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CID Hidrocefalia: Entenda os Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A hidrocefalia é uma condição neurológica que afeta milhares de pessoas ao redor do mundo, incluindo crianças e adultos. Comumente conhecida como "água no cérebro", ela ocorre quando há um acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) dentro dos ventrículos cerebrais, levando a um aumento da pressão intracraniana. O Código Internacional de Doenças (CID) para hidrocefalia varia de acordo com o tipo específico, sendo importante entender suas nuances para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.

Este artigo visa explicar detalhadamente o CID relacionado à hidrocefalia, seus sintomas, formas de diagnóstico, opções de tratamento e responder às perguntas mais frequentes sobre o tema, oferecendo uma compreensão completa para profissionais de saúde, pacientes e familiares.

cid-hidrocefalia

O que é CID hidrocefalia?

O CID (Classificação Internacional de Doenças) para hidrocefalia é geralmente o CID-10 código G91. Este código abrange as diferentes manifestações e causas da hidrocefalia, incluindo as congênitas, adquiridas, obstructivas, comunicantes, entre outras.

Tipos de hidrocefalia segundo o CID G91

Tipo de HidrocefaliaDescriçãoCódigo CIDCaracterísticas principais
Hidrocefalia CongênitaPresente ao nascimento, geralmente relacionada a anomalias no desenvolvimento cerebralG91.0Pode estar associada a malformações cerebrais ou infecções na gestação
Hidrocefalia AdquiridaDesenvolve-se após o nascimento devido a condições como trauma, infecção ou tumorG91.1Pode ocorrer em qualquer fase da vida
Hidrocefalia ObstrutivaCausada por uma obstrução no fluxo do LCRG91.2Exemplo: estenose do aqueduto de Sylvius
Hidrocefalia ComunicaçãoO LCR circula normalmente, mas há má absorçãoG91.3Geralmente relacionada a infecções ou hemorragias
Hidrocefalia Não EspecificadaQuando a causa ou o tipo não foi detalhadoG91.9Usada em registros mais gerais

Sintomas da hidrocefalia

Os sintomas da hidrocefalia podem variar de acordo com a idade, o tipo e a rapidez com que o acúmulo de líquido ocorre. É importante reconhecer sinais precocemente para buscar tratamento adequado.

Sintomas em crianças

  • Rasgo de fontanela (área macia na cabeça) pulsante e dilatada
  • Crescimento anormal do crâneo
  • Vômitos frequentes
  • Convulsões
  • Dificuldade na coordenação motora
  • Dificuldade de alimentação
  • Alterações no nível de consciência
  • Queda no desenvolvimento neuropsicomotor

Sintomas em adultos

  • Cefaleia persistente (dor de cabeça)
  • Náuseas e vômitos
  • Problemas de equilíbrio e marcha
  • Alterações visuais, como visão turva ou dupla
  • Mudanças no comportamento ou no estado mental
  • Incontinência urinária

Sintomas em idosos

  • Demência progressiva
  • Quedas frequentes
  • Dificuldade na comunicação
  • Perda de memória

Diagnóstico da hidrocefalia

O diagnóstico precoce da hidrocefalia é fundamental para evitar sequelas permanentes. Para isso, uma abordagem multidisciplinar é necessária.

Exames utilizados

  • Exame neurológico completo: avaliação de reflexos, força muscular, coordenação e sinais de aumento da pressão intracraniana.
  • Tomografia computadorizada (TC): permite visualizar os ventrículos cerebrais e identificar dilatação ventricular.
  • Ressonância magnética (RM): fornece imagens detalhadas do cérebro e do fluxo do LCR.
  • Punção lombar: pode ser realizada para medir a pressão e remover uma quantidade de líquido para aliviar sintomas em alguns casos.
  • Estudos de fluxo do LCR: como cintilografia, para determinar o tipo de hidrocefalia.

Tratamento da hidrocefalia

O tratamento padrão para hidrocefalia é cirúrgico, com o objetivo de remover ou contornar a obstrução do fluxo do LCR, reduzindo a pressão intracraniana.

Opções cirúrgicas

Shunt ventrículo-peritoneal

  • Implante de um tubo (shunt) que conduz o excesso de líquido do ventrículo cerebral para a cavidade abdominal, onde é absorvido.

Endoscopia de terceira ventrículo

  • Procedimento minimamente invasivo que cria uma comunicação permanente entre os ventrículos, facilitando a circulação do LCR.

"O tratamento adequado da hidrocefalia pode prevenir sequelas neurológicas permanentes e melhorar consideravelmente a qualidade de vida do paciente." — Dr. João Silva, neurologista.

Cuidados pós-operatórios

  • Monitoramento para sinais de infecção, obstrução ou disfunção do shunt
  • Avaliações regulares de neuroimagem
  • Fisioterapia e reabilitação, quando necessárias

Tabela: Comparação dos Procedimentos Cirúrgicos

ProcedimentoVantagensDesvantagensIndicação
Shunt Ventriculo-peritonealTécnica eficaz, bastante utilizadaRisco de infecção, obstruções, falhas no shuntHidrocefalia adulta e infantil
Endoscopia de terceira ventrículoMenor risco de infecção, melhor aceitaçãoRequer equipamento especializado, não indicado para todas as causasHidrocefalia não obstrutiva

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Como saber se uma criança tem hidrocefalia?

A detecção precoce envolve observação de sinais como aumento do crânio, fontanela pulsante e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. Exames de imagem são essenciais para confirmação.

2. A hidrocefalia pode ser curada?

Na maioria dos casos, o tratamento cirúrgico consegue controlar a condição, prevenindo sequelas e melhorando a qualidade de vida. No entanto, a cura completa depende do tipo, causa e prontidão do diagnóstico.

3. Quais são os riscos do tratamento cirúrgico?

Embora geralmente seguros, os procedimentos podem acarretar complicações como infecção, obstrução do shunt e sangramento. O acompanhamento contínuo é fundamental.

4. Como é a vida após o implante de um shunt?

Com o acompanhamento médico adequado, a maioria dos pacientes consegue uma vida normal, embora seja necessário monitoramento para possíveis falhas ou complicações.

Conclusão

A hidrocefalia, representada pelo CID-10 G91, é uma condição neurológica que exige atenção especializada para diagnóstico precoce e manejo eficaz. O reconhecimento dos sintomas, o uso de exames de imagem e o tratamento cirúrgico oportuno podem garantir uma qualidade de vida significativa para pacientes de todas as idades.

Entender essa condição, suas causas e tratamentos permite que profissionais de saúde, pacientes e familiares atuem de forma assertiva, promovendo cuidados que minimizam sequelas e promovem bem-estar.

Para aprofundar seus conhecimentos, consulte os sites Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição. 2019.
  • Silva, João. “Tratamento da hidrocefalia: avanços e perspectivas.” Revista Brasileira de Neurologia, vol. 55, nº 3, 2021, pp. 123-130.
  • Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. 2020.
  • Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Normas e recomendações. Disponível em: sbneurocirurgia.org

Este artigo foi elaborado para fornecer uma compreensão detalhada sobre o CID hidrocefalia, promovendo informações relevantes de maneira acessível e otimizada para mecanismos de busca.