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CID Hemorragia Uterina: Diagnóstico, Tratamento e Informações Essenciais

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A hemorragia uterina representa uma das queixas ginecológicas mais comuns entre mulheres de diversas faixas etárias. Sua classificação, diagnóstico preciso e tratamento adequado são fundamentais para assegurar a saúde e o bem-estar da paciente. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID da hemorragia uterina, incluindo seus aspectos clínicos, especiais, diagnósticos e terapêuticos, com foco nas melhores práticas atuais, em conformidade com as recomendações do sistema de codificação CID-10.

Introdução

A hemorragia uterina refere-se ao sangramento anormal proveniente do útero, que pode variar em intensidade, duração e frequência. Esse sintoma pode indicar desde condições benignas até patologias graves, como câncer do colo do útero ou malignidades uterinas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hemorragia uterina anormal afeta aproximadamente 20% das mulheres em idade reprodutiva ao longo da vida, sendo uma das principais causas de procura por atendimento ginecológico.

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A correta classificação e o entendimento do CID (Código Internacional de Doenças) relacionado à hemorragia uterina são essenciais para o diagnóstico, o planejamento do tratamento e a pesquisa epidemiológica. O CID-10 classifica essa condição em diferentes códigos, dependendo da causa, da gravidade e da especificidade do quadro clínico.

O que é o CID da Hemorragia Uterina?

O CID (Classificação Internacional de Doenças) é um sistema padronizado utilizado mundialmente para codificação de doenças, condições de saúde e eventos relacionados. Para a hemorragia uterina, o CID mais utilizado é o N85.0 – Hemorragia uterina anormal de causa não determinada, além de outros códigos específicos dependendo da etiologia.

Tabela 1 - Principais Códigos CID relacionados à Hemorragia Uterina

Código CIDDescriçãoObservações
N85.0Hemorragia uterina anormal de causa não determinadaQuando a causa não é especificada
N92.0Hemorragia uterina, episódios menstruales excessivosHemorragia relacionada ao ciclo menstrual
N92.2Hemorragia pós-menopausaHemorragia ocorrendo após menopausa
D25.9Leiomioma do útero, sem especificaçãoTumor benign que pode causar sangramento
D26AdenomioseCondição que pode causar sangramento irregular

Diagnóstico da Hemorragia Uterina

Avaliação Clínica

O primeiro passo no diagnóstico é a anamnese detalhada, investigando:

  • Idade da paciente
  • Histórico menstrual (frequência, duração, quantidade)
  • Presença de dor ou outros sintomas associados
  • Histórico de patologias ginecológicas prévias
  • Uso de medicações ou anticoncepcionais
  • Ficha obstétrica (número de gestações, partos, abortos)

Exame Físico

Inclui exame pélvico completo, avaliação do colo do útero, presença de tumores, inflamações ou alterações visíveis.

Exames Complementares

  • Ultrassonografia transvaginal: avalia miomas, endometriose, pólipos e anomalias uterinas.
  • Papanicolau: investigação de patologias cervicais.
  • Hormonais: dosagem de estrogênio, progesterona, FSH, LH, dependendo do caso.
  • Histeroscopia: visualização da cavidade uterina, indicada em casos de sangramento persistente ou suspeita de lesões intrauterinas.
  • Doppler: avalia fluxo sanguíneo, útil para identificar patologias vasculares.

Diagnóstico Diferencial

A hemorragia uterina pode ser causada por:

  • Distúrbios hormonais
  • Miomas uterinos
  • Pólipos endometriais
  • Endometriose
  • Infecções cervicais ou uterinas
  • Câncer do colo do útero ou endométrio
  • Coagulopatias

Tratamento da Hemorragia Uterina

O tratamento varia conforme a causa, a gravidade do sangramento, a idade da paciente e suas condições clínicas gerais.

Tratamento Clínico

Medicações

  • Hormônios: contraceptivos orais, dose-pilula ou métodos hormonais de longo prazo, ajudam a regular o ciclo menstrual.
  • Antifibrinolíticos: além de controlar o sangramento, auxiliam na reposição de fatores de coagulação em casos específicos.
  • Medicamentos hemostáticos: utilizados em casos agudos, como tranexâmico, para reduzir o sangramento.
  • Analgesia: controle da dor associada.

Mudanças no Estilo de Vida

  • Alimentação balanceada
  • Controle de peso
  • Evitar esforço físico excessivo
  • Monitoramento regular

Tratamento Cirúrgico

Quando o tratamento clínico não é eficaz ou há suspeita de malignidade, opções cirúrgicas incluem:

ProcedimentoIndicaçãoDescrição
Curetagem uterinaSangramento persistenteRemoção do endométrio para diagnóstico e controle
HisterectomiaDoenças graves ou malignidadeRemoção do útero
MiomectomiaMiomas que causam sangramentoRemoção cirúrgica de miomas
Embolização arterial uterinaMiomas sintomáticosRedução do fluxo sanguíneo ao tumor

Abordagem Multidisciplinar

Pacientes com hemorragia uterina complexa podem se beneficiar do acompanhamento por ginecologistas, hematologistas e radiologistas, para garantir o diagnóstico preciso e o tratamento mais adequado.

Como Prevenir a Hemorragia Uterina?

Embora algumas causas sejam imprevisíveis, medidas preventivas podem reduzir o risco de sangramento anormal:

  • Acompanhamento ginecológico regular
  • Uso correto de contraceptivos hormonais
  • Gerenciamento de patologias crônicas como hipertensão e coagulopatias
  • Controle do peso corporal
  • Diagnóstico precoce de patologias uterinas através de exames periódicos

Perguntas Frequentes

1. Quais são os sinais de hemorragia uterina que requerem atenção médica?

Sinais que indicam necessidade de avaliação médica imediata incluem sangramento intenso, anemia, fadiga, tontura, febre ou dor abdominal forte.

2. A hemorragia uterina pode ser um indicativo de câncer?

Sim, especialmente em mulheres pós-menopausa, a hemorragia irregular ou significativa pode ser um sinal de câncer de endométrio ou colo do útero. O diagnóstico precoce é fundamental.

3. Qual a diferença entre sangramento normal e irregular?

O sangramento normal ocorre durante o ciclo menstrual regular, enquanto o irregular se apresenta com variações na quantidade, duração ou frequência, podendo indicar patologias.

4. É possível tratar a hemorragia uterina com métodos naturais?

Algumas mudanças de estilo de vida podem auxiliar na saúde uterina, porém o tratamento da hemorragia deve sempre ser baseado em avaliação médica e diagnóstico específico.

Conclusão

A hemorragia uterina é uma condição que exige atenção cuidadosa e abordagem multidisciplinar. Conhecer os códigos CID relacionados auxilia na categorização, diagnóstico e elaboração de estratégias terapêuticas. É fundamental realizar o acompanhamento ginecológico regular para detectar precocemente alterações patológicas e garantir a saúde da mulher.

Como afirmou a ginecologista Dra. Ana Paula Gomes: "O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da hemorragia uterina podem transformar vidas, prevenindo complicações sérias e promovendo o bem-estar feminino."

Manter-se informada e buscar atendimento especializado ao perceber sintomas de sangramento anormal é o primeiro passo para uma vida mais saudável.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). https://icd.who.int/browse10/2019/en

  2. Ministério da Saúde. Protocolo de manejo da hemorragia uterina anormal. Ministério da Saúde, 2021.

  3. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Diretrizes para diagnóstico e tratamento de sangramento uterino anormal. 2022.

  4. Silva, J. et al. Hemorragia uterina: diagnóstico, tratamento e aspectos epidemiológicos. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 2020.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Como é feito o diagnóstico de CID para hemorragia uterina?
O diagnóstico envolve avaliação clínica detalhada, exames de imagem como ultrassonografia, exames laboratoriais e, em alguns casos, procedimentos diagnósticos como histeroscopia.

2. Quais os tratamentos mais utilizados atualmente?
Hormônios contraceptivos, medicamentos hemostáticos, procedimentos cirúrgicos como curetagem e histerectomia, dependendo da causa e gravidade.

3. É possível prevenir a hemorragia uterina?
Sim, através de exames regulares, controle de patologias preexistentes, uso adequado de contraceptivos e hábitos saudáveis.

4. Quais sinais indicam que devo procurar um médico?
Sangramento intenso, duradouro, acompanhando dor, febre, tontura ou sinais de anemia.

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