frequentemente associada a fatores genéticos ou ambientais." – Organização Mundial da Saúde

Etiologia e Fatores de Risco

Causas Genéticas

  • Dislipidemia familiar heterozigótica
  • Síndrome de resistência à insulina

Causas Aquísticas e Ambientais

  • Sedentarismo
  • Dieta pouco saudável, rica em gorduras saturadas e trans
  • Obesidade
  • Diabetes mellitus tipo 2
  • Uso de certos medicamentos, como betabloqueadores e diuréticos

Fatores de Risco Associados

Fator de RiscoDescrição
Obesidade centralAumenta risco de dislipidemia e doenças cardiovasculares
SedentarismoContribui para aumento de triglicerídeos e diminuição do HDL
Diabetes Mellitus Tipo 2Eleva os triglicerídeos e reduz o HDL
Alimentação inadequadaConsumo excessivo de gorduras saturadas e trans
TabagismoAumenta a oxidação do LDL e promove inflamação vascular

Diagnóstico da Hiperlipidemia Mista

Exames laboratoriais essenciais

  • Perfil lipídico completo (colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos)
  • Glicemia de jejum
  • Hemograma completo (quando necessário)

Critérios laboratoriais

ParâmetroNíveis considerados alterados
Colesterol total> 200 mg/dL
LDL colesterol> 130 mg/dL (considerando risco moderado)
Triglicerídeos> 150 mg/dL
HDL colesterol< 40 mg/dL (homens) / < 50 mg/dL (mulheres)

Diagnóstico diferencial

  • Dislipidemia familiar
  • Síndrome metabólica
  • Hipotireoidismo
  • Nefropatia

Tratamento da Hiperlipidemia Mista

Alterações no estilo de vida

  • Dieta balanceada: redução de gorduras saturadas, trans e aumento de fibras solúveis.
  • Atividade física regular: pelo menos 150 minutos de exercícios aeróbicos por semana.
  • Perda de peso: essencial para melhorar os níveis lipídicos.
  • Cessação do tabagismo.

Tratamento farmacológico

Quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes, medicamentos podem ser indicados. As principais classes de medicamentos incluem:

  • Fibratos: reduzem triglicerídeos e aumentam HDL.
  • Estatinas: reduzem LDL de forma eficaz.
  • Niacina: melhora o perfil lipídico, porém com cuidados devido a efeitos adversos.
  • Ácido nicotínico: utilizado em alguns casos específicos.

Monitoramento

  • Revisões laboratoriais a cada 3 a 6 meses
  • Avaliação de fatores de risco adicionais
  • Monitoramento de efeitos adversos dos medicamentos

Prevenção e Prognóstico

Estratégias de prevenção

  • Alimentação saudável
  • Manutenção de peso adequado
  • Atividade física regular
  • Controle de condições associadas como diabetes e hipertensão

Prognóstico

Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a hiper lipidemia mista tem bom prognóstico, reduzindo significativamente o risco de eventos cardiovasculares futuros.

Tabela Comparativa: Perfil Lipídico da Hiperlipidemia Mista

ParâmetroValor NormalValor Alterado na Hiperlipidemia Mista
Colesterol total< 200 mg/dL> 200 mg/dL
LDL colesterol< 130 mg/dL> 130 mg/dL
Triglicerídeos< 150 mg/dL> 150 mg/dL
HDL colesterol> 40 mg/dL (homens) / > 50 mg/dL (mulheres)< 40 mg/dL / < 50 mg/dL

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A hiperlipidemia mista é hereditária?

Sim, pode ter componentes genéticos, como na dislipidemia familiar, mas fatores ambientais também contribuem de forma significativa.

2. Como posso saber se tenho hiper lipidemia mista?

O diagnóstico é feito através de um perfil lipídico realizado por um médico, após jejum de 9 a 12 horas.

3. É possível reverter a hiper lipidemia mista?

Sim, especialmente com mudanças no estilo de vida e medicação adequada, há possibilidade de normalizar os níveis lipídicos e diminuir o risco cardiovascular.

4. Qual é o risco de não tratar a hiper lipidemia mista?

A não intervenção pode levar ao desenvolvimento de aterosclerose, infarto, AVC e outros problemas cardiovasculares graves.

Conclusão

A hiper lipidemia mista, identificada na CID-10 como E78.2, é uma condição que exige atenção significativa devido ao seu potencial de causar doenças cardiovasculares severas. O diagnóstico precoce, aliado a uma abordagem integrada que inclui mudanças no estilo de vida e, quando necessário, uso de medicamentos, é fundamental para melhorar o prognóstico dos pacientes.

A gestão adequada não só reduz o risco de eventos agudos, mas também promove a melhora na qualidade de vida. É fundamental que pacientes saibam da importância de exames periódicos e do seguimento com profissionais especializados.

Referências

  1. World Health Organization (WHO). The global burden of cardiovascular diseases. 2022. Disponível em: https://www.who.int

  2. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. 2017. Disponível em: https://www.cardiol.br

  3. OMS. Classificação Internacional de Doenças – CID-10. 2019.

  4. Brasil. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para a prevenção e o tratamento da dislipidemia. 2020.

Lembre-se: a prevenção e o acompanhamento médico são essenciais para manter sua saúde cardiovascular em dia.