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CID Fungo na Pele: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

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Os problemas relacionados à pele são uma das preocupações mais comuns de saúde, afetando pessoas de todas as idades e estilos de vida. Entre as condições dermatológicas mais frequentes estão as infecções fúngicas, que podem causar desde desconforto até complicações mais sérias se não tratadas corretamente. Quando um fungo invade a pele, ele é identificado por códigos específicos na Classificação Internacional de Doenças (CID), facilitando o diagnóstico e o tratamento adequado. Este artigo irá abordar detalhadamente o tema "CID Fungo na Pele", explicando suas causas, sintomas, formas de tratamento e dicas para prevenção.

O que é o CID de fungo na pele?

O CID, ou Código Internacional de Doenças, é um sistema de classificação utilizado mundialmente para padronizar os diagnósticos médicos. No caso de infecções fúngicas da pele, a CID mais comum é B36, que corresponde às Infecções por fungos dermatófitos, embora existam variações específicas para diferentes tipos de micoses cutâneas.

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CID B36: uma visão geral

A CID B36 inclui diversas condições causadas por fungos que afetam a pele, cabelos e unhas, sendo frequentemente referida como tinea ou micose na pele. Classificar corretamente o CID ajuda médicos, hospitais e laboratórios a monitorar a incidência dessas doenças e a orientar os tratamentos mais eficazes.

Causas do fungo na pele (micoses)

Principais agentes causadores

Os fungos responsáveis pelos problemas de pele pertencem a diferentes grupos, sendo os mais comuns:

Grupo de FungoExemplosCaracterísticas
DermatófitosTrichophyton, Microsporum, EpidermophytonInfectam a camada superficial da pele, cabelos e unhas.
LevedurasCandida albicansPodem causar infecções em áreas úmidas e quentes.
Fungos filamentososAspergillusMenos comuns na pele, mas podem causar infecções oportunistas.

Mecanismos de infecção

Os fungos podem infectar a pele através de contato direto com uma pessoa infectada ou objetos contaminados, como toalhas, roupas, sapatos, entre outros. Ambientes quentes e úmidos favorecem o crescimento desses microrganismos, ampliando a circulação de micoses cutâneas.

Fatores de risco

  • Sudorese excessiva
  • Uso de roupas apertadas ou úmidas
  • Imunossupressão
  • Diabetes mellitus
  • Maus hábitos de higiene
  • Contato frequente com ambientes úmidos, como piscinas e academias

Sintomas mais comuns das micoses na pele

As infecções fúngicas apresentam diversos sintomas, que podem variar dependendo do tipo de fungo e da área afetada. A seguir, descrevemos os sinais mais frequentes:

Sintomas gerais

  • Lesões em manchas vermelhas ou com bordas elevadas
  • Coceira intensa nas áreas afetadas
  • Escamação ou descamação da pele
  • Alterações na pigmentação, com regiões mais claras ou escuras
  • Unhas onduladas ou despigmentadas (no caso de micoses ungueais)
  • Presença de bolhas ou vesículas, especialmente em regiões de dobras cutâneas

Localizações mais comuns

  • Região inguinal (candidíase inguinal)
  • Axilas (intertrigo)
  • Pés (mico Micozão ou pé de atleta)
  • Tronco e braços
  • Região da cabeça e couro cabeludo

"A identificação precoce e o tratamento adequado das micoses evitam complicações e recuperam a saúde da pele de forma mais rápida." — Dermatologista Dr. João Silva

Diagnóstico das micoses cutâneas

O diagnóstico correto das micoses na pele envolve uma combinação de avaliação clínica e exames laboratoriais. Os principais métodos são:

Avaliação clínica

O médico examina a área afetada, verificando características da lesão, distribuição e sintomas associados.

Exames laboratoriais

TesteDescriçãoQuando solicitar
exame Direto com KOHObservação de amostra de pele sob microscópio após adição de hidróxido de potássioPara confirmação visual do fungo
Cultivo de fungosCrescimento do fungo em meio específico para identificar a espéciePara determinar o tratamento mais eficaz
BiópsiaRemoção de uma pequena amostra de pele para análise histopatológicaCasos complexos ou resistentes

Tratamentos eficazes para o fungo na pele

O tratamento depende do tipo de micose, sua localização e a gravidade do quadro. Geralmente, combina medicamentos tópicos e, em casos mais extensos ou complicados, medicamentos sistêmicos.

Tratamentos tópicos

  • Pomadas antifúngicas cornativas, como clotrimazol, miconazol ou terbinafina
  • Creme corticoide: utilizado com calma e sob orientação, para aliviar a inflamação
  • Séruns e sprays antifúngicos

Tratamentos sistêmicos

  • Medicamentos orais como terbinafina, itraconazol ou fluconazol são indicados em casos de infecção extensa ou resistente

Cuidados complementares

  • Manter a pele seca e limpa
  • Evitar uso de roupas sintéticas ou apertadas
  • Trocar regularmente roupas, toalhas e roupas de cama
  • Utilizar calçados ventilados e higienizados
  • Evitar ambientes úmidos por longos períodos

Importante

O uso de medicamentos deve ser sempre acompanhado por um profissional de saúde para evitar efeitos adversos e garantir a eficácia do tratamento.

Prevenção das micoses na pele

Algumas práticas simples podem ajudar a prevenir o surgimento das micoses:

  • Manter higiene pessoal adequada
  • Secar bem a pele após banho ou atividades físicas
  • Usar roupas leves, soltas e de fibras naturais
  • Evitar compartilhar objetos pessoais, como roupas, toalhas e alicates de unha
  • Controlar condições que promovem o crescimento de fungos, como suor excessivo
  • Consultar um dermatologista ao perceber alterações na pele

Tabela de exemplos de micoses cutâneas, suas localizações e tratamentos

Tipo de MicoseLocalização ComumSintomas CaracterísticosTratamento Recomendado
Tinea corporis (micose do corpo)Tronco, braços, pernasLesões vermelhas, escamosas, em anelAntifúngicos tópicos e, em casos extensos, sistêmicos
Tinea pedis (pé de atleta)Pés, principalmente entre os dedosCoceira, descamação, fungos nas unhasPomadas antifúngicas, higiene rigorosa
Onicomicose (micose das unhas)Unhas das mãos e pésUnhas espessas, descolando, descoloridasMedicamentos sistêmicos e higiene adequada
Candidíase cutâneaDobradiças, áreas úmidasVermelhidão, descamação, coceiraAntifúngicos tópicos e higiene

Perguntas frequentes sobre CID Fungo na Pele

1. Como saber se tenho uma micose na pele?

Os sinais mais comuns incluem lesões em forma de anel, coceira intensa, descamação e alteração na cor da pele. Contudo, a confirmação deve ser feita por um dermatologista com exames específicos.

2. É possível evitar a reinfecção?

Sim, mantendo cuidados de higiene, usando roupas adequadas e evitando ambientes úmidos, é possível reduzir o risco de reinfecção.

3. Quanto tempo leva para curar uma micose na pele?

O tempo de tratamento varia conforme a extensão da infecção, podendo levar de algumas semanas até meses. A adesão às recomendações médicas é fundamental para o sucesso do tratamento.

4. A micose na pele é contagiosa?

Sim, as micoses são contagiosas e podem ser transmitidas pelo contato direto ou através de objetos contaminados.

5. Quando procurar um médico?

Sempre que perceber lesões persistentes, aumento de sua área, intolerância ao tratamento ou dúvidas sobre o diagnóstico, consulte um dermatologista.

Conclusão

As infecções fúngicas na pele, registradas na CID como B36 e outras categorias, representam um problema de saúde comum e muitas vezes subestimado. A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações e garantir uma pele saudável. A importância de seguir as orientações médicas e adotar hábitos de higiene eficazes não pode ser subestimada, pois eles representam a primeira linha de defesa contra as micoses.

Lembre-se de que, segundo o renomado dermatologista Dr. João Silva, "A pele é o espelho do nosso corpo, e cuidar dela é cuidar do bem-estar geral." Busque sempre um profissional qualificado ao notar qualquer alteração cutânea.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 2023. Disponível em: http://www.datasus.gov.br

  2. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Guia de Condutas em Dermatologia. 2022. Disponível em: https://www.sbd.org.br

  3. Hay RJ, et al. Fungal infections of the skin. BMJ, 2018.

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