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CID Fascite Plantar: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

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A fascite plantar é uma das principais causas de dor no calcanhar, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Entender o CID (Código Internacional de Doenças) relacionado a essa condição, seus fatores de risco, sintomas e opções de tratamento é essencial para quem busca melhorar sua qualidade de vida. Neste artigo, abordaremos detalhadamente o tema "CID Fascite Plantar", oferecendo informações atualizadas, dicas práticas e referências confiáveis para ajudar no diagnóstico e na busca por alívio.

Introdução

A fascite plantar é uma inflamação ou irritação da fascia plantar, uma faixa de tecido que percorre a parte inferior do pé, desde o calcanhar até os dedos. Essa condição é caracterizada por dores intensas na região do calcanhar, especialmente ao acordar ou após longos períodos de permanência em pé. Apesar de ser comum, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre suas causas, tratamentos e o impacto que pode ter na rotina diária.

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Segundo o ortopedista Dr. João Carlos Fernandes, "a fascite plantar pode ser tratada com sucesso quando diagnosticada precocemente, mas exige cuidados e mudanças no estilo de vida". Compreender o CID relacionado à fascite plantar é fundamental para a obtenção de um diagnóstico preciso e a garantia de acesso às melhores opções de tratamento.

O que é o CID e qual o código da fascite plantar?

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema utilizado mundialmente para categorizar doenças, acidentes e causas de morbidade. O código CID relacionado à fascite plantar é:

Código CIDDescrição
M76.6Fascite plantar, bilateral e unilateral

Este código ajuda profissionais de saúde na documentação, estatísticas e na elaboração de planos de tratamento específicos.

Importante: O código pode variar de acordo com a gravidade, localização e especificidades do caso.

Causas da fascite plantar (H2)

Fatores de risco

Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da fascite plantar. Conhecê-los é essencial para prevenção e manejo adequado:

  • Sobrepeso e obesidade: A carga elevada aumenta a sobrecarga na fascia plantar.
  • Atividades físicas de impacto: Corrida, salto ou exercícios que envolvem impacto repetitivo favorecem a inflamação.
  • Calçados inadequados: Uso de sapatos sem suporte adequado ou desgastados.
  • Pronatação excessiva: Alteração na pisada que aumenta o estresse na fascia.
  • Idade: Pessoas entre 40 e 60 anos são mais propensas.
  • Fatores biomecânicos: Arcos plantar altos ou baixos.
  • Ambientes de trabalho: Longas horas em pé ou atividades que exigem esforço repetitivo.

Causas comuns

  • Trauma ou pequenas lesões na região do calcanhar.
  • Alterações anatômicas nos pés.
  • Uso excessivo de calçados inadequados.

Sintomas da fascite plantar (H2)

Quais são os principais sinais?

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor na região do calcanhar, especialmente ao acordar ou após períodos de descanso.
  • Dor ao caminhar, percorrer longas distâncias ou praticar atividades físicas.
  • Sensação de queimação ou formigamento na sola do pé.
  • Rígidez matinal, que melhora com o movimento ao longo do dia.
  • Sensibilidade ao toque na área do calcanhar.
  • Inchaço leve na região afetada (em alguns casos).

Como identificar a fascite plantar?

A seguir, apresentamos uma tabela que facilita a compreensão dos sintomas e sinais associados:

SintomasDescriçãoGravidade
Dor ao acordarDor intensa na primeira manhã que diminui com movimentoLeve a moderada
Dor após longos períodos em péDor persistente após atividades diáriasModerada a severa
Sensação de queimação na solaSensação de ardor na região do calcanharVariável
Inchaço levePequeno edema na região do calcanharRaro
Rigididão matinalDificuldade de movimentar o pé ao despertarComum

Diagnóstico da fascite plantar (H2)

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, realizado pelo ortopedista ou especialista em medicina esportiva. Além de avaliar o histórico do paciente, o profissional realiza exame físico, buscando sinais de sensibilidade e rigidez na região do calcanhar.

Exames complementares

Em alguns casos, podem ser solicitados exames de imagem:

  • Radiografia: Para descartar alterações ósseas ou esporões calcâneos.
  • Ultrassonografia: Avaliação detalhada da fascia plantar e identificação de inflamação.
  • Resonância magnética: Quando há suspeita de outras condições associadas, como rupturas ou patologias mais complexas.

Para uma abordagem mais detalhada, consulte este artigo: Imagem e diagnóstico da fascite plantar.

Tratamentos eficazes para a fascite plantar (H2)

Mudanças no estilo de vida e cuidados

  • Descanso e repouso: Evitar atividades que agravem a dor.
  • Uso de palmilhas ortopédicas: Para corrigir a pisada e aliviar a tensão na fascia.
  • Alongamentos diários: Focado na sola do pé e na panturrilha.
  • Perda de peso: Reduzir a sobrecarga na região do calcanhar.
  • Calçados adequados: Com bom suporte e amortecimento.

Tratamentos não invasivos (H3)

  • Fisioterapia: Trabalhos de fortalecimento, alongamento e terapia manual.
  • Medicamentos: AINEs (anti-inflamatórios não esteroides), como ibuprofeno.
  • Terapias alternativas: Acupuntura e terapia com ondas de choque extracorpóreas (ondas de choque) podem ser indicadas em casos mais resistentes.
  • Gelo: Aplicação de compressas de gelo na região dolorida para reduzir inflamação.

Procedimentos invasivos e cirúrgicos

Quando os tratamentos conservadores não proporcionam melhora, opções como:

  • Infiltrações de corticoides: Para aliviar a inflamação severa.
  • Cirurgia de release da fascia: Quando há dor crônica persistente, eliminando a faixa inflamada.

Importante: A cirurgia deve ser considerada somente após avaliação especializada, pois envolve riscos e recuperação prolongada.

Como prevenir a fascite plantar? (H2)

  • Praticar exercícios de alongamento regularmente.
  • Usar calçados adequados.
  • Manter peso corporal saudável.
  • Evitar atividades de alto impacto sem preparo físico.
  • Fazer pausas durante longas jornadas de trabalho em pé.

Perguntas Frequentes (H2)

1. A fascite plantar pode desaparecer sozinha?

Sim, em alguns casos leves, hábitos de cuidado e mudanças no estilo de vida podem aliviar a dor. Contudo, a persistência dos sintomas deve ser avaliada por um profissional.

2. Quanto tempo leva para tratar a fascite plantar?

O tempo de recuperação varia de semanas a meses, dependendo da gravidade e da adesão ao tratamento.

3. A fascite plantar pode levar a complicações?

Se não tratada, pode levar a alterações na marcha, sobrecarga em outros músculos e articulações, além de dores crônicas.

4. Existe ligação entre fascite plantar e uso de determinados calçados?

Sim, calçados sem suporte adequado ou desgastados aumentam o risco.

Conclusão

A fascite plantar é uma condição comum, mas altamente tratável, especialmente quando identificada precocemente. Conhecer o CID relacionado e entender suas causas, sintomas e tratamentos é fundamental para quem busca melhorar a qualidade de vida e retornar às atividades diárias sem dor. Adotar medidas preventivas, procurar atendimento especializado e seguir as orientações médicas são passos essenciais rumo à recuperação.

“O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem fazer toda a diferença na recuperação de quem sofre com fascite plantar.” — Dr. João Carlos Fernandes

Se você está passando por sintomas de dor no calcanhar ou deseja informações adicionais, consulte um ortopedista ou especialista para avaliação detalhada e orientação personalizada.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10ª revisão.
  • Machado, G. et al. (2020). Fascite plantar: causas, diagnóstico e tratamentos. Revista Brasileira de Ortopedia, 55(3), 330-338.
  • Silva, A. R., & Costa, F. M. (2019). Guia de exercícios para fascite plantar. Saúde em Movimento, 12(2), 45-50.
  • Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)

Aproveite para cuidar da sua saúde com informações confiáveis e a orientação de profissionais especializados.