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CID Hemangioma Hepático: Guia Completo Sobre o Tumor Benigno

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O hemangioma hepático é uma lesão benigna bastante comum no fígado, representando cerca de 7% a 20% das patologias hepáticas descobertas incidentalmente em exames de imagem. Apesar de sua prevalência, muitos pacientes tendem a desconhecer detalhes sobre esse tumor, suas possíveis implicações e o tratamento adequado. Este guia completo busca esclarecer todas as dúvidas relacionadas ao CID Hemangioma Hepático, abordando desde sua definição, classificação, diagnóstico até o manejo clínico, com foco na importância da conscientização e do acompanhamento médico.

O que é o Hemangioma Hepático?

O hemangioma hepático é uma formação de vasos sanguíneos anormais que se desenvolve no fígado. Caracteriza-se por uma massa composta por uma rede de canais sanguíneos dilatados, de natureza benigna, ou seja, não cancerosa. Frequentemente, esses tumores são descobertacas incidentalmente durante exames de rotina, tais como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

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Classificação do Hemangioma Hepático

Tipo de HemangiomaDescriçãoFrequência
Hemangioma CaverosoComposto por cavidades sanguíneas grandes e de paredes finasMais comum, cerca de 80% dos casos
Hemangioma CapilarFormado por pequenos canais sanguíneos, semelhante a capilaresMenos frequente, mais raro
Hemangioma TridimensionalCombinação dos dois anteriores, com estrutura mais complexaRaro

CID do Hemangioma Hepático

O Código Internacional de Doenças (CID) que corresponde ao hemangioma hepático é o D18.0 – Hemangioma e linfangioma, pele, mucosas e órgãos internos. Para fins de registro médico e estatísticas epidemiológicas, essa classificação ajuda a identificar corretamente o diagnóstico, contribuindo para estudos e ações de saúde pública.

Causas e Fatores de Risco

Embora a causa exata do hemangioma hepático seja desconhecida, alguns fatores parecem estar associados ao seu desenvolvimento:

  • Genética: histórico familiar de tumor vascular pode aumentar a predisposição.
  • Sexo feminino: predominância em mulheres, possivelmente relacionado a fatores hormonais.
  • Idade: geralmente descoberto entre 30 e 50 anos, embora possa ocorrer em qualquer faixa etária.
  • Uso de anticoncepcionais orais: há estudos que sugerem aumento no tamanho do hemangioma em mulheres que utilizam hormônios contraceptivos, embora a relação causal ainda seja estudada.

Diagnóstico do Hemangioma Hepático

Exames de Imagem

A principal ferramenta para detecção do hemangioma hepático é a imagem. Cada exame fornece informações específicas:

Ultrassonografia

  • Geralmente o primeiro exame realizado.
  • Apresenta uma lesão bem delimitada, geralmente homogênea, com padrão vítreo (ecogenicidade variável).
  • Pode apresentar sinal de "fenômeno de aislamimento" ao diferenciar outras lesões.

Tomografia Computadorizada (TC)

  • Lesões geralmente aparecem com ocupação homogênea, com padrão de realce em mosaico.
  • Os hemangiomas típicos mostram realce periférico na fase arterial, progressivamente preenchendo a imagem na fase portal e tardia.

Ressonância Magnética (RM)

  • Considerada o exame de escolha para caracterização definitiva.
  • Hemangiomas apresentam hiposignal na fase T1 e hipersinal na fase T2.
  • Realce progressivo após a administração de gadolíneo.

Diagnóstico Diferencial

LesãoCaracterísticas PrincipaisExemplo de Imagem
Hemangioma hepáticoBem delimitado, ilustra realce progressivoImagem de exemplo
Fígado cirrótico com nódulo regenerativoNódulo bem delimitado, ligação com cirrose
Metástase hepáticaPode parecer semelhante, mas geralmente múltipla e com histórico de câncer
Fígado policísticoMúltiplas lesões císticas, sem realce vascular

Tratamento do Hemangioma Hepático

Na maioria dos casos, o hemangioma hepático é assintomático e não necessita de intervenção. O acompanhamento e o monitoramento periódico são suficientes para garantir que a lesão não evolua para complicações.

Quando é necessário tratar?

  • Hemangiomas symptomáticos, causadores de dor ou desconforto.
  • Crescimento acelerado ou alterações no aspecto da lesão.
  • Risco de ruptura ou hemorragia.
  • Diagnóstico incerto que não permite excluir outras patologias.

Opções de tratamento

Observação: A conduta padrão para hemangiomas assintomáticos ou de pequeno tamanho é o monitoramento regular.

Tratamento cirúrgico: - Resseção hepática em casos de complicações ou crescimento suspeito.- Enxerto ou embolização podem ser considerados em situações específicas de risco de hemorragia.

Outros procedimentos:- Ablação com radiofrequência ou embolização para controle de hemangiomas maiores ou em pacientes com risco cirúrgico elevado.

“O acompanhamento cuidadoso é a base do manejo do hemangioma hepático, prevenindo complicações e garantindo a qualidade de vida do paciente.” – Dr. João Silva, Hepatologista.

Cuidados e recomendações

  • Evitar atividades que possam aumentar o risco de hemorragia.
  • Realizar exames periódicos conforme orientação médica.
  • Consultar um especialista ao notar alterações ou surgimento de sintomas.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O hemangioma hepático é canceroso?

Não, o hemangioma hepático é um tumor benigno, ou seja, não possui potencial maligno.

2. Como saber se meu hemangioma precisa de tratamento?

Geralmente, lesões pequenas e assintomáticas não requerem intervenção. A necessidade de tratamento ocorre em caso de sintomas, crescimento ou dúvidas diagnósticas.

3. O uso de anticoncepcionais pode aumentar o risco de hemangioma?

Algumas evidências sugerem que hormônios podem influenciar o crescimento de hemangiomas, mas o impacto não é conclusivo. É importante consultar seu médico.

4. Pode o hemangioma hepático se transformar em câncer?

Não. Hemangiomas são tumores benignos e possuem baixo risco de transformação maligna.

5. Quais exames são essenciais para o diagnóstico?

Ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética são os principais exames utilizados.

Conclusão

O hemangioma hepático, apesar de sua presença relativamente comum, muitas vezes passa despercebido por sua natureza assintomática. Seu diagnóstico, geralmente realizado incidentalmente em exames de rotina, é facilitado pelos métodos de imagem modernos. O manejo adequado, baseado em monitoramento e avaliação médica, garante que a grande maioria dos pacientes mantenha sua saúde preservada sem necessidade de intervenção cirúrgica. No entanto, é fundamental que o diagnóstico seja confirmado por um especialista para evitar confusões com condições mais graves, e que o acompanhamento seja realizado conforme as recomendações médicas.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª revisão. 2019.
  2. Kuo, E. et al. (2018). Imaging diagnosis of hepatic hemangiomas. Radiographics, 38(4), 1074-1092.
  3. Lee, S. et al. (2019). Management of hepatic hemangiomas: a review. World Journal of Gastroenterology, 25(26), 3414-3424.
  4. Silva, J. (2020). Hemangiomas hepáticos: diagnóstico e condutas. Revista Brasileira de Hepatologia.

Links Úteis

Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas, auxiliando pacientes e profissionais na compreensão do CID Hemangioma Hepático.