CID Fibrilação Atrial de Alta Resposta: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A fibrilação atrial de alta resposta (FAAR) é uma condição cardíaca que requer atenção e tratamento adequados. Como uma das arritmias mais comuns, a FAAR pode impactar significativamente a qualidade de vida do paciente, além de aumentar o risco de eventos graves como AVC e insuficiência cardíaca. Conhecer seus sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento é fundamental para a realização de uma gestão eficaz. Este artigo aborda de forma detalhada o que é a CID Fibrilação Atrial de Alta Resposta, suas causas, sintomas, diagnósticos e tratamentos disponíveis, além de responder às dúvidas mais frequentes.
O que é a CID Fibrilação Atrial de Alta Resposta?
A fibrilação atrial de alta resposta refere-se a uma forma de fibrilação atrial onde a frequência ventricular está acelerada, geralmente acima de 100 batimentos por minuto (bpm), apesar de o ritmo dos átrios ser caótico e desorganizado. Ela é considerada uma situação de emergência clínica, pois pode levar à insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC), além de sintomas incômodos e debilitantes.

Definição e Classificação
De modo geral, a CID para fibrilação atrial é I48.0. A classificação da FA inclui:
- Paroxística: episódios que desaparecem espontaneamente em até 7 dias.
- Persistente: episódios que duram mais de 7 dias e requerem intervenção médica para serem revertidos.
- Longa persistente: duração superior a um ano.
- Perioperatória ou condições especiais.
Na FA de alta resposta, o foco é na frequência ventricular elevada e rápida, que demanda intervenção rápida devido ao risco de complicações.
Sintomas da Fibrilação Atrial de Alta Resposta
Sintomas Comuns
Os sintomas podem variar de leves a severos, dependendo da duração, frequência e condição geral do paciente:
- Palpitações: sensação de batimentos acelerados ou irregulares.
- Falta de ar: dificuldade em respirar, especialmente durante esforço.
- Dores no peito: desconforto ou angina.
- Fadiga intensa: cansaço desproporcional às atividades.
- Tontura ou sensação de desmaio.
- Sensação de fraqueza geral.
- Palidez e sudorese excessiva.
Sintomas mais graves
Em alguns casos, podem surgir sintomas mais graves como síncope, insuficiência cardíaca aguda ou AVC.
“O reconhecimento precoce dos sintomas da fibrilação atrial é crucial para prevenir complicações sérias e melhorar a qualidade de vida do paciente.” — Cardiólogo Dr. João Silva.
Diagnóstico da Fibrilação Atrial de Alta Resposta
Exames e Procedimentos
A confirmação do diagnóstico envolve uma combinação de história clínica, exame físico e exames complementares:
| Exame | Informação fornecida | Como é realizado |
|---|---|---|
| Eletrocardiograma (ECG) | Identifica fibrilação atrial e frequência ventricular | Registro em repouso, imediato ou ambulatorial |
| Monitor Holter | Avaliação contínua da atividade cardíaca por 24h ou mais | Registro portátil por 24h ou mais |
| Teste de esforço | Avaliar resposta do coração ao esforço físico | Exercício em esteira ou bicicleta, com monitoramento |
| Ecocardiograma | Avalia anatomia cardíaca, função das câmaras e valvas | Ultrassom do coração |
| Exames laboratoriais | Avaliam função tireoidiana, eletrólitos, função renal, entre outros | Sangue |
Diagnóstico Diferencial
- Taquicardia sinusal
- Taquicardia supraventricular
- Outros tipos de arritmias ventriculares
Importância do Monitoramento
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), “o monitoramento contínuo é essencial para definir a frequência cardíaca, avaliar a mortalidade e prevenir complicações futuras.”
Tratamento para CID Fibrilação Atrial de Alta Resposta
Objetivos do Tratamento
- Controle da frequência ventricular
- Restabelecimento do ritmo sinusal
- Prevenção de acidentes cerebrovasculares
- Melhora da qualidade de vida
Opções de Tratamento
Controle da Frequência
- Betabloqueadores: propranolol, carvedilol
- Bloqueadores de canais de cálcio: verapamil, diltiazem
- Digoxina: em casos específicos
Restauração do Ritmo
- Cardioversão eléctrica: procedimento de choque controlado para restabelecer o ritmo sinusoidal
- Farmacológica: uso de medicamentos antiarrítmicos como amiodarona, propafenona, flecainida
Prevenção de AVC
- Anticoagulantes orais: varfarina, dabigatrana, rivaroxabana, apixabana
- Escore de risco: avaliação com CHA₂DS₂-VASc para decisão sobre anticoagulação
Ablação por Cateter
Procedimento invasivo que destrói asircuitos causadores da fibrilação atrial, sendo considerado em casos de FA recorrente ou refratária ao tratamento clínico.
Considerações Importantes
De acordo com o manual da American Heart Association, “a abordagem deve ser individualizada, levando em conta o risco de tromboembolismo, condições clínicas dele dependentes e preferência do paciente.”
Caso clínico
Paciente de 65 anos, hipertenso, apresenta episódios de palpitações constantes, queda de pressão e episódios de visão turva. O ECG revela fibrilação atrial de alta resposta com frequência ventricular de 120 bpm. Após avaliação, inicia-se controle da frequência com betabloqueadores, além de anticoagulação, e planejamento para possíveis procedimentos de ablação.
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Perguntas Frequentes
1. Qual a diferença entre fibrilação atrial de alta resposta e fibrilação atrial controlada?
A principal diferença está na frequência ventricular. Na de alta resposta, a frequência está acelerada (>100 bpm), podendo causar sintomas severos e risco aumentado de complicações. Na fibrilação controlada, essa frequência costuma estar mais próxima de 60-80 bpm, com melhor tolerância.
2. É possível prevenir a fibrilação atrial de alta resposta?
Sim, a prevenção envolve o controle de fatores de risco como hipertensão, obesidade, diabetes, consumo excessivo de álcool, e correção de problemas cardíacos existentes. Manter um estilo de vida saudável e acompanhamento médico regular também são essenciais.
3. Quais são os riscos do tratamento com anticoagulantes?
Embora sejam essenciais para prevenir AVC, os anticoagulantes podem aumentar o risco de sangramento. Portanto, o acompanhamento médico regular e exames de sangue periódicos são fundamentais.
4. A fibrilação atrial de alta resposta sempre necessita de tratamento imediato?
Nem sempre, mas em casos sintomáticos, com risco de complicações ou risco de deterioração clínica, o tratamento imediato é recomendado.
Conclusão
A CID Fibrilação Atrial de Alta Resposta é uma condição que exige atenção médica rápida e eficaz para evitar complicações sérias, como AVC e insuficiência cardíaca. A combinação de diagnóstico preciso, controle adequado da frequência, restauração do ritmo e prevenção de eventos cerebrovasculares constitui a base do tratamento. Ressalta-se a importância do acompanhamento médico regular e de um estilo de vida saudável para diminuir os riscos associados à fibrilação atrial. Com o avanço das tecnologias e novas estratégias terapêuticas, as perspectivas para pacientes com FA de alta resposta têm se mostrado bastante positivas.
Referências
Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes Brasileiras de Arritmias Cardíacas. 2020. Disponível em: https://www.sbc.org.br/publicacoes/arrítmias
Camm AJ, et al. 2016 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation. European Heart Journal. 2016; 37(38):2893-2962.
Fuster V, et al. ACC/AHA/ESC Guidelines for the management of patients with atrial fibrillation. Journal of the American College of Cardiology, 2019.
Ministério da Saúde. Manual de Cardiologia. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br
Sobre o Autor
Este artigo foi elaborado por cardiologistas especializados na área de arritmias, buscando fornecer informações precisas e atualizadas para pacientes, estudantes e profissionais de saúde interessados em entender melhor a fibrilação atrial de alta resposta.
Lembre-se: sempre consulte um especialista para diagnóstico e tratamento adequados.
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