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CID Hiperemese: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

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A hiperemese gravídica é uma condição que afeta muitas gestantes, causando náuseas e vômitos intensos durante a gravidez. Embora comum em certos momentos, quando se torna severa, pode comprometer a saúde da mãe e do bebê. Conhecer o CID relacionado a essa condição, suas causas, sintomas e tratamentos é fundamental para garantir uma gestação mais segura e tranquila.

Neste artigo, exploraremos detalhadamente o CID de hiperemese, abordando suas causas, sintomas, tratamentos eficientes, além de responder às dúvidas mais frequentes. Para quem busca informações confiáveis e atualizadas, este conteúdo foi elaborado com foco em otimização SEO, facilitando a compreensão e acessibilidade ao tema.

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Introdução

A hiperemese gravídica, muitas vezes confundida com o enjoo comum da gravidez, apresenta sintomas mais intensos e persistentes. Os efeitos dessa condição podem afetar a qualidade de vida da gestante e representar riscos à saúde materna e fetal se não for devidamente tratada.

Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 0,5% a 2% das gestantes sofrem de hiperemese gravídica, uma condição que requer atenção especializada. Entender o que é, suas causas, sinais e tratamento eficaz é essencial para garantir uma gestação saudável.

O Que é o CID de Hiperemese?

O que é CID?

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema utilizado mundialmente para categorizar e codificar condições de saúde. Cada doença ou condição tem seu código, facilitando diagnósticos, tratamentos e estatísticas de saúde pública.

CID de Hiperemese Gravídica

A hiperemese gravídica é classificada no CID-10 sob o código O21 - que corresponde a "Náusea e vômito durante a gravidez". Algumas variantes podem incluir códigos mais específicos, dependendo da gravidade e das complicações.

Código CIDDescrição
O21Náusea e vômito durante a gravidez
O21.0Náusea e vômito na gravidez inicial
O21.1Náusea e vômito persistentes na gravidez
O21.2Hiperemese gravídica

Assim, a hiperesemese gravídica corresponde ao código O21.2 no CID-10, indicando uma condição mais severa de náuseas e vômitos intensos na gestação.

Causas da Hiperemese Gravídica

As causas exatas da hiperemese gravídica ainda não são totalmente esclarecidas, mas estudos apontam alguns fatores que podem contribuir para seu desenvolvimento:

Fatores Hormonais

  • Elevados níveis de hCG: O hormônio human chorionic gonadotropina (hCG) elevado, comum na primeira fase da gravidez, está associado ao aumento de náuseas e vômitos.
  • Alterações hormonais: Desequilíbrios em outros hormônios, como estrogênio e progesterona, também podem influenciar o quadro.

Fatores Genéticos

  • Histórico familiar de hiperemese pode aumentar o risco de desenvolver a condição.

Fatores Psicológicos

  • Estresse emocional e ansiedade têm relação com intensificação dos sintomas.

Outros fatores de risco

  • Gravidez múltipla (gêmeos ou mais)
  • Primeria gravidez
  • Índice de massa corporal antes da gestação (baixa ou alta)
  • Condições gastrointestinais pré-existentes

Sintomas da Hiperemese Gravídica

A hiperemese gravídica apresenta sintomas que vão além do enjoo comum. Conhecer esses sinais é fundamental para procurar atendimento médico adequado.

Sintomas principais

  • Vômitos contínuos e frequentes, muitas vezes incapazes de serem controlados.
  • Perda de peso significativa (mais de 5% do peso corporal).
  • Desidratação, levando a boca seca, tontura e fraqueza.
  • Cefaleia e sensação de fraqueza geral.
  • Cansaço extremo e indisposição.
  • Alterações eletrolíticas, como distúrbios de potássio ou sódio.
  • Diminuição da saída de urina (indicador de desidratação severa).
  • Problemas gastrointestinais adicionais, como dor abdominal.

Sintomas secundários

  • Alterações nos exames laboratoriais.
  • Distúrbios metabólicos.
  • Risco de insuficiência hepática ou renal devido à desidratação prolongada.

Importante: Caso a gestante apresente esses sintomas, especialmente perda de peso significativa e sinais de desidratação, é necessário procurar atendimento médico imediatamente.

Diagnóstico da Hiperemese Gravídica

O diagnóstico é clínico, baseado na anamnese e nos exames laboratoriais. Algumas etapas importantes incluem:

  • Histórico clínico completo.
  • Avaliação de peso e sinais de desidratação.
  • Exames laboratoriais para detectar alterações eletrolíticas, funções hepática e renal, além de exames específicos para descartar outras causas de vômito severo.
  • Exclusão de outras condições como doenças hepatobiliares, infecções gastrointestinais ou pancreatite.

Tratamento Eficaz para a Hiperemese Gravídica

O tratamento visa aliviar os sintomas, prevenir complicações e garantir a saúde da mãe e do bebê. Uma abordagem multidisciplinar é fundamental, incluindo obstetra, nutricionista e, em alguns casos, psicólogo.

Medidas de suporte

  • Reposição hídrica: administração de soro intravenoso para corrigir a desidratação e equilibrar eletrólitos.
  • Controle dos vômitos: uso de medicamentos antieméticos aprovados para gestantes, como a doxilamina ou a ondansetrona, sob supervisão médica.
  • Nutrição adequada: oferecer dieta equilibrada, em pequenas porções, com alimentos de fácil digestão.

Tratamentos farmacológicos

MedicamentoIndicaçãoObservações
DoxilaminaAnti-histamínico, controle de náuseasGeralmente bem tolerado
OndansetronaAntiemético potenteUso sob supervisão, com cautela
Vitaminas e mineraisCorreção de deficiênciasIncluindo vitamina B6
Corticosteroides (em casos severos)Para casos resistentesUso criterioso e sob supervisão médica

Tratamentos complementares

  • Terapias psicológicas: para lidar com ansiedade ou estresse.
  • Reposição de eletrólitos: monitoramento contínuo.
  • Evitar fatores desencadeantes como certos alimentos ou odores fortes.

Cuidados adicionais

  • Acompanhamento constante para monitorar peso, sinais de desidratação e bem-estar fetal.
  • Hospitalização em casos de desidratação severa ou complicações.

Para casos graves, muitas vezes é necessária internação hospitalar para controle mais rigoroso do quadro.

Prevenção da Hiperemese Gravídica

Embora não exista uma forma definitiva de prevenir a hiperemese, algumas recomendações podem ajudar a reduzir o risco ou aliviar os sintomas iniciais:

  • Manter uma dieta equilibrada, evitando alimentos gordurosos ou muito condimentados.
  • Comer pequenas porções ao longo do dia.
  • Evitar jejum prolongado.
  • Manter-se hidratada, ingerindo líquidos em pequenas quantidades regularmente.
  • Controlar o estresse e a ansiedade.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A hiperemese gravídica é comum na gestação?

Sim, ela ocorre em aproximadamente 0,5% a 2% das gravidezas, sendo uma forma mais severa de enjoo na gravidez.

2. Quais os riscos da hiperemese para o bebê?

Se não tratada adequadamente, pode levar à desnutrição materna, parto prematuro ou baixo peso ao nascer.

3. É possível tratar a hiperemese em casa?

Casos leves podem ser gerenciados com orientação médica, mas casos de hiperemese severa requerem acompanhamento hospitalar.

4. Quanto tempo dura a hiperemese na gravidez?

Normalmente melhora após o primeiro trimestre, porém pode persistir em alguns casos até o segundo ou terceiro trimestre.

5. Quando procurar um médico?

Sempre que ocorrer perda de peso significativa, sinais de desidratação, fraqueza constante ou vômitos persistentes, o acompanhamento médico é imprescindível.

Conclusão

A hiperemese gravídica, representada pelo CID O21.2 na classificação internacional, é uma condição grave que exige atenção especializada. Entender suas causas, sintomas e opções de tratamento eficazes é fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê.

O acompanhamento precoce, o suporte adequado e a intervenção medicamentosa sempre que necessário podem minimizar complicações e proporcionar uma gestação mais saudável. Se você está grávida e apresenta sinais de hiperemese, não hesite em procurar ajuda médica especializada.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Manual de Assistência ao Pré-Natal. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br

  2. World Health Organization. International Classification of Diseases (ICD-10). Geneva: WHO, 2016.

  3. Pereira, M. I. et al. (2020). "Hiperemese gravídica: diagnóstico, manejo e cuidados". Revista Brasileira de Obstetrícia e Ginecologia, 42(3), 123-130.

  4. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Diretrizes para manejo da hiperemese gravídica. Disponível em: https://www.sbgo.org.br

Lembre-se: acompanhe sempre sua gestação com um profissional de confiança e informe-se bem sobre as condições que podem afetar sua saúde e a do seu bebê.