CID Gonorreia Homem: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento Eficaz
A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Essa condição representa um dos principais desafios de saúde pública mundial, afetando milhões de pessoas todos os anos, principalmente homens e mulheres em idade reprodutiva. Quando não tratada adequadamente, a gonorreia pode levar a complicações graves, além de aumentar o risco de transmissão de outras ISTs, incluindo o HIV.
Para os homens, a gonorreia pode apresentar sintomas mais evidentes e, muitas vezes, leva ao diagnóstico precoce devido ao desconforto ou dor associados. No Brasil, o CID (Código Internacional de Doenças) que classifica a gonorreia em homens é o A54, que auxilia na padronização do registro e tratamento da doença.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID gonorreia homem, levando em consideração aspectos como diagnóstico, sintomas, tratamento eficaz, perguntas frequentes e orientações importantes para quem deseja entender melhor essa condição.
O que é o CID Gonorreia Homem?
CID significa Classificação Internacional de Doenças, um sistema utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para categorizar doenças e outros problemas de saúde de maneira padronizada internacionalmente. O código A54 corresponde à gonorreia.
Para homens, especificamente, o CID relacionada é A54.0, que refere-se à gonorreia uretral, uma das formas mais comuns de apresentação da doença em pacientes do sexo masculino.
Importância da classificação CID
Utilizar o CID adequado é fundamental para garantir o correto encaminhamento do paciente, manejo clínico eficiente e estatísticas precisas de prevalência. Além disso, facilita a comunicação entre profissionais de saúde, laboratórios e órgãos de vigilância epidemiológica.
Diagnóstico da Gonorreia em Homens
Exames clínicos e sintomas observados
O diagnóstico da gonorreia em homens inicia-se com a avaliação clínica. Os sintomas mais comuns incluem:
- Secreção uretral purulenta, espessa, geralmente amarelada ou esverdeada
- Dor ou queimação ao urinar
- Sensação de ardor na uretra
- Inchaço e vermelhidão na ponta do pênis
- Dor durante a relação sexual (dispareunia)
- Pode haver também inchaço na bolsa escrotal ou dor abdominal se a infecção se espalhar
Exames laboratoriais essenciais
Para confirmação diagnóstica, são utilizados exames laboratoriais que detectam a presença de Neisseria gonorrhoeae. Os principais procedimentos incluem:
| Exame | Descrição | Vantagens |
|---|---|---|
| Exame de urina first catch | Coleta de amostra de uretra mediante entrevista com coleta de urina | Não invasivo, fácil de realizar |
| Coltura bacteriológica | Amostra retirada da uretra para crescimento da bactéria | Altíssima precisão, identifica resistência |
| Teste de amplificação de ácido nucléico (NAAT) | Detecta material genético da bactéria | Mais sensível e rápido, indicado para diagnóstico de ISTs |
Quando procurar um médico
Se você apresentar sintomas como secreção suspeita, dor ao urinar ou desconforto na região genital, procure imediatamente um especialista em Medicina ou Urologia. O diagnóstico precoce evita complicações e a transmissão da doença.
Sintomas da Gonorreia em Homens
Os sintomas podem variar de leves a graves, e em alguns casos, a infecção pode ser assintomática, aumentando os riscos de transmissão.
Sintomas iniciais
- Secreção uretral purulenta (espessa, gialdosa ou esverdeada)
- Dor ou queimação ao urinar
- Sensação de desconforto ou ardor na uretra
- Eritema na abertura da uretra (vermelhidão)
- Sensação de necessidade frequente de urinar
Sintomas avançados
Se não tratado, pode evoluir para:
- Epididimite (inflamação do epidídimo)
- Prostatite
- Formações supurativas na região genital
- Infecção disseminada, levando a sintomas sistêmicos como febre e mal-estar
Particularidades para o diagnóstico
Devido à possibilidade de ser assintomática, a testagem periódica é importante, sobretudo para homens sexualmente ativos com múltiplos parceiros ou que não utilizam preservativos adequados.
Tratamento Eficaz da Gonorreia em Homens
Antibióticos recomendados
O tratamento padrão para gonorreia inclui a administração de antibióticos específicos. Segundo as recomendações do Ministério da Saúde do Brasil, o esquema mais utilizado é:
| Medicamento | Dose e Administração | Observação |
|---|---|---|
| Ceftriaxona (injeção) | 250 mg IM única | Primeira escolha |
| Ácido clavulânico (com cura oral) | Em caso de coinfecção com clamídia, associado ao esquema | Complementar para outras ISTs |
Importante: Deve-se realizar também o tratamento para possíveis coinfecções, como clamídia, gonorreia ou HIV, conforme indicado pelo médico.
Orientações adicionais
- Informar todos os parceiros sexuais para que possam ser também testados e tratados
- Abster-se de relações sexuais durante o tratamento e até a cura completa
- Repetir exames após o tratamento para garantir a erradicação da bactéria
Prevenção da gonorreia
O uso correto de preservativos durante as relações sexuais é a principal medida de prevenção. Além disso, a realização de exames periódicos e a comunicação aberta com os parceiros contribuem para a redução da transmissão.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A gonorreia é transmissível mesmo sem sintomas?
Sim. Homens e mulheres podem transmitir a bactéria mesmo sem apresentar sintomas visíveis. Por isso, testes regulares são importantes para quem possui comportamento sexual ativo.
2. Quanto tempo leva para curar a gonorreia?
Com o tratamento adequado, os sintomas costumam melhorar dentro de poucos dias, e a bactéria é erradicada em cerca de uma semana após o início do tratamento. No entanto, recomenda-se repetir os exames após 14 dias para garantir a cura.
3. Posso ficar com sequelas se não tratar?
Sim. Se não tratado, pode levar a complicações graves, como epididimite, prostatite, fístulas e aumento do risco de HIV. Em mulheres, pode causar doença inflamatória pélvica.
4. Existe resistência aos antibióticos?
Infelizmente, sim. Algumas cepas de Neisseria gonorrhoeae têm apresentado resistência a certos antibióticos, o que exige a atualização constante das recomendações de tratamento por órgãos de saúde.
5. Como evitar a gonorreia?
O uso consistente de preservativos, a realização de testes periódicos e a comunicação aberta com parceiros sexuais são as melhores estratégias de prevenção.
Conclusão
A gonorreia, classificada pelo CID como A54, é uma DST comum, mas tratável, desde que Diagnosticada precocemente e tratada corretamente. Para os homens, os sintomas podem ser evidentes, facilitando o diagnóstico, mas a abordagem deve envolver exames laboratoriais confiáveis, como o teste de amplificação de ácido nucléico (NAAT).
O tratamento eficaz, aliado à prevenção por meio do uso de preservativos e de exames regulares, é fundamental para evitar complicações e reduzir a disseminação da doença. Como disse Nelson Mandela, “A saúde não é um estado de bem-estar, mas um processo de aquisição contínua”, reforçando a importância de cuidar da saúde sexual com atenção e responsabilidade.
Se você suspeitar de gonorreia ou tiver histórico de contato com uma pessoa infectada, procure um serviço de saúde o mais rápido possível.
Referências
- Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Gonorreia. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: www.gov.br/saude
- Organização Mundial da Saúde. Guía Global para o Controle das Infecções por Gonorreia. WHO, 2018. Disponível em: https://www.who.int
Persistir e prevenir
A conscientização e o acompanhamento médico regular são essenciais para o controle da gonorreia. Não deixe de consultar um profissional se tiver dúvidas ou sinais de infecção. A sua saúde sexual é um compromisso diário!
MDBF