CID Hepatite B Crônica: Entenda os Sintomas e Tratamentos
A hepatite B é uma infecção viral que afeta o fígado, podendo evoluir para formas crônicas e, consequentemente, levar a complicações sérias, como cirrose e câncer de fígado. Quando a inflamação do fígado persiste por mais de seis meses, a condição passa a ser classificada como hepatite B crônica, cuja codificação na Classificação Internacional de Doenças é o CID B18.1. Este artigo tem como objetivo esclarecer o que é a hepatite B crônica, seus sintomas, formas de diagnóstico, tratamentos disponíveis e os cuidados necessários para quem vive com essa condição.
Introdução
A hepatite B é uma das principais causas de doenças hepáticas em todo o mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 257 milhões de pessoas vivem com a infecção crônica pelo vírus da hepatite B, e ela é responsável por aproximadamente 887 mil mortes anuais, principalmente devido às complicações como cirrose e carcinoma hepatocelular. O entendimento sobre o CID B18.1, que representa a hepatite B crônica, é fundamental para profissionais de saúde, pacientes e suas famílias, promovendo um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz.

O que é a Hepatite B Crônica?
Definição
A hepatite B crônica é uma infecção persistente pelo vírus da hepatite B (VHB) que permanece no organismo por mais de seis meses. A condição ocorre quando o sistema imunológico não consegue eliminar completamente o vírus, levando à inflamação contínua do fígado.
Causas
A transmissão do vírus pode ocorrer de várias formas, incluindo:
- Contato com sangue infectado: transfusões, uso de drogas injetáveis.
- Relações sexuais sem proteção com pessoa infectada.
- De mãe para filho durante o parto.
- Compartilhamento de objetos pessoais contaminados.
Epidemiologia
A prevalência da hepatite B varia de acordo com a região. Países em desenvolvimento, como Brasil, apresentam uma população significativa com infecção crônica, especialmente sem acesso universal à vacinação e pelo controle inadequado dos fatores de risco.
Sintomas da Hepatite B Crônica
Muitas pessoas infectadas podem não apresentar sintomas evidentes, especialmente nos estágios iniciais. Entretanto, quando presentes, eles incluem:
Sintomas Gerais
- Fadiga constante
- Perda de apetite
- Náusea e vômito
- Dor abdominal, especialmente na região superior direita
- Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos)
- Urina escura
- Fezes claras ou de coloração pálida
- Dor nas articulações
Sintomas Avançados
Com o tempo, a inflamação contínua pode levar a complicações mais sérias, como:
- Cirrose hepática
- Carcinoma hepatocelular (câncer de fígado)
- Insuficiência hepática
Importante: A maioria dos portadores assintomáticos pode conviver com a doença por anos sem perceber, o que torna fundamental o acompanhamento médico regular.
Diagnóstico da Hepatite B Crônica
Exames laboratoriais
O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue específicos que identificam a presença do vírus e de anticorpos imunológicos, incluindo:
| Exame | O que avalia | Resultado esperado para hepatite B crônica |
|---|---|---|
| HBsAg (antígeno de superfície) | Detecta a presença de vírus ativo | Positivo por mais de 6 meses para diagnóstico de infecção crônica |
| Anti-HBc (anticorpo total ) | Indica infecção passada ou atual | Positivo em infecção atual ou passada |
| Anti-HBs | Indica imunidade ou cura após vacinação | Positivo após vacinação ou cura da infecção |
| DNA do VHB | Quantificação viral | Detecta e mede a carga viral, importante para monitorar o tratamento |
| ALT (alanina aminotransferase) | Avalia a inflamação hepática | Pode estar elevado em fases de atividade da doença |
Diagnóstico por imagem
Ultrassonografia abdominal pode ajudar a detectar sinais de cirrose ou câncer no fígado.
Tratamentos para Hepatite B Crônica
Objetivos do tratamento
- Reduzir a carga viral
- Prevenir complicações
- Melhorar a qualidade de vida
- Evitar a transmissão do vírus
Medicamentos disponíveis
Existem várias opções, incluindo:
- Análogos do nucleosídeo/nucleotídeo (como Tenofovir, Entecavir)
- Interferon alfa peguilado
| Medicamento | Modo de ação | Considerações |
|---|---|---|
| Tenofovir disoproxil fumarato | Inibe a replicação viral | Eficaz, com poucos efeitos colaterais, uso contínuo recomendado |
| Entecavir | Supressão da replicação viral | Alto potencial de supressão viral, monitorar resistência |
| Interferon alfa peguilado | Estimula o sistema imunológico | Pode causar efeitos colaterais, uso em casos específicos e com limites de duração |
Cuidados adicionais
- Evitar álcool e medicamentos hepatotóxicos.
- Alimentação equilibrada e prática de atividades físicas.
- Acompanhamento regular com hepatologista.
Como prevenir a hepatite B
- Vacinação é a principal estratégia de prevenção.
- Uso de preservativos durante relações sexuais.
- Não compartilhar objetos cortantes ou perfurantes.
- Testar e tratar portadores do vírus.
- Cuidados durante o parto para prevenir transmissão vertical.
Saiba mais sobre a vacinação contra hepatite B no Ministério da Saúde.
Complicações da Hepatite B Crônica
| Complicação | Descrição | Consequências |
|---|---|---|
| Cirrose hepática | Cicatrização extensa do fígado, alteração na sua estrutura. | Insuficiência hepática, varizes gastroesofágicas, ascite. |
| Carcinoma hepatocelular | Câncer de fígado | Pode levar à morte se não tratado cedo. |
| Insuficiência hepática | Perda da função do fígado devido a dano avançado. | Necessidade de transplante de fígado. |
perguntas frequentes (FAQs)
1. A hepatite B crônica é curável?
Atualmente, não há cura definitiva para a hepatite B crônica, mas ela pode ser controlada com tratamento adequado, permitindo uma vida normal e prevenindo complicações. Em alguns casos, a infecção pode ser eliminada, especialmente se o sistema imunológico conseguir combater o vírus com auxílio de medicamentos.
2. Quanto tempo dura o tratamento da hepatite B?
O tratamento pode durar meses a anos, dependendo da resposta ao medicamento, do grau de comprometimento hepático e do risco de complicações. O acompanhamento médico é essencial para ajustar a terapia conforme necessário.
3. Quem deve fazer exames para hepatite B?
Indivíduos com fatores de risco, como parceiros sexuais de portadores, profissionais da área de saúde, pessoas que usam drogas injetáveis, gestantes e aqueles com sintomas hepáticos, devem realizar testes periódicos.
4. Como evitar a transmissão do vírus?
Utilize preservativos, não compartilhe objetos pessoais, vacine-se, e realize o teste se estiver em risco. A prevenção é fundamental para controlar a disseminação da hepatite B.
Conclusão
A hepatite B crônica, associada ao CID B18.1, é uma condição de saúde que requer atenção contínua. Embora não seja uma doença facilmente curável atualmente, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem fazer toda a diferença na qualidade de vida do paciente, além de prevenir complicações graves como cirrose e câncer de fígado. Manter um estilo de vida saudável, seguir as orientações médicas e realizar vacinação preventiva são ações essenciais para quem deseja evitar ou gerenciar essa condição.
A saúde do fígado depende de conscientização e cuidados constantes. Como afirma o hepatologista David H. Thomas, "a prevenção é sempre mais eficaz do que o tratamento, especialmente em doenças como a hepatite B, onde o controle e a vigilância podem salvar vidas."
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Hepatite B. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/hepatitis-b.
- Ministério da Saúde. Hepatite B. Disponível em: https://saude.gov.br/saude-de-a-z/hepatite-b.
- Silva, F. S., & Rodrigues, L. P. (2022). Tratamento da hepatite B: avanços e desafios. Revista Brasileira de Hepatologia, 15(3), 200-210.
- Sociedade Brasileira de Hepatologia. Protocolos clínicos e diretrizes terapeuticas. Disponível em: https://www.sbh.org.br.
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