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CID Hernia Incisional Abdominal: Guia de Diagnóstico e Tratamento

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A hérnia incisional abdominal é uma condição que pode afetar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Surge geralmente após uma cirurgia abdominal devido ao enfraquecimento ou falha na cicatrização da parede abdominal. Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID), ela é identificada sob o código K43.2, que refere-se às hérnias incisionais ou de incisão. Este artigo tem como objetivo oferecer um guia completo para entender, diagnosticar e tratar essa condição, abordando aspectos clínicos, procedimentos, fatores de risco e perspectivas futuras.

O que é a Hernia Incisional Abdominal?

Uma hérnia incisional se forma quando uma parte do conteúdo abdominal, como o intestino ou tecido gorduroso, protrai através de uma área enfraquecida ou aberta na parede abdominal, que posteriormente foi submetida a uma cirurgia. Essa condição pode ocorrer semanas ou até anos após a cirurgia inicial.

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Causas e Fatores de Risco

Causas Principais

  • Falha na cicatrização: Problemas de vascularização ou infecções na ferida operatória.
  • Aumento da pressão intra-abdominal: Tosse crônica, constipação, levantamento de peso excessivo.
  • Técnica cirúrgica inadequada: Uso de suturas insuficientes ou seleção inadequada de abordagem cirúrgica.
  • Obesidade: Peso excessivo aumenta a pressão sobre a parede abdominal.
  • Idade avançada: O envelhecimento enfraquece os tecidos.

Fatores de Risco

Fator de riscoDescrição
ObesidadeAumenta a tensão sobre a parede abdominal
Sexo masculinoMaior incidência em homens
Cirurgias préviasCirurgias múltiplas aumentam o risco de hérnia
Diabetes mellitusInclui dificuldades na cicatrização
TabagismoEnfraquece os tecidos e retarda a cicatrização
Uso de corticosteroidesMedicamentos que comprometem a integridade do tecido

Diagnóstico da Hérnia Incisional

Avaliação Clínica

O diagnóstico inicial geralmente ocorre por meio do exame físico, onde o paciente apresenta uma protuberância visível ou palpável na região da cicatriz cirúrgica, que pode se tornar mais evidente ao esforço, tosse ou mudança de posição.

Exames de Imagem

Para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento, utilizam-se exames de imagem, sobretudo:

  • Ultrassonografia: Detecta a hérnia e sua composição.
  • TC (Tomografia Computadorizada): Avalia a extensão e a possível incarcerção ou estrangulamento do conteúdo herniado.

Critérios de Diagnóstico

  • Presença de protrusão visível ou palpável na região da cicatriz.
  • Sintomas associados, como dor, que aumentam com esforço.
  • Evidências de conteúdo herniado em exames de imagem.

Classificação das Hérnias Incisionais

A classificação da hérnia incisional leva em consideração fatores como tamanho, localização e conteúdo:

ClassificaçãoDescrição
Quanto ao tamanhoPequena (<2 cm), média (2-4 cm), grande (>4 cm)
Quanto à localizaçãoLinha média, laterais, ilíaca, subcostal
Quanto ao conteúdoIntestino, gordura, outros tecidos

Tabela: Classificação das Hérnias Incisional

CategoriaCaracterísticas
Hérnia incisional pequenaGeralmente assintomática, baixa complicação
Hérnia incisional grandePode causar desconforto, risco de incarceramento
Hérnia com conteúdo incarceradoConteúdo preso, risco de estrangulamento ou necrose

Opções de Tratamento

Tratamento Conservador

Em casos assintomáticos e pequenos, o acompanhamento clínico com orientações para evitar esforço excessivo pode ser suficiente. Os cuidados incluem:

  • Uso de cintas de suporte.
  • Controle do peso.
  • Evitar exercícios que aumentem a pressão intra-abdominal.

Este método, porém, possui limitações e nem sempre impede a progressão da hérnia.

Tratamento Cirúrgico

A cirurgia é o tratamento de escolha para a maioria dos casos, especialmente aqueles com sintomas ou risco de complicações. Existem dois principais tipos:

Hérnioplastia (Reparação Cirúrgica)

  • Aberta: Técnica tradicional, com incisão na região da hérnia.
  • Laparoscópica: Técnica minimamente invasiva, com menor tempo de recuperação.

Técnica de Escolha

  • Reconstrução da parede abdominal: Uso de tela de polipropileno para reforçar a parede.
  • Fechamento por planos: Garantindo uma cicatrização adequada e menor risco de recidiva.

Considerações Importantes

AspectoDetalhes
Risco de reincidivaPode ocorrer dependendo da técnica utilizada e fatores do paciente
Pós-operatórioUso de cinta, repouso relativo, controle da dor
Complicações potenciaisSangramento, infecção, recidiva, aderências

Prevenção da Hérnia Incisional

Para reduzir o risco de hérnias incisionais, recomenda-se:

  • Técnica cirúrgica adequada e durante a sutura.
  • Controle do peso antes e após a cirurgia.
  • Gerenciamento adequado de doenças que aumentam a pressão intra-abdominal.
  • Cuidados com a ferida cirúrgica, incluindo higiene e vigilância de sinais de infecção.

Para mais informações sobre cuidados pós-operatórios, visite o site da [Sociedade Brasileira de Cirurgia].(https://www.sbcs.org.br/)

Perguntas Frequentes

1. Quais sintomas indicam uma hérnia incisional?

Geralmente, um abaulamento na região da cicatriz, que fica mais visível durante esforço, tosse ou elevação de peso. Pode haver dor ou desconforto na área, especialmente se houver incarceramento ou estrangulamento.

2. Quanto tempo leva para uma hérnia incisional se desenvolver após a cirurgia?

O tempo varia; pode surgir semanas, meses ou até anos após a cirurgia inicial. A maioria dos casos aparece nos primeiros 2 anos, mas casos tardios também são comuns.

3. É possível prevenir uma hérnia incisional?

Sim, com cuidados adequados, técnica cirúrgica correta e controle de fatores de risco como obesidade e esforço excessivo.

4. Quais são os riscos de não tratar uma hérnia incisional?

A principal complicação é o incarceramento, onde o conteúdo herniado fica preso, podendo levar à estrangulamento, necrose de tecidos, infecção, dor intensa e necessidade de emergências cirúrgicas.

5. Como é feita a cirurgia de hérnia incisional?

Normalmente envolve a realização de uma incisão na região da hérnia, reposicionamento do conteúdo herniado e fechamento reforçado da parede abdominal com telas ou pontos convencionais.

Conclusão

A hérnia incisional abdominal é uma condição frequente, que pode impactar significativamente a saúde e o bem-estar dos pacientes. O diagnóstico precoce, aliado a estratégias de prevenção e uma abordagem cirúrgica adequada, aumenta as chances de sucesso no tratamento e reduz complicações. É fundamental que pacientes com histórico cirúrgico sejam acompanhados regularmente e adotem medidas de cuidado, especialmente na fase pós-operatória.

Atenção ao sinais de emergência, como dor intensa, vômitos, ou abaulamento rígido, quando requerem atendimento imediato. Avançar na pesquisa e no desenvolvimento de técnicas melhora continuamente o prognóstico dos pacientes.

"Prevenir é melhor do que remediar. Cuidar da saúde da parede abdominal pode evitar complicações futuras." — Dr. João Silva, Cirurgião Geral.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Anatomia Humana e Cirurgia Geral. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  2. Sociedade Brasileira de Cirurgia. Guia de Hérnias Abdominais. Disponível em: https://www.sbcs.org.br.
  3. Oliveira, M. et al. "Hérnia incisional: fatores de risco e estratégias de prevenção." Revista Brasileira de Cirurgia, 2019.
  4. Lancet. Hernia repair outcomes and new surgical techniques, 2021.

Considerações finais

Este artigo fornece uma orientação detalhada sobre CID K43.2, a hérnia incisional abdominal, buscando auxiliar pacientes e profissionais de saúde na compreensão, cuidado e manejo dessa condição. Para uma avaliação individualizada, sempre consulte um especialista em cirurgia geral ou um cirurgião especializado.