CID Fenda Palatina: Causas, Tratamentos e Cuidados Prevenção
A fenda palatina, representada pelo CID (Código Internacional de Doenças) Q35, é uma condição congênita que afeta milhares de crianças e adultos em todo o mundo. Essa condição, conhecida popularmente como lábio ou palato leporino, apresenta diversas implicações físicas, emocionais e sociais, exigindo atenção especializada desde os primeiros dias de vida. Compreender suas causas, opções de tratamento e estratégias de prevenção é fundamental para promover a qualidade de vida dos acometidos.
Este artigo visa esclarecer as principais dúvidas relacionadas ao CID Fenda Palatina, abordando sua incidência, fatores de risco, estratégias de tratamento e cuidados essenciais para uma vida saudável.

O que é a Fenda Palatina? (H2)
A fenda palatina é uma abertura ou fissura no palato (céu da boca), que pode afetar o palato duro, mole ou ambos. Essa condição pode ocorrer isoladamente ou associada ao lábio leporino, formando a síndrome conhecida como lábio e palato leporino.
Anatomia do Palato (H3)
O palato é formado por duas partes principais:
- Palato duro: a parte óssea situada na frente da boca.
- Palato mole: a parte mole, mais para trás, composta por músculo e tecido mole.
A fenda pode se estender por uma ou ambas essas regiões, comprometendo a fala, alimentação e desenvolvimento facial.
Causas da Fenda Palatina (H2)
As causas da fenda palatina ainda não são totalmente compreendidas, mas sabe-se que envolvem uma combinação de fatores genéticos e ambientais.
Fatores Genéticos (H3)
- Histórico familiar: indivíduos com parentes próximos que apresentaram lábio ou palato leporino têm maior risco.
- Genes específicos: mutações em determinados genes, como TBX22,MSX1 e IRF6, estão associadas ao desenvolvimento da condição.
Fatores Ambientais (H3)
- Deficiências nutricionais: especialmente de ácido fólico durante a gestação.
- Uso de medicamentos: talidomida, corticosteroides e outros durante a gravidez.
- Tabagismo e consumo de álcool: aumenta o risco de malformações congênitas.
- Doenças maternas: infecções durante a gestação, como rubéola.
Tabela 1: Fatores de Risco para Fenda Palatina
| Fatores | Descrição |
|---|---|
| Histórico familiar | Antecedentes na família |
| Deficiências nutricionais | Insuficiência de ácido fólico ou outros nutrientes |
| Uso de medicamentos | Uso de drogas durante a gravidez |
| Tabagismo e álcool | Consumo de substâncias tóxicas na gestação |
| Infecções maternas | Infecções virais ou bacterianas durante a gestação |
Diagnóstico da Fenda Palatina (H2)
O diagnóstico geralmente é realizado ainda na gestação, por meio de ultrassonografia, ou logo após o nascimento, pela observação clínica. Estudos complementares, como tomografia, podem ser solicitados para avaliar a extensão da fissura.
Diagnóstico Prenatal
- Ultrassonografia morfológica detalhada
- Detecta irregularidades no palato e lábio
Diagnóstico Pós-Natal
- Exame físico minucioso
- Avaliação multidisciplinar, envolvendo cirurgiões, fonoaudiólogos e odontólogos
Tratamentos e Cuidados (H2)
O tratamento da fenda palatina é complexo e envolve múltiplas etapas, normalmente realizadas por uma equipe especializada.
Cirurgia (H3)
A intervenção cirúrgica é o tratamento principal e deve ocorrer preferencialmente nos primeiros meses de vida para melhorar a alimentação, fala e estética facial.
- Cirurgia de palatoplastia: correção da fissura no palato.
- Procedimentos complementares: correções nas laterais do lábio ou outras deformidades faciais.
Fonoaudiologia (H3)
- Desenvolver habilidades de fala e comunicação.
- Corrigir problemas de ressonância e dicção que podem surgir.
Odontologia e Ortodontia (H3)
- Preservação de dentes e correção de desvios.
- Uso de aparelhos ortodônticos para alinhar o maxilar.
Cuidados após a Cirurgia (H2)
Após a cirurgia, cuidados específicos são essenciais para evitar complicações:
- Manutenção da higienização bucal.
- Dieta adequada, com alimentos macios.
- Acompanhamento regular com a equipe de saúde.
Cuidados com a Alimentação (H3)
Nos primeiros meses, o aleitamento materno é encorajado, porém, em alguns casos, adaptações na mamadeira podem ser necessárias.
Dica: O uso de tampas e bicos especiais pode facilitar a alimentação de bebês com fenda palatina.
Tratamentos Complementares
- Cirurgia ortognática em fases posteriores para correção estrutural.
- Reabilitação audiológica, se necessário.
Cuidados de Prevenção (H2)
Apesar de alguns fatores serem genéticos e não passíveis de mudança, há ações que podem diminuir o risco de ocorrência da fenda palatina, especialmente durante a gestação.
Nutrição Adequada (H3)
A ingestão de ácido fólico antes e durante a gravidez é fundamental. Recomenda-se o consumo de alimentos ricos nesse nutriente ou suplementação orientada por um profissional de saúde.
Evitar o Uso de Substâncias Tóxicas (H3)
Mulheres grávidas devem evitar o consumo de álcool, tabaco e medicamentos sem supervisão médica.
Controle de Doenças e Infecções (H3)
Tratamento de infecções durante a gestação para evitar malformações fetais.
Cenário Atual e Pesquisas (H2)
Estudos recentes enfatizam a importância do acompanhamento pré-natal de qualidade e da implementação de programas de saúde pública focados na prevenção de malformações congênitas.
Para maiores informações, consulte o portal do Ministério da Saúde aqui.
Perguntas Frequentes (H2)
1. A fenda palatina pode ser evitada?
Sim, em alguns casos, especialmente quando relacionada a fatores ambientais. A prevenção inclui uma alimentação balanceada, uso de ácido fólico e evitar substâncias tóxicas na gestação.
2. Qual é a idade ideal para cirurgia?
A maioria das cirurgias ocorre entre 9 e 18 meses de vida, dependendo do quadro de cada paciente e da avaliação da equipe médica.
3. A fenda palatina pode afetar a fala e audição?
Sim. Problemas na fala são comuns devido às alterações na estrutura oral, e a audição pode ser afetada por alterações no ouvido médio, que também requer acompanhamento especializado.
4. Como é o acompanhamento após o tratamento?
O acompanhamento envolve equipe multidisciplinar — cirurgiões, fonoaudiólogos, odontólogos, psicólogos, entre outros — por toda a vida, garantindo que o paciente tenha qualidade de vida.
Conclusão
A CID Fenda Palatina representa um desafio de saúde pública e individual, mas que, com o avanço da medicina, pode ser tratado de forma eficaz. A suplementação adequada, o acompanhamento pré-natal, ações preventivas e uma equipe multidisciplinar especializada são essenciais para minimizar os impactos dessa condição. É importante que famílias, profissionais de saúde e sociedade estejam atentos e envolvidos na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.
Palavras-chave: CID Fenda Palatina, lábio leporino, palato fissurado, tratamento de fenda palatina, cuidados preventivos.
Referências
Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Malformações Congênitas. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
Organização Mundial da Saúde. Cleft lip and palate. WHO Publications, 2020.
Silva, J. M. et al. "Tratamento multidisciplinar de crianças com fissura lábio-palatal." Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, vol. 29, no. 2, 2013, pp. 209-214.
"A prevenção é sempre o melhor caminho para garantir uma vida saudável e livre de complicações relacionadas às malformações congênitas."
MDBF