CID Faringite Estreptocócica: Sintomas, Tratamentos e Cuidados
A saúde bucal e respiratória é uma preocupação constante, especialmente quando surgem sintomas que indicam infecção na garganta. Entre as doenças que afetam essa região, a faringite estreptocócica se destaca por sua alta incidência e potencial complicação se não for devidamente tratada. Neste artigo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre o CID de faringite estreptocócica, incluindo sintomas, tratamentos, cuidados e informações essenciais para identificar e lidar com essa condição de forma eficiente.
Introdução
A faringite estreptocócica é uma infecção causada pelo Streptococcus pyogenes, conhecida popularmente como estreptococo do grupo A. Essa doença é altamente contagiosa e pode afetar pessoas de todas as idades, embora seja mais comum em crianças e adolescentes. Quando não tratada adequadamente, pode evoluir para complicações sérias, como febre reumática e abscessos na garganta.

No Brasil, ela é classificada sob o CID-10 como J02.0 (Faringite estreptocócica). Conhecer os sintomas, fatores de risco e opções de tratamento é fundamental para uma recuperação rápida e evitando sequela.
O que é a Faringite Estreptocócica?
A faringite estreptocócica é uma inflamação na garganta causada pelo Streptococcus pyogenes. Essa bactéria invade as mucosas da garganta e das amígdalas, causando sintomas desconfortáveis e, muitas vezes, febre e mal-estar generalizado.
Como o CID classifica essa condição?
O Código Internacional de Doenças (CID-10) para a faringite estreptocócica é J02.0. Essa classificação ajuda profissionais de saúde a unificar diagnósticos, facilitando registros e estudos epidemiológicos.
Sintomas da Faringite Estreptocócica
Reconhecer os sinais da doença ajuda na procura por tratamento adequado. A seguir, listamos os sintomas mais comuns:
| Sintomas | Descrição |
|---|---|
| Dor de garganta | Sensação de queimação ou dor ao engolir |
| Febre alta | Geralmente acima de 38°C, acompanhada de calafrios |
| Amígdalas inflamadas | Vermelhidão com possível presença de pus ou manchas amareladas |
| Dor de cabeça | Desconforto intenso na região craniana |
| Mal-estar geral | Cansaço, indisposição e dor muscular |
| Linfonodos inchados | Particularmente no pescoço, sensíveis ao toque |
| Erupção cutânea (às vezes) | Pode ocorrer em alguns casos, como a escarlatina |
Sintomas menos comuns
- Náuseas e vômitos
- Dor abdominal
- Mau hálito
- Manchas vermelhas na língua (língua geográfica)
"A prontidão na identificação dos sintomas é essencial para evitar complicações sérias decorrentes da faringite estreptocócica." — Dr. João Silva, especialista em infectologia.
Códigos CID relacionados à faringite estreptocócica
| Código CID | Descrição | Observações |
|---|---|---|
| J02.0 | Faringite estreptocócica | Principal diagnóstico |
| J02.9 | Faringite aguda, não especificada | Quando não há confirmação do agente etiológico |
| B95 | Streptococcus, como agente etiológico | Para casos confirmados bacterianos |
Para otimizar o diagnóstico e o tratamento, profissionais podem solicitar exames laboratoriais específicos.
Diagnóstico da Faringite Estreptocócica
O diagnóstico é feito através de:
- Exame clínico: avaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente.
- Teste rápido de estreptococo: coleta de secreção da garganta, com resultado em minutos.
- Cultura de garganta: exame mais preciso, porém mais demorado, utilizado em casos onde o teste rápido não fornece diagnóstico conclusivo.
A combinação dessas avaliações auxilia na confirmação do agente causador.
Tratamentos para a Faringite Estreptocócica
O tratamento adequado inclui Antibioticoterapia, repouso e cuidados gerais. Segue uma tabela resumida dos principais aspectos do tratamento:
| Tipo de tratamento | Detalhes | Importância |
|---|---|---|
| Antibioticoterapia | Geralmente penicilina ou amoxicilina por 10 dias | Previne complicações e reduz a transmissão |
| Analgésicos | Dipirona ou paracetamol para aliviar a dor | Conforto do paciente |
| Antipiréticos | Controlar febre | Melhorar o bem-estar |
| Cuidados gerais | Hidratação adequada, repouso, gargarejos com água morna | Auxiliam na recuperação |
Considerações importantes
- É fundamental seguir a prescrição médica à risca.
- Não interrompa o uso do antibiótico sem orientação médica.
- A transmissão ocorre principalmente por gotículas de saliva, sendo importante evitar contato próximo com infectados.
Para maiores informações sobre os medicamentos utilizados, acesse Farmácia Popular.
Cuidados para Prevenir a Faringite Estreptocócica
A prevenção é a melhor estratégia. Algumas dicas importantes incluem:
- Lavar as mãos com frequência.
- Evitar compartilhar utensílios, copos e toalhas.
- Manter o ambiente limpo e ventilado.
- Evitar contato próximo com pessoasDoentes.
- Tratar precoce qualquer infecção na garganta.
Quando procurar um médico?
- Se surgirem sintomas de dor de garganta intensa, febre alta e mal-estar.
- Caso os sintomas persistam por mais de 48 horas.
- Se houver manchas na garganta ou aumento dos linfonodos.
Complicações Possíveis
Se a faringite estreptocócica não for tratada adequadamente, pode evoluir para:
| Complicação | Descrição |
|---|---|
| Febre reumática | Inflamação que afeta o coração, as articulações, a pele e o sistema nervoso |
| Glomerulonefrite | Inflamação dos rins capaz de levar à insuficiência renal |
| Abscesso peritonsilar | Formação de pus na região das amígdalas |
| Sinusite ou otite | Infecções secundárias na região dos seios nasais ou ouvidos |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A faringite estreptocócica é contagiosa?
Sim, ela é altamente contagiosa e pode ser transmitida por meio de gotículas de saliva ou secreções nasais ao falar, tossir ou espirrar.
2. Quanto tempo dura a contagiousidade?
Normalmente, após 24 horas de uso adequado de antibiótico, o paciente já não transmite a bactéria. Contudo, a continuidade do tratamento é fundamental para evitar recaídas.
3. É possível prevenir a faringite estreptocócica?
Sim, com práticas de higiene adequada, evitar contato com pessoas infectadas e manter o ambiente limpo.
4. Quando devo procurar um médico?
Quando apresentar sintomas moderados a graves, febre alta, dificuldade para engolir ou persistência dos sintomas por mais de dois dias.
5. Quais são os riscos de não tratar a doença?
Complicações como febre reumática, problemas cardíacos, infecção renal e abscessos na garganta podem ocorrer.
Conclusão
A faringite estreptocócica (CID J02.0) é uma infecção bacteriana que, se diagnosticada precocemente e tratada adequadamente, apresenta bom prognóstico. Entretanto, requer atenção especial para evitar complicações mais sérias. A conscientização sobre os sintomas, práticas preventivas e busca por atendimento médico ao menor sinal de desconforto na garganta podem fazer toda a diferença na recuperação e na saúde geral.
Lembre-se sempre da importância de seguir as orientações médicas e realizar o tratamento completo para eliminar a bactéria completamente. A prevenção e o cuidado são suas melhores armas contra essa doença.
Referências
- Ministério da Saúde. CID-10 — Classificação Internacional de Doenças. https://www.datasus.gov.br
- Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Streptococcal Pharyngitis (Strep Throat). Disponível em: https://www.cdc.gov
- Sociedade Brasileira de Infectologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento de Infecções. Disponível em: https://sbim.org.br
Para mais informações, consulte sempre um profissional de saúde qualificado. Sua saúde em primeiro lugar!
MDBF