CID Hemorragia Digestiva: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A hemorragia digestiva é uma condição médica que pode representar uma emergência clínica, exigindo atenção rápida e precisa. Ela ocorre quando há sangramento nas vias digestivas, que vão do esôfago ao reto, podendo variar desde pequenas perdas até hemorragias massivas que ameaçam a vida do paciente. O uso do CID (Código Internacional de Doenças) relacionado à hemorragia digestiva é fundamental para padronizar o diagnóstico, registros médicos e pesquisas epidemiológicas.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a hemorragia digestiva, seu CID, principais sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e dicas para cuidados posteriores. Além disso, apresentaremos uma tabela comparativa, perguntas frequentes, citações de especialistas e links externos para aprofundamento no tema.

O que é o CID de Hemorragia Digestiva?
O CID é um sistema de classificação de doenças utilizado mundialmente para padronizar registros de saúde. A hemorragia digestiva é classificada em diferentes códigos, dependendo da origem e da gravidade do sangramento. Os principais códigos relacionados à hemorragia digestiva incluem:
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| K92.0 | Hemorragia digestiva, não especificada |
| K92.1 | Sangramento digestivo, de causa não especificada |
| K92.2 | Hemorragia digestiva, de origem não especificada |
| I85.0 | Varizes do esôfago com hemorragia |
| K25-K31 | Condições relacionadas, como úlcera gástrica com sangramento |
Dica: Para utilizar o código correto em registros médicos ou pesquisas, consulte sempre a tabela mais recente do CID-10 atualizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Sintomas da Hemorragia Digestiva
Reconhecer os sintomas é o primeiro passo para buscar atendimento médico adequado. Os principais sinais incluem:
Sintomas Gerais
- Vômito com sangue (hematemese): frequentemente de cor vermelha viva ou semelhante a borra de café.
- Fezes pretas ou escura (melena): indicam sangramento no trato gastrointestinal superior.
- Fadiga e fraqueza: devido à anemia progressiva.
- Palidez: pele e mucosas pálidas.
- Tachicardia e hipotensão: sinais de hemorragia aguda e choque.
Sintomas em Hemorragias Menores e Cronicas
- Anemia: sintomas leves como cansaço e falta de ar.
- Desconforto abdominal: em casos de úlceras ou doenças inflamatórias.
- Náusea e vômitos: em situações mais graves.
Diagnóstico da Hemorragia Digestiva
Após a suspeita clínica, diferentes exames são utilizados para detectar a origem e a extensão da hemorragia.
Exames Laboratoriais
- Hemograma completo: avalia a gravidade da anemia.
- Sorologias e testes hepáticos: auxiliam na avaliação da função hepática e causas associadas.
- Tipo sanguíneo e crossmatch: essenciais em casos de hemorragia aguda.
Exames de imagem e procedimentos endoscópicos
- Endoscopia digestiva alta (EDA): exame de escolha para localizar e tratar sangramentos no esôfago, estômago e duodeno.
- Colonoscopia: indica-se quando a hemorragia está em partes baixas do intestino.
- Angiografia: utilizada em casos de sangramentos massivos que não respondem às intervenções iniciais.
- TC de abdômen: útil para identificar causas como tumores ou doenças inflamatórias.
Tabela de Diagnóstico
| Exames | Finalidade | Quando solicitar |
|---|---|---|
| Hemograma completo | Detectar anemia, avaliar gravidade | Sempre em suspeita de hemorragia |
| Endoscopia digestiva alta | Localizar origem do sangramento | Hemorragia superior, sinais de melena |
| Colonoscopia | Diagnosticar fontes no intestino delgado ou cólon | Hemorragia baixa, sangue nas fezes |
| Angiografia | Identificar sangramento ativo em altas doses de sangue | Hemorragia massiva e persistente |
| TC de abdômen | Avaliar causas estruturais ou tumores | Caso endoscopia/colonoscopia não revelarem origem |
Tratamento da Hemorragia Digestiva
O manejo adequado depende da gravidade e da origem do sangramento. Pode incluir intervenções médicas, endoscópicas ou cirúrgicas.
Medidas Gerais
- Reparação hemodinâmica: reposição de líquidos e transfusão de sangue, se necessário.
- Monitoramento contínuo: sinais vitais, volume de saída, sinais de choque.
- Jejum absoluto: para evitar agravamento do sangramento.
Tratamentos Específicos
- Terapia endoscópica: cauterização, brindagem ou aplicação de géis hemostáticos para controlar hemorragias ativas.
- Medicamentos:
- Inibidores da bomba de prótons (IBPs): reduzir produção de ácido gástrico em úlceras.
- Vasopressores e agentes hemostáticos em casos de sangramento massivo.
- Cirurgia: indicada quando a intervenção endoscópica não consegue controlar o sangramento.
- Em casos específicos: administração de fatores de coagulação ou uso de embolização arterial.
Cuidados no Pós-Tratamento
- Acompanhamento hematológico.
- Mudanças na dieta: alimentação leve, evitando alimentos irritantes.
- Monitoramento de sinais de recorrência.
Quando procurar ajuda médica imediatamente?
- Hemorragia abundante com vômito ou fezes com sangue.
- Sintomas de choque: tontura, sudorese, pulso rápido, fraqueza.
- Dor abdominal intensa.
- Dificuldade para respirar ou confusão mental.
Prevenção da Hemorragia Digestiva
- Controle de fatores de risco: uso racional de anti-inflamatórios, controle do uso de álcool.
- Tratamento de úlceras e gastrites: com medicamentos e acompanhamento médico.
- Diagnóstico precoce de doenças hepáticas.
- Exames de rotina: especialmente em idosos ou pacientes com história de doenças gastrointestinais.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual a diferença entre hemorragia digestiva superior e inferior?
Resposta: A hemorragia digestiva superior ocorre no esôfago, estômago ou duodeno, enquanto a inferior ocorre no íleo, cólon ou reto. A localização determina os sintomas e os exames utilizados para diagnóstico.
2. Como prevenir a hemorragia digestiva?
Resposta: Controlando fatores de risco, tratando doenças gastrointestinais, evitando o uso indiscriminado de medicamentos que irritam o estômago e adotando hábitos saudáveis.
3. A hemorragia digestiva sempre requer internação hospitalar?
Resposta: Nem sempre, mas casos graves ou suspeita de hemorragia ativa geralmente necessitam de internação e intervenção especializada.
4. Quais medicamentos posso usar para controlar o sangramento?
Resposta: Apenas com orientação médica. Medicamentos como IBPs podem ser prescritos para úlceras, mas o tratamento deve ser individualizado.
Conclusão
A hemorragia digestiva é uma condição séria, que demanda atenção rápida e especializada. O reconhecimento dos sintomas, a busca por atendimento médico imediato, diagnósticos precisos e tratamentos adequados podem salvar vidas e minimizar complicações. Acompanhamentos regulares e ações preventivas também são essenciais para quem possui fatores de risco.
Se você suspeita de hemorragia digestiva ou conhece alguém que apresenta sintomas, procure um serviço de saúde imediatamente.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição. Disponível em: OMS CID-10.
- LIMA, Carlos Eduardo Barros de; et al. Hemorragia digestiva: abordagem clínica e terapêutica. Revista Brasileira de Gastroenterologia, v. 94, n. 2, p. 125-137, 2020.
- Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva. Diretrizes para manejo de hemorragia digestiva. Disponível em: SBED.
Links externos úteis
Lembre-se: A automedicação pode ser perigosa. Sempre consulte um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento apropriados.
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