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CID F60-3: Transtorno de Personalidade Histriônica - Tudo Sobre

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O Transtorno de Personalidade Histriônica, classificado pelo CID F60.3, é uma condição psiquiátrica que impacta a forma como uma pessoa se expressa emocionalmente, socializa e constrói suas relações. Caracterizado por um comportamento exuberante, necessidade de atenção e busca constante por aprovação, esse transtorno pode afetar significativamente a qualidade de vida dos indivíduos que o apresentam. Compreender suas características, causas, sintomas e opções de tratamento é fundamental para promover o diagnóstico precoce e o manejo adequado. Este artigo apresenta uma análise aprofundada sobre o CID F60.3, abordando todos os aspectos relevantes dessa condição.

O que é o CID F60.3?

Definição e Classificação

O CID F60.3 refere-se ao Transtorno de Personalidade Histriônica (TPH), uma condição do espectro dos transtornos de personalidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa classificação é utilizada para identificar padrões duradouros de experiência interna e comportamento que diferem significativamente das expectativas culturais do indivíduo.

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Características principais

  • Comportamento dramático, teatral e sedutor;
  • Desejo intenso por atenção;
  • Emoções superficiais e cambiais;
  • Necessidade de aprovação constante;
  • Dificuldade em manter relacionamentos profundos.

Características do Transtorno de Personalidade Histriônica

H2: Sintomas e Comportamentos Comuns

O indivíduo com TPH costuma apresentar uma série de comportamentos e sintomas, que incluem:

H3: Busca Excessiva por Atenção

A pessoa tende a buscar constantemente ser o centro das atenções, podendo usar de exagero, teatralidade ou provocação para se destacar socialmente.

H3: Emoções Superficiais e Voláteis

As emoções são muitas vezes intensas, mas superficiais, mudando rapidamente de estado emocional, o que pode dificultar a estabilidade emocional.

H3: Comportamento Sedutor ou Provocador

Indivíduos com TPH podem usar de sedução ou comportamento provocador para captar atenção, às vezes de forma inadequada ou inadequada às circunstâncias.

H3: Desejo por Aprovação e Complimentos

Há uma necessidade constante de validação externa, buscando aprovação dos outros para sustentar sua autoestima.

H3: Apresentação Física e Comportamental Excessiva

Utilizam-se de roupas, gestos ou linguagem dramática para atrair o olhar e a atenção de quem os cerca.

H2: Diagnóstico do CID F60.3

H3: Critérios Diagnósticos segundo o DSM-5

O diagnóstico deve ser realizado por um profissional de saúde mental, que avalia se o indivíduo apresenta pelo menos cinco dos seguintes critérios:

CritériosExemplos
Busca constante por atençãoFazese de tudo para estar no centro das atenções
Comportamento teatral ou dramáticoMostra emoções exageradas e sensacionalismo
Sedução ou comportamento provocadorUsa sua aparência ou comportamento para chamar atenção
Emoções superficiaisExpressa emoções de forma exagerada, mas de curta duração
Necessidade de aprovação constanteBusca elogios, aprovações por todos ao seu redor
Percepção de si mesmo como especialAcredita com exagero em sua singularidade ou importância
Dificuldade em manter relacionamentos profundosRelacionamentos superficiais, falta de vínculos duradouros

H3: Avaliação Clínica

O diagnóstico envolve entrevista clínica detalhada, análise do histórico de comportamento e avaliação de critérios específicos. Estudos indicam que o TPH afeta aproximadamente 2 a 3% da população e é mais comum em mulheres, embora possa afetar qualquer gênero.

Causas e Fatores de Risco

H2: Origem do Transtorno Histriônico

As causas do TPH ainda não estão completamente esclarecidas, mas acredita-se que sejam resultado de uma combinação de fatores biológicos, ambientais e psicossociais.

H3: Fatores Biológicos

Algumas pesquisas sugerem que alterações neuroquímicas e genéticas podem predispor ao desenvolvimento de transtornos de personalidade, incluindo o TPH.

H3: Influências Ambientais

  • Experiências de negligência ou rejeição na infância;
  • Educação emocional inadequada;
  • Modelagem de comportamentos dramáticos por figuras importantes na vida do indivíduo.

H3: Fatores Psicossociais

  • Traumas emocionais;
  • Relações familiares instáveis ou conflitantes;
  • Cultura que valoriza a aparência e o destaque social.

Tratamento e Abordagens Terapêuticas

H2: Como é feito o tratamento do CID F60.3?

O tratamento do Transtorno de Personalidade Histriônica envolve uma combinação de abordagens psicoterapêuticas e, em alguns casos, medicações.

H3: Psicoterapia

A psicoterapia é o pilar do tratamento, com enfoques que incluem:

  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC);
  • Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT);
  • Terapia de Grupo.

O objetivo é ajudar o paciente a desenvolver estratégias de enfrentamento, melhorar suas habilidades sociais e explorar as origens de seus comportamentos.

H3: Medicações

Embora não haja medicamentos específicos para o TPH, alguns fármacos podem ser utilizados para aliviar sintomas associados, como ansiedade ou depressão.

H3: Dicas para familiares e amigos

  • Incentivar a busca por ajuda profissional;
  • Promover um ambiente de compreensão e apoio;
  • Estabelecer limites claros para comportamentos inadequados.

Para mais informações sobre tratamentos de transtornos de personalidade, consulte o Ministério da Saúde.

Diferenças entre Transtorno Histriônico e Outros Transtornos de Personalidade

A seguir, uma tabela comparativa entre TPH e outros transtornos de personalidade comuns:

TranstornoCaracterísticas PrincipaisDiferença do TPH
Narcisista (F60.81)Necessidade de admiração, sentimento de grandiosidadeFoca na autoimagem, autoestima elevada, não busca tanto atenção social
Borderline (F60.31)Instabilidade emocional, relações turbulentas, medo de abandonoMais sofrimento emocional intenso, impulsividade
Evitante (F60.6)Medo de rejeição, isolamento social, baixa autoestimaEvitam a atenção, ao contrário do TPH que busca destaque

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O CID F60.3 é comum em crianças?

Não. O Transtorno de Personalidade Histriônica geralmente é diagnosticado na idade adulta, pois suas manifestações se consolidam com a maturidade emocional e social.

2. Como saber se alguém tem TPH?

Somente um profissional de saúde mental pode fazer um diagnóstico preciso por meio de avaliação clínica detalhada.

3. O TPH pode ser tratado com sucesso?

Sim. Com tratamento adequado, muitos indivíduos conseguem melhorar seus sintomas, desenvolver melhores habilidades sociais e obter maior estabilidade emocional.

4. Existe cura para o transtorno?

Embora não exista uma "cura" definitiva, o gerenciamento e a terapia podem ajudar a pessoa a conviver melhor com o transtorno, reduzindo seu impacto na vida cotidiana.

Conclusão

O CID F60.3, ou Transtorno de Personalidade Histriônica, é uma condição que exige atenção e compreensão. Seus componentes centrais — necessidade de atenção, comportamentos dramáticos e emoções superficiais — podem prejudicar relacionamentos e bem-estar emocional. No entanto, com diagnóstico precoce e abordagem terapêutica adequada, é possível promover melhorias significativas na qualidade de vida do indivíduo. É fundamental incentivar o diálogo aberto e buscar sempre apoio profissional.

Se você ou alguém próximo apresenta sinais compatíveis com esse transtorno, procure ajuda especializada e não hesite em buscar informações confiáveis.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 2023.
  2. American Psychiatric Association. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). 2013.
  3. Ministério da Saúde. Saúde Mental e Atenção Psicossocial. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br
  4. Mayo Clinic. Histrionic Personality Disorder. Disponível em: https://www.mayoclinic.org

Lembre-se: entender e reconhecer transtornos como o CID F60.3 é o primeiro passo para promover uma sociedade mais compreensiva e saudável.