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CID HAS GESTACIONAL: Diagnóstico, Sintomas e Tratamentos Essenciais

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A hipertensão arterial sistêmica (HAS) gestacional é uma condição que pode afetar a saúde da gestante e do bebê, sendo fundamental entender seus aspectos diagnósticos, sintomas e as melhores abordagens de tratamento. Este artigo oferece um panorama completo sobre o tema, buscando esclarecer dúvidas comuns e fornecer informações relevantes para gestantes, profissionais de saúde e familiares.

Introdução

Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por diversas adaptações, incluindo mudanças na pressão arterial. A hipertensão gestacional, também conhecida como CID I10.9 – Hipertensão essencial, pode surgir neste período e, se não manejada adequadamente, pode evoluir para complicações graves tanto para a mãe quanto para o bebê. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% a 15% das gravidezes são afetadas por hipertensão, evidenciando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado.

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Neste artigo, abordaremos o que é a CID HAS gestacional, seus sintomas, fatores de risco, etapas de diagnóstico, opções de tratamento e cuidados de sobrevivência, além de responder às perguntas frequentes sobre o tema.

O que é a CID HAS GESTACIONAL?

A CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema de codificação utilizado mundialmente para padronizar e classificar diferentes condições de saúde.

Definição de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) na Gestação

A HAS gestacional refere-se à elevação da pressão arterial que surge após a 20ª semana de gestação, sem a presença de proteinúria (proteínas na urina) ou outras doenças que possam explicar o aumento da pressão.

Código CID correspondente:
- CID-10: O13 – Hipertensão hipertensiva da gravidez, do parto e do puerpério

A diferença entre HAS gestacional e pré-eclâmpsia

Enquanto a hipertensão gestacional é caracterizada pelo aumento da pressão arterial sem outros sintomas ou complicações, a pré-eclâmpsia envolve também proteinúria e outros sinais de comprometimento de órgão, podendo evoluir para condições mais graves.

Sintomas da HAS Gestacional

Apesar de muitas mulheres serem assintomáticas, alguns sinais podem indicar alteração na pressão arterial durante a gestação.

Sintomas Comuns

  • Aumento da pressão arterial: geralmente acima de 140/90 mm Hg
  • Dor de cabeça persistente
  • Alterações na visão: como visão turva ou luzes piscando
  • Inchaço excessivo: principalmente em mãos, rosto ou pernas
  • Dor na região superior do abdômen: especialmente no lado direito, devido ao comprometimento do fígado
  • Náuseas e vômitos

Quando procurar ajuda médica

Se a gestante perceber qualquer uma dessas manifestações ou tiver dúvidas, é essencial buscar acompanhamento médico imediato para avaliação e controle adequado.

Fatores de Risco

Diversos fatores podem aumentar a probabilidade de desenvolver HAS gestacional, incluindo:

Fator de RiscoDescrição
Idade avançadaGestantes com mais de 35 anos
ObesidadeÍndice de massa corporal elevado
Histórico de hipertensãoMulheres com antecedente familiar ou histórico prévio
Premierza (primeira gestação)Mulheres na primeira gravidez
Múltiplos gestacionaisGêmeos ou mais fetos
Doenças crônicasDiabetes, doenças renais, lúpus
Estilo de vidaSedentarismo, alimentação não equilibrada

Diagnóstico da CID HAS GESTACIONAL

O diagnóstico correto é fundamental para o acompanhamento eficiente e prevenção de complicações.

Procedimentos essenciais

  • Avaliação da pressão arterial: medida seriada em consultórios ou unidades de saúde
  • Exames laboratoriais: análise de urina (proteinúria), exames de sangue para avaliar função renal, hepática e outras variáveis
  • Ecografias: monitoramento do crescimento fetal e avaliação de bem-estar da criança
  • Exames adicionais: dependendo do quadro clínico, podem ser necessários testes de função dérmica, exame de sangue completo, entre outros

Critérios diagnósticos

CritérioDescrição
Pressão arterial elevada≥ 140/90 mm Hg em duas medições em ocasiões diferentes (após a 20ª semana)
Proteinúria≥ 300 mg em 24 horas ou proteinúria presente em teste de urina dipstick com leitura de 1+ ou mais
Outros sinaisAlterações laboratoriais ou clínico-laboratoriais associados (como alteração hepática ou plaquetopenia)

“A detecção precoce e o controle adequado da hipertensão na gestação podem fazer toda a diferença na saúde da mãe e do bebê.” – Dr. José da Silva, especialista em obstetrícia.

Tratamentos essenciais para a CID HAS GESTACIONAL

O manejo da hipertensão gestacional visa controlar a pressão arterial, prevenir complicações e garantir uma gestação segura. A seguir, abordamos as principais estratégias de tratamento.

Medicações

  • Anti-hipertensivos: em geral, medicamentos como hidralazina, metildopa ou nifedipino são utilizados sob prescrição médica
  • Acompanhamento rigoroso: monitoramento contínuo da pressão arterial e exames laboratoriais

Mudanças no estilo de vida

  • Dieta equilibrada: redução do consumo de sal, aumento de frutas, legumes e alimentos integrais
  • Atividade física moderada: orientação médica para exercícios compatíveis com o estado gestacional
  • Repouso: em alguns casos, repouso relativo pode ser recomendado para reduzir a pressão arterial

Monitoramento hospitalar

Em casos mais graves ou com sinais de complicação, internamento e acompanhamento multidisciplinar podem ser necessários, incluindo a avaliação do bem-estar fetal por meio de cardiotocografia.

Cuidados no parto

Decidir o melhor momento e modo de parto leva em consideração o estado materno e fetal, além da evolução da pressão arterial. A decisão deve ser tomada em equipe multiprofissional.

Para obter mais detalhes sobre os tratamentos disponíveis, acesse Ministério da Saúde.

Cuidados pós-parto

Após o parto, a hipertensão gestacional geralmente se resolve em até 12 semanas, mas é fundamental continuar o acompanhamento para detectar possíveis complicações, como pré-eclâmpsia residual ou hipertensão crônica.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A CID HAS gestacional pode evoluir para hipertensão crônica?

Sim, algumas mulheres que apresentam hipertensão gestacional podem evoluir para hipertensão crônica após o parto, sendo importante o acompanhamento contínuo.

2. Quais são os riscos para o bebê?

A hipertensão gestacional pode levar a restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro e complicações relacionadas ao suprimento de oxigênio e nutrientes.

3. É possível prevenir a CID HAS gestacional?

Manter um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e prática regular de exercícios, além de realizar acompanhamento pré-natal adequado, ajuda na prevenção.

4. Como é controlada a pressão arterial durante a gestação?

Por meio de medicações prescritas por um obstetra, monitoramento frequente e mudanças de hábitos de vida.

5. Quais os sinais de que devo procurar ajuda imediatamente?

Dor de cabeça forte e persistente, alterações visuais, inchaço intenso, dor abdominal superior ou vômitos são sinais de alerta. Procure assistência médica urgente.

Conclusão

A CID HAS gestacional é uma condição que merece atenção especial durante toda a gestação. Sua detecção precoce, manejo adequado e acompanhamento contínuo são essenciais para garantir a saúde da mãe e do bebê. Com orientações corretas, é possível minimizar os riscos e promover uma gestação saudável.

Lembre-se: o cuidado multiprofissional e o controle regular são aliados fundamentais para uma gestação segura.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Hypertensive Disorders in Pregnancy. Disponível em: https://www.who.int
  2. Ministério da Saúde. Protocolos de atenção à gestante. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-do-gestante
  3. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes em hipertensão arterial. Disponível em: https://www.cardiol.br

Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas, sempre ressaltando a importância do acompanhamento médico especializado em caso de qualquer dúvida ou sintoma relacionado à hipertensão gestacional.