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CID Hanseníase: Entenda a Doença e Seus Cuidados

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A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa que ainda representa um desafio para a saúde pública no Brasil e no mundo. Apesar de milhões de pessoas terem sido tratadas ao longo dos anos, ela ainda provoca estigma social e complicações de saúde quando não diagnosticada e tratada precocemente. Neste artigo, vamos aprofundar seu entendimento sobre o CID hanseníase, suas causas, sintomas, tratamentos e os cuidados necessários para uma vida saudável.

Introdução

A hanseníase é uma doença crônica causada pelo Mycobacterium leprae, um microrganismo que invade principalmente a pele, os nervos periféricos, as mucosas e os olhos. No Brasil, o Ministério da Saúde classifica a doença com o CID-10 B90 ("Hanseníase") e o CID-11 também incorpora essa classificação, facilitando o diagnóstico e o registro epidemiológico.

cid-hanseniase

Apesar de seu status de doença eliminada em várias regiões, a hanseníase ainda representa um problema de saúde pública, sobretudo por conta do atraso no diagnóstico, que pode levar a sequelas físicas e sociais. Aprender sobre sua transmissão, sintomas, formas de tratamento e cuidados é fundamental para combater o estigma e promover uma melhor qualidade de vida para os portadores.

O que é a hanseníase?

A hanseníase é uma doença infecciosa persistente, causada pelo Mycobacterium leprae. Essa bactéria tem uma longa história de convivência com os seres humanos, tendo sido registrada desde tempos antigos.

Transmissão da hanseníase

A transmissão ocorre principalmente por contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada que apresenta formas paucibacilares ou multibacilares não tratadas. A via de transmissão mais aceita é a respiratória, através de gotículas expelidas pela boca e nariz do portador.

"A chave para controlar a hanseníase é a detecção precoce e o tratamento adequado, evitando sequelas e transmissão." - Ministério da Saúde

Fatores de risco

  • Contato prolongado com alguém que possui a forma infecciosa da doença
  • Vive em áreas de alta endemicidade
  • Condições imunológicas comprometidas
  • Baixa renda e condições socioeconômicas precárias

Sintomas da hanseníase

Sintomas iniciais

  • Manchas na pele que podem apresentar perda de sensibilidade ao toque, calor ou frio
  • Nódulos ou placas na pele
  • Dormência ou fraqueza nos nervos periféricos
  • Lesões que não cicatrizam em quatro a oito semanas

Sintomas avançados

Se não tratados, os sintomas podem evoluir para:

SintomaDescrição
Perda de sensação na peleDiminuição ou ausência de sensibilidade nas áreas afetadas
Deformidades articularesDores, artrite e deformidades por dano nervoso
Perda de sensibilidade ocularBaixa visão ou cegueira parcial por lesões nos olhos
Leptomas e incapacidadesPerda de partes do corpo, como dedos, nariz e orelhas

“A hanseníase é uma doença que, se detectada cedo, tem cura e evita sequelas permanentes.” – Organização Mundial da Saúde

Diagnóstico da hanseníase

Como é realizado?

O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação médica, inspeção da pele e exame neurológico. Podem ser usados exames complementares, como:

  • Biópsia de pele
  • Teste de baciloscopia
  • Exames de sangue (quando necessário)

CID hanseníase

O CID-10, que é o código internacional de doenças, identifica a hanseníase sob o código B90. Para uma classificação mais detalhada, o sistema internacional (CID-11) também dispõe de códigos específicos. Essa classificação auxilia na padronização do diagnóstico e no acompanhamento epidemiológico.

Classificação da hanseníase no CID-10Descrição
B90Hanseníase

Tratamento da hanseníase

Tratamento medicamentoso

O tratamento é realizado com poliquimioterapia (PQT), que combina antimicrobianos por períodos que variam de 6 a 12 meses, dependendo do tipo e gravidade da doença.

MedicamentoDose e DuraçãoForma de administração
DapsonaDiária, durante todo o períodoOral
RifampicinaMensal, durante o tratamentoOral
ClofaziminaDiário, durante todo o períodoOral

Cuidados durante o tratamento

  • Manter o acompanhamento médico regular
  • Estar atento a possíveis efeitos colaterais dos medicamentos
  • Evitar o contato com pessoas não infectadas enquanto estiver na fase infecciosa, se necessário

Prevenção de sequelas e cuidados complementares

  • Reabilitação física, com fisioterapia, para diminuir sequelas neurológicas
  • Uso de óculos e proteção para evitar sequelas oculares
  • Cuidados com a higiene da pele e saúde geral do paciente

Como prevenir a hanseníase?

Embora ainda não exista uma vacina que ofereça proteção definitiva contra a hanseníase, a vacinação com BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) auxilia na proteção. Além disso, medidas de saúde pública, como:

  • Diagnóstico precoce
  • Tratamento completo e oportuno
  • Educação em saúde para as comunidades
  • Vacinamento

são estratégias essenciais para o controle da doença no Brasil e globalmente.

Importância do acompanhamento médico e social

Viver com hanseníase exige cuidados não só físicos, mas também emocionais e sociais. O estigma de décadas ainda influencia a vida de muitas pessoas, dificultando o acesso ao tratamento e a inclusão social. Portanto, a educação e o suporte psicológico são essenciais para uma reintegração plena na sociedade.

Cuidados psicológicos e sociais

  • Apoio emocional e psicológico para combater o estigma
  • Inclusão social e profissional
  • Informação correta para desmistificar a doença

Perguntas Frequentes

A hanseníase é hereditária?

Não, a hanseníase não é uma doença hereditária. Ela é transmitida pelo contato prolongado com uma pessoa infectada.

Quanto tempo leva para o tratamento fazer efeito?

Em geral, após os primeiros meses de tratamento, os sinais de melhora começam a aparecer, mas o tratamento deve ser concluído integralmente para garantir a cura.

A hanseníase pode causar impotência?

Se não tratada, a hanseníase pode causar sequelas neurológicas que levam à perda de sensibilidade, deformidades e incapacidade, mas com tratamento precoce, esses riscos são significativamente reduzidos.

Como saber se alguém tem hanseníase?

Por meio da avaliação clínica médica, com reconhecimento de manchas e sinais de perda de sensibilidade na pele, além de exames complementares.

Conclusão

A hanseníase, apesar de antiga, continua sendo uma preocupação de saúde pública devido às suas possíveis complicações e estigma social. O entendimento do CID hanseníase e do caminho para o diagnóstico e tratamento oportuno é fundamental para eliminar a doença e garantir uma melhor qualidade de vida às pessoas afetadas. Como afirmou Mahatma Gandhi, "A saúde é a verdadeira riqueza da vida", e para alcançá-la, a atenção precoce e o cuidado contínuo são indispensáveis.

Investir na educação, na atenção médica e na inclusão social é fundamental para erradicar a hanseníase como um problema de saúde pública no Brasil e no mundo.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Hanseníase: atenção à saúde da população brasileira. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hanseniase

  2. Organização Mundial da Saúde (OMS). Leprosy Fact Sheet. 2023. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/leprosy

  3. CID-10. Classificação Internacional de Doenças. Organização Mundial da Saúde. 2019.

Glossário

  • CID-10: Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição. Sistema utilizado mundialmente para classificação de doenças e problemas relacionados à saúde.
  • Poliquimioterapia (PQT): Conjunto de medicamentos utilizados para tratar doenças infecciosas, incluindo a hanseníase, de forma combinada para eliminar a bactéria.
  • Mycobacterium leprae: Bactéria causadora da hanseníase.
  • Sequelas: Danos permanentes provocados por uma doença, como deformidades ou perda de sensibilidade.

“A prevenção é o melhor remédio, e a informação, nosso maior aliado na luta contra a hanseníase.”