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CID Gordura no Fígado: Causas, Sintomas e Tratamentos Efetivos

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A gordura no fígado, conhecida na classificação médica pelo código CID K76.0, é uma condição cada vez mais comum na população mundial. Com hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e fatores genéticos, muitos indivíduos podem desenvolver essa condição silenciosa, muitas vezes sem perceber. Este artigo tem como objetivo esclarecer as principais causas, sintomas e tratamentos eficazes para a gordura no fígado, ajudando você a compreender melhor essa condição e buscar a atenção médica adequada.

Introdução

O fígado é um órgão vital para o funcionamento do organismo, responsável por funções como a desintoxicação, o armazenamento de nutrientes e a produção de proteínas. Quando há acúmulo excessivo de gordura nesse órgão, pode surgir a esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado. Se não tratada, essa condição pode evoluir para doenças mais graves, como cirrose e câncer de fígado.

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Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência de gordura no fígado cresceu significativamente nos últimos anos, associada ao aumento de obesidade e diabetes. Por isso, compreender os fatores envolvidos, reconhecer os sintomas precocemente e adotar uma dieta equilibrada e hábitos saudáveis são passos essenciais para manter a saúde hepática.

O que é a gordura no fígado? (CID K76.0)

A gordura no fígado, ou esteatose hepática, caracteriza-se pelo acúmulo de gordura nas células do fígado, que normalmente não deveriam conter mais do que 5% a 10% de gordura em relação ao peso do órgão. Quando esse limite é ultrapassado, o paciente está com gordura no fígado.

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID), a gordura no fígado está identificada pelo código K76.0, e pode ocorrer por diferentes causas e em diferentes contextos clínicos, como:

  • Esteatose hepática alcoólica
  • Esteatose não alcoólica
  • Esteatohepatite (inflamação associada ao acúmulo de gordura)

Tipos de gordura no fígado

TipoDescriçãoCausas principais
Esteatose hepática alcoólicaCausada pelo consumo excessivo de álcoolÁlcool em excesso
Esteatose hepática não alcoólicaRelacionada a fatores metabólicos, como obesidade e diabetesObesidade, resistência à insulina
EsteatohepatiteInflamação do fígado por acúmulo de gordura, que pode evoluir para cirroseObesidade, álcool, hipertensão

Causas da gordura no fígado

Diversos fatores podem levar ao acúmulo de gordura no fígado. A seguir, vamos detalhar as principais causas.

Causas comuns de gordura no fígado

1. Obesidade

A obesidade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de gordura no fígado. Excesso de peso aumenta a resistência à insulina, facilitando o acúmulo de gordura hepática.

2. Diabetes tipo 2

A resistência à insulina, presente no diabetes tipo 2, reduz a capacidade do organismo de metabolizar gorduras de forma eficiente, contribuindo para o aumento de gordura no fígado.

3. Má alimentação

Uma dieta rica em gorduras saturadas, açúcares refinados e alimentos ultraprocessados favorece o acúmulo de gordura no órgão.

4. Sedentarismo

A falta de atividade física reduz o gasto calórico e favorece o ganho de peso e o acúmulo de gordura visceral, incluindo no fígado.

5. Consumo excessivo de álcool

O álcool é tóxico para o fígado e, em doses elevadas, causa o acúmulo de gordura e inflamação no órgão.

Fatores adicionais

  • Uso de certos medicamentos, como corticosteroides
  • Hérança genética
  • Distúrbios metabólicos raros

Sintomas da gordura no fígado

Na maioria dos casos, a gordura no fígado é assintomática, ou seja, não apresenta sintomas evidentes nas fases iniciais. Entretanto, alguns sinais podem surgir conforme a evolução da condição.

Sintomas iniciais

  • Fadiga constante
  • Desconforto ou sensação de peso na região superior direita do abdômen
  • Perda de apetite

Sintomas mais avançados

Com a progressão para esteatohepatite ou cirrose, podem surgir sintomas mais graves, como:

  • Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos)
  • Inchaço abdominal (ascite)
  • Sangramento fácil
  • Perda de peso significativa
  • Fraqueza generalizada

Importância do diagnóstico precoce

Como muitos desses sinais aparecem apenas em fases avançadas, é fundamental realizar exames de rotina e procurar assistência médica caso apresentem-se sintomas, especialmente os fatores de risco.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da gordura no fígado envolve uma combinação de anamneses, exames físicos e exames complementares.

Exames utilizados

ExameObjetivoObservações
Ultrassonografia hepáticaDetectar o acúmulo de gordura no fígadoExame não invasivo, de fácil acesso
Exames laboratoriaisAvaliar funções hepáticas e saber se há inflamação ou lesãoALT, AST, GGT, bilirrubinas, entre outros
Elastografia ou FibroscanAvaliar o grau de fibrose e possibilidade de cirroseTécnica mais avançada e precisa
Biópsia hepáticaConfirmar o diagnóstico e determinar o grau de inflamação e fibroseProcedimento invasivo, usado em casos complexos

Tratamentos eficientes para gordura no fígado

O tratamento da gordura no fígado deve ser multidisciplinar, envolvendo mudanças no estilo de vida, controle de condições associadas e, em alguns casos, medicações específicas.

Mudanças no estilo de vida

1. Dieta balanceada

Adotar uma alimentação equilibrada é fundamental para reduzir a gordura no fígado. Recomenda-se:

  • Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados
  • Aumentar a ingestão de frutas, verduras, legumes e fibras
  • Priorizar gorduras saudáveis, como azeite de oliva e gorduras insaturadas
  • Evitar açúcar refinado, refrigerantes e doces em excesso

2. Prática regular de atividades físicas

A atividade física ajuda a queimar gordura, melhorar a sensibilidade à insulina e controlar o peso. O ideal é praticar pelo menos 150 minutos de exercícios aeróbicos por semana.

3. Controle do peso

Perder peso de maneira gradual e saudável (cerca de 5-10% do peso corporal) é comprovadamente eficaz para reduzir a gordura hepática.

Medicações e tratamentos adicionais

Até o momento, não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para tratar a gordura no fígado. No entanto, alguns fármacos podem ser utilizados para tratar condições associadas, como diabetes e dislipidemia, contribuindo para a melhora do quadro hepático.

Importante

Consultas regulares com um hepatologista ou endocrinologista são essenciais para monitorar a evolução e ajustar o tratamento adequadamente.

Prevenção da gordura no fígado

Prevenir é sempre melhor do que tratar. Algumas recomendações para evitar o desenvolvimento de gordura no fígado incluem:

  • Manter uma dieta saudável
  • Praticar atividades físicas regularmente
  • Evitar o consumo excessivo de álcool
  • Controlar condições como diabetes e hipertensão
  • Realizar exames de rotina periodicamente

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A gordura no fígado é uma doença grave?

Sim, se não tratada, pode evoluir para cirrose, insuficiência hepática ou câncer de fígado.

2. Quanto tempo leva para a gordura no fígado desaparecer?

Com mudanças no estilo de vida, alguns pacientes observam melhora em poucos meses, mas é importante seguir as recomendações médicas.

3. É possível ter gordura no fígado e não apresentar sintomas?

Sim, muitas pessoas permanecem assintomáticas na fase inicial.

4. A gordura no fígado é sempre causada pelo álcool?

Não. A maior parte dos casos está relacionada a fatores metabólicos, como obesidade e diabetes, especialmente na forma não alcoólica.

Conclusão

A gordura no fígado, representada pelo código CID K76.0, é uma condição que exige atenção e cuidado. Apesar de muitas vezes ser assintomática inicialmente, seu impacto na saúde pode ser significativo se não for tratada. A adoção de hábitos saudáveis, a realização de exames periódicos e o acompanhamento médico adequado são essenciais para controlar e, muitas vezes, reverter essa condição.

Lembre-se: prevenir é o melhor caminho para evitar complicações maiores. Com disciplina e orientação propriada, é possível manter seu fígado saudável e sua qualidade de vida em dia.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Obesity and overweight. Disponível em: https://www.who.int
  • Ministério da Saúde. Protocolo de prevenção e controle da hiperplasia nodular focal. Brasília: MS, 2022.
  • Sociedade Brasileira de Hepatologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento da Esteatose Hepática. Disponível em: https://www.sbh.org.br
  • Classificação Internacional de Doenças (CID). Organização Mundial da Saúde. Disponível em: https://icd.who.int

Lembre-se: Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação adequada e orientação personalizada.