CID F91.2: Entenda a Classificação e Seus Significados
A classificação internacional de doenças (CID) é uma ferramenta fundamental na área da saúde, permitindo a codificação, análise e registro de diagnósticos médicos de forma padronizada. Entre os diversos códigos existentes, o CID F91.2 refere-se a um transtorno específico do comportamento e do humor em crianças e adolescentes, relacionado ao transtorno disocial. Compreender esse código e seu significado é essencial para profissionais da saúde, estudantes e familiares que buscam uma melhor compreensão do diagnóstico e tratamento de transtornos psicológicos na infância e adolescência.
Este artigo tem como objetivo detalhar o CID F91.2, abordando seus aspectos clínicos, critérios diagnósticos, implicações e estratégias de intervenção, de forma clara e acessível para todos os leitores interessados.

O que é o CID F91.2?
Definição do código
O código CID F91.2 refere-se ao Transtorno de conduta, tipo de transtorno disocial, mais especificamente à conduta desafiadora ou agressiva, persistente e que prejudica o funcionamento social, escolar ou familiar da criança ou adolescente.
Classificação e critérios diagnósticos
Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), o CID F91.2 é utilizado para categorizar crianças e adolescentes que apresentam padrões de comportamento que violam regras sociais, direitos de outros ou normas culturais, acompanhados de sintomas específicos estão presentes por um período mínimo de 6 meses.
Características do CID F91.2
Comportamentos associados
Crianças e adolescentes com CID F91.2 geralmente exibem comportamentos que incluem:
- Agressividade contínua
- Desobediência às regras
- Desrespeito às figuras de autoridade
- Descaramento de raiva
- Propensão a brigas
- Vigilância constante para comportamentos desafiadores
Diferença entre transtorno de conduta e transtorno dissocial
Embora relacionado, é importante distinguir o transtorno de conduta de outros transtornos de comportamento. O CID F91.2 enquadra-se na categoria de transtornos dissimilares, com ênfase na persistência dos comportamentos e nas consequências para o funcionamento social.
Diagnóstico e avaliação
Critérios clínicos
Para diagnosticar o CID F91.2, o profissional deve avaliar se os comportamentos permanecem por mais de 6 meses e se esses sinais causam prejuízos significativos na vida do indivíduo, incluindo torná-lo vulnerável à exclusão social, dificuldades escolares ou problemas familiares.
Escalas e instrumentos utilizados
Algumas ferramentas auxiliar na avaliação e diagnóstico incluem:
| Instrumento | Funcionalidade |
|---|---|
| Conners' Parent and Teacher Rating Scales | Avaliação do comportamento em diferentes ambientes |
| Kiddie Schedule for Affective Disorders and Schizophrenia (K-SADS) | Entrevista clínica detalhada para crianças e adolescentes |
| Escalas de avaliação de conduta | Sistemática para identificar a gravidade e tipos de comportamentos |
Tratamento e intervenção
Abordagens psicoterapêuticas
Entre as abordagens mais eficazes estão:
- Terapia cognitivo-comportamental (TCC)
- Terapia familiar sistêmica
- Programas de modificação de comportamento
Medicação
Embora o tratamento principal seja psicológico, em alguns casos, medicamentos como estabilizadores de humor ou antipsicóticos podem ser indicados.
Importância do acompanhamento contínuo
Segundo a psicóloga clínica Maria Helena de Souza “O acompanhamento contínuo e a intervenção precoce são essenciais para melhorar o prognóstico de crianças com CID F91.2”.
Para quem deseja aprofundar-se mais no tema, o site Saúde para Você oferece recursos atualizados sobre transtornos comportamentais infantis e adolescentes.
Tabela explicativa: Diferenças entre Transtorno de Conduta, CID F91.2 e Outros Transtornos Disocial
| Características | CID F91.2 (Transtorno de conduta, tipo dissocial) | Outros Transtornos Disociales |
|---|---|---|
| Persistência dos comportamentos | Sim | Variável |
| Requisitos de duração | Mais de 6 meses | Variável |
| Grau de prejuízo social | Alto | Alto/Variável |
| Frequência de comportamentos | Frequentes e graves | Difere de acordo com o transtorno |
Perguntas Frequentes
1. Como saber se meu filho tem CID F91.2?
O diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, após uma avaliação detalhada do comportamento do criança ou adolescente.
2. Quais são os sinais precoces do transtorno de conduta?
Sinais iniciais incluem desobediência frequente, agressividade, desafiar figuras de autoridade, e dificuldades na interação social com colegas e familiares.
3. É possível tratar o CID F91.2?
Sim, com intervenção adequada, incluindo terapia e, quando necessário, medicação, é possível melhorar significativamente o quadro do paciente.
4. Quais os riscos de não tratar o CID F91.2?
O não tratamento pode levar a problemas mais sérios na vida adulta, incluindo dificuldades laborais, relacionamentos, e maior risco de condutas criminosas.
Conclusão
O CID F91.2 representa um importante código de classificação para entender o transtorno de conduta em crianças e adolescentes. A partir de uma abordagem multidisciplinar, que envolve psicoterapia, acompanhamento familiar e, se necessário, uso de medicações, é possível proporcionar uma melhora considerável na qualidade de vida do jovem e de sua família.
A compreensão aprofundada desse código contribui para a conscientização, prevenção e intervenção precoce, fatores fundamentais para o bem-estar social e emocional dos indivíduos afetados.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 1992.
- American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5). 2013.
- Souza, Maria Helena. Tratamento de transtornos de conduta em crianças. Revista Brasileira de Psicologia. 2020.
- Ministério da Saúde. Guia de manejo de transtornos emocionais na infância. 2018.
Considerações finais
Entender o CID F91.2 e seus detalhes é fundamental para uma intervenção eficaz e uma melhor compreensão dos desafios enfrentados por crianças e adolescentes com transtornos de conduta. Recomenda-se sempre buscar ajuda profissional especializada para obter diagnóstico preciso e tratamento adequado.
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