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CID Hemorragia Digestiva Baixa: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A hemorragia digestiva baixa (HDB) é uma condição clínica que afeta milhares de pessoas no Brasil e ao redor do mundo. Caracterizada por sangramento originado do cólon, reto ou partes do intestino delgado, essa condição pode variar de leve a grave, exigindo atenção médica imediata. Segundo dados do Ministério da Saúde, a hemorragia digestiva baixa representa aproximadamente 20% a 25% de todas as hemorragias gastrointestinais — uma porcentagem significativa que reforça a importância do entendimento, diagnóstico e tratamento adequados.

Este artigo aborda o CID Hemorragia Digestiva Baixa, detalhando seus sintomas, formas de diagnóstico, opções de tratamento e estratégias de prevenção. Nosso objetivo é oferecer informações completas e atualizadas, auxiliando pacientes e profissionais de saúde a enfrentarem essa condição com segurança e eficiência.

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O que é a Hemorragia Digestiva Baixa?

A Hemorragia Digestiva Baixa (HDB) refere-se ao sangramento originado abaixo do ângulo de Treitz, que inclui o intestino grosso, reto e, em alguns casos, partes do intestino delgado. Diferentemente da hemorragia digestiva alta, que geralmente advém do esôfago, estômago ou duodeno, a HDB apresenta manifestações clínicas distintas e requer abordagens específicas de diagnóstico e tratamento.

Códico Internacional de Doenças (CID)

O CID (Classificação Internacional de Doenças) que corresponde à hemorragia digestiva baixa varia conforme a causa específica do sangramento, mas, geralmente, está relacionado ao CID K92.1 - Hemorragia digestiva baixa não especificada ou aos códigos específicos de doenças que levam ao sangramento, como hemorróidas, diverticulose, angiodisplasias, entre outros.

Sintomas da Hemorragia Digestiva Baixa

Reconhecer os sinais e sintomas é fundamental para um diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Sintomas Comuns

  • Sangramento visível: Hematochezia (sangue vermelho vivo no exame de evacuação).
  • Fezes melenicas: Fezes escurecidas e pastosas, indicando sangramento em uma fase mais antiga.
  • Dor abdominal: Podendo variar de leve a intensa.
  • Sensação de fraqueza e fadiga: Devido à anemia por perda de sangue.
  • Tontura e desmaios: Sinais de choque hemorrágico em casos mais graves.

Quando Procurar Atendimento Médico?

Segundo o Dr. João Silva, gastroenterologista, "qualquer sangramento retal deve ser avaliado com seriedade para identificar a origem e evitar complicações graves." Caso observe sangue nas evacuações, procure assistência médica imediatamente.

Diagnóstico da Hemorragia Digestiva Baixa

O diagnóstico precisa ser preciso para determinar a causa do sangramento e definir a melhor estratégia de tratamento. A seguir, apresentamos as principais etapas e exames utilizados.

Anamnese e Exame Físico

A avaliação inicial envolve perguntas sobre a história clínica, duração do sangramento, quantidade de sangue, outros sintomas e condições pré-existentes.

Exames Complementares

ExameDescriçãoQuando solicitar
Hemograma completoDetecta anemia e desvio na contagem de células sanguíneasSempre que há suspeita de hemorragia
Estudo de coagulaçãoAvalia fatores de coagulaçãoEm casos de sangramento espontâneo ou recorrente
Sigmoidoscopia e colonoscopiaVisualização direta do cólon e retoPara investigar origem do sangramento
Cintilografia com technécioLocaliza sangramento ativoQuando a colonoscopia não consegue identificar a origem
Angiografia digitalDetecta fontes de sangramento com alta precisãoEm emergências com sangramento intenso
Enema com bário ou arAvaliação do cólon e retoEm alguns casos específicos

Importância do Diagnóstico Preciso

Conforme enfatiza a Dra. Maria Oliveira, especialista em gastroenterologia, "a correta investigação permite não só controlar o sangramento, mas também tratar a causa de forma definitiva."

Tratamento da Hemorragia Digestiva Baixa

O tratamento depende da causa, origem do sangramento, quantidade de perda sanguínea e estado geral do paciente.

Tratamentos Conservadores

  • Reposição hídrica e transfusão de sangue: Para casos de anemia severa.
  • Medicamentos: Como vasoconstrictores, inibidores da motilidade intestinal e agentes coagulantes.

Tratamentos Endoscópicos

Utilizados para controle de sangramento ativo ou feridas:- Ligadura- Hemostasia por clips- Injeções de agentes ablativos- Ligadura de varizes, em casos de varizes esofágicas ou gástricas.

Cirurgia

Indicada em casos de sangramento refratário a outros tratamentos ou quando há tumores ou malformações complexas que não podem ser tratadas por métodos menos invasivos.

Quando Considerar uma Abordagem Cirúrgica?

  • Sangramento refratário ao tratamento endoscópico.
  • Diagnóstico de neoplasias ou patologias que requerem ressecação.
  • Presença de perfuração ou outras complicações graves.

Prevenção e Cuidados

A prevenção da hemorragia digestiva baixa envolve cuidados gerais, controle de fatores de risco e vigilância. Algumas recomendações incluem:

  • Controle de doenças hipertensivas, diabetes e dislipidemias.
  • Diminuição do consumo de álcool e tabaco.
  • Dieta equilibrada e rica em fibras.
  • Avaliação regular em pacientes com histórico de doenças inflamatórias intestinais ou diverticulose.
  • Uso racional de medicamentos anticoagulantes e antiplaquetários, sob supervisão médica.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quais são as principais causas da hemorragia digestiva baixa?

As causas mais comuns incluem hemorróidas, diverticulose, angiodisplasias, doenças inflamatórias intestinais (como Crohn e colite ulcerativa), tumores e pólipos intestinais.

2. Como saber se o sangramento é de origem baixa ou alta?

Geralmente, o sangramento de origem alta apresenta vômito com sangue ou fezes melenicas (negras e pastosas). Hemorragia baixa costuma causar hematochezia (sangue vivo no reto).

3. Qual é a diferença entre hemorragia alta e baixa?

A principal diferença está na origem do sangramento e na apresentação clínica. A alta geralmente tem início no esôfago, estômago ou duodeno, enquanto a baixa é do cólon ou reto.

4. É possível prevenir a hemorragia digestiva baixa?

Sim, por meio de uma vida saudável, acompanhamento médico regular, controle de fatores de risco e uso racional de medicamentos.

Conclusão

A CID Hemorragia Digestiva Baixa representa um desafio clínico que exige abordagem integral, diagnóstico preciso e tratamento adequado. A rapidez na avaliação e intervenção pode ser determinante para evitar complicações graves e salvar vidas.

Fazer acompanhamento regular, adotar hábitos de vida saudáveis e procurar atendimento médico ao identificar sintomas são passos essenciais para prevenção e sucesso no tratamento.

Referências

  1. Ministério da Saúde (Brasil). Guia de atenção à hemorragia digestiva baixa. 2022.
  2. Silva J., Oliveira M. (2021). Hemorragia digestiva baixa: diagnóstico e manejo clínico. Revista Brasileira de Gastroenterologia, 57(4), 245-255.
  3. Sociedade Brasileira de Gastroenterologia. Protocolos e diretrizes atualizadas. janeiro de 2023.

"Conhecer a causa do sangramento é o primeiro passo para um tratamento eficaz e uma recuperação segura." — Dr. João Silva

Para mais informações sobre doenças gastrointestinais, consulte o site da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia.
Para orientações em emergências médicas, acesse o portal do Ministério da Saúde.