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CID H 36.0: Guia Completo Sobre Condições Oculares e Doenças Relacionadas

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A saúde ocular é fundamental para a qualidade de vida, facilitando a realização de atividades diárias, o trabalho, o lazer e a interação social. Entre as diversas condições que podem afetar os olhos, algumas manifestações específicas estão categorizadas na Classificação Internacional de Doenças (CID). Uma dessas categorias é o CID H 36.0, que cobre certas doenças e condições oculares relacionadas à conjuntiva, córnea e outros componentes do olho.

Este guia completo tem como objetivo esclarecer todos os aspectos relacionados ao CID H 36.0, abordando suas condições associadas, sintomas, tratamentos e dicas de prevenção. Afinal, compreender a classificação e as patologias relacionadas é fundamental para busca de diagnóstico preciso e cuidado adequado.

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O que é o CID H 36.0?

Definição e Contexto

O Código CID H 36.0 faz parte da classificação internacional de doenças que categoriza as doenças da conjuntiva. Especificamente, ele corresponde a "Corpos estranhos na conjuntiva, inclusive corpo estranho na córnea". Trata-se de uma condição comum, frequentemente relacionada a acidentes, ambientes de trabalho, atividades ao ar livre ou contato com partículas irritantes.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o entendimento destas condições é vital para a implementação de medidas de prevenção e tratamento eficazes, evitando complicações que possam comprometer a visão.

Importância da classificação CID

A classificação CID permite uma padronização internacional para registros de doenças, facilitando estudos epidemiológicos, campanhas de saúde pública e a implementação de políticas de assistência ao paciente.

Condições Cobertas pelo CID H 36.0

Corpos estranhos na conjuntiva e na córnea

Este termo abrange diferentes situações, incluindo objetos sólidos ou partículas que entram no olho e ficam presos na conjuntiva ou na córnea, causando desconforto, inflamação ou risco de infecção.

Sintomas comuns

  • Sensação de corpo estranho
  • Vermelhidão ocular
  • Lacrimejamento excessivo
  • Visão turva ou desconforto visual
  • Sensibilidade à luz
  • Dor ou irritação

Causas e Fatores de Risco

Causas frequentes

CausaDescrição
Partículas de areia ou poeiraPresença de partículas sólidas ao ar, muitas vezes em atividades externas
Ferramentas ou objetos pontiagudosAcidentes com ferramentas que possam perfurar ou arranhar o olho
Produtos químicosContato acidental com produtos irritantes ou tóxicos
Uso inadequado de lentes de contatoMá higiene ou uso prolongado sem recomendações

Fatores de risco

  • Atividades ao ar livre (construção, agricultura)
  • Trabalhadores de oficinas e indústrias
  • Prática de esportes de risco
  • Pessoas que manipulam objetos pontiagudos ou cortantes

Diagnóstico e Exames

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado por um oftalmologista, que avalia o histórico do paciente, sintomas e realizam exame clínico detalhado com lâmpada de fenda. Pode incluir:

  • Exame de visão
  • Inspeção do olho com lâmpada de fenda
  • Uso de stain (corante) para detectar corpos estranhos
  • Imagens em casos mais complexos, como tomografia de orOptalmologista, para exames mais aprofundados, podem ser necessários em certos casos para localizar corpos estranhos mais profundos.

Tratamento

O tratamento varia de acordo com a gravidade e localização do corpo estranho, podendo incluir:

  • Remoção do corpo estranho com instrumentos específicos
  • Pomadas e colírios antibióticos ou anti-inflamatórios
  • Analgésicos tópicos ou sistêmicos
  • Em casos de infecção ou inflamação, tratamento adicional pode ser indicado

Prevenção e Cuidados

Dicas para evitar corpos estranhos nos olhos

  • Use óculos de proteção ao realizar atividades de risco
  • Mantenha ambientes limpos e livres de poeira
  • Evite esfregar os olhos com as mãos sujas
  • Limpe adequadamente lentes de contato
  • Use equipamento de proteção adequado durante esportes ou trabalhos manuais

Cuidados ao perceber sintomas

Caso sinta algum corpo estranho no olho, evite coçar ou tentar remover com objetos improvisados. Procure imediatamente um oftalmologista para evitar complicações, como infecções ou perfuração do olho.

Condições Oculares Relacionadas ao CID H 36.0

Além do corpo estranho na conjuntiva e córnea, outras doenças podem estar associadas ou relacionadas a essa classificação. Algumas delas incluem:

DoençaCódigo CIDDescrição
Coroide hemorrágicaH 36.0Hemorragia na coroide, camada vascular do olho
ConjuntiviteH 10Inflamação da conjuntiva, muitas vezes causada por vírus ou bactérias
Úlcera de córneaH 16Lesão na córnea, geralmente devido a infecção ou trauma

Importância do acompanhamento especializado

Condições oculares, mesmo que aparentes como superficiais, podem evoluir se não tratadas adequadamente. Portanto, acompanhamento regular com oftalmologista é essencial para manter a saúde visual.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que fazer se um corpo estranho entrar no olho?

Nunca tente remover o corpo estranho com objetos pontiagudos ou cotonetes. Lave as mãos, evite esfregar o olho e procure imediatamente um oftalmologista para retirada segura.

2. Como prevenir corpos estranhos nos olhos?

Use óculos de proteção, evite ambientes com muita poeira, mantenha os olhos limpos e higiene adequada ao manipular lentes de contato ou produtos químicos.

3. Quando procurar um médico?

Se apresentar sintomas como dor intensa, perda de visão, vermelhidão persistente ou sensação de corpo estranho que não desaparece, procure atendimento médico imediatamente.

4. Qual é o tratamento mais comum?

A remoção do corpo estranho, seguida de uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios, dependendo da gravidade.

5. É possível evitar complicações?

Sim. A rápida procura por atendimento médico e o uso adequado de proteção ajudam a evitar complicações mais sérias.

Conclusão

O CID H 36.0 refere-se a uma condição comum, porém potencialmente grave, relacionada à presença de corpos estranhos na conjuntiva ou córnea. Conhecer os sintomas, causas, formas de prevenção e tratamento adequado é fundamental para evitar complicações e preservar a saúde ocular.

A atenção rápida e a busca por atendimento especializado contribuem para uma recuperação eficaz e minimizar riscos à visão. Portanto, investir na proteção ocular, adotar boas práticas de higiene e estar atento aos sinais do corpo são medidas essenciais para manter os olhos saudáveis.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd
  2. Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Guia de Doenças Oculares. Disponível em: https://www.cbo.com.br
  3. Ministério da Saúde. Padrões de Atendimento em Oftalmologia. Disponível em: https://portalarquivos2.saude.gov.br

Outras Leis e Recursos

Lembre-se: a saúde ocular é fundamental para a sua qualidade de vida. Cuide dos seus olhos e procure atendimento especializado sempre que necessário.