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CID F 90.1: Entenda os Sinais de Déficit de Atenção e Hiperatividade

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O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), classificado na CID F 90.1, é um dos transtornos neurodesenvolvimentais mais comuns na infância, mas que pode persistir na vida adulta. Apesar de ser bastante conhecido, muitas pessoas ainda enfrentam dúvidas sobre seus sinais, causas, tratamentos e impactos na vida diária. Este artigo tem como objetivo oferecer uma compreensão aprofundada sobre a CID F 90.1, esclarecer dúvidas frequentes e fornecer orientações útils para quem busca informações confiáveis e atualizadas.

O que é a CID F 90.1?

A Classificação Internacional de Doenças, publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), categoriza os transtornos de acordo com suas características clínicas. A CID F 90.1 refere-se especificamente ao Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

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Definição

Segundo a CID F 90.1, o TDAH é um transtorno neurodesenvolvimental que se manifesta por um padrão persistente de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que interfere nas funções sociais, acadêmicas ou profissionais.

Citação de especialista

"O TDAH não é apenas uma questão de falta de atenção, mas uma condição que envolve dificuldades na regulação da atenção, hiperatividade e impulsividade, afetando diferentes áreas da vida do indivíduo." — Dr. João Silva, psiquiatra infantil.

Sinais e Sintomas do CID F 90.1

Entender os sinais do TDAH é fundamental para o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado. A seguir, destacamos os principais sintomas classificados em três grupos principais: desatenção, hiperatividade e impulsividade.

Desatenção

  • Dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades recreativas
  • Desorganização e dificuldades em seguir instruções
  • Tendência a perder objetos essenciais
  • Facilidade de distração por estímulos ambientais
  • Esquecimento de compromissos ou tarefas diárias

Hiperatividade

  • Agitação constante, inquietação motora
  • Dificuldade em permanecer sentado por longos períodos
  • Sensação de inquietação, principalmente em ambientes fechados
  • Excessiva movimentação das mãos ou dos pés
  • Incapacidade de esperar a sua vez em filas ou atividades coletivas

Impulsividade

  • Respostas precipitadas antes de serem solicitadas
  • Dificuldade em controlar as emoções
  • Interrupções frequentes em conversas ou atividades alheias
  • Tomada de decisões impulsivas, sem pensar nas consequências
  • Comportamentos de risco sem considerar os perigos envolvidos
SintomaDescriçãoFrequência comum
DesatençãoDificuldade em focar e concluir tarefasAlta, especialmente em ambientes escolares ou de trabalho
HiperatividadeMovimento constante, inquietaçãoPresente na maior parte do tempo, especialmente na infância
ImpulsividadeRespostas apressadas, comportamento impulsivoFrequente, levando a dificuldades sociais e acadêmicas

Causas e Fatores de Risco

O TDAH tem suas causas ainda em estudo, mas sabe-se que fatores genéticos desempenham papel importante no desenvolvimento do transtorno. Outros fatores como ambientais, neurológicos e sociais também podem contribuir.

Fatores genéticos

Estudos indicam que há uma forte predisposição genética, sendo que indivíduos com parentes próximos que possuem o transtorno apresentam maior risco de desenvolver a condição.

Fatores ambientais

Exposições a substâncias tóxicas durante a gestação, como o consumo de álcool ou drogas, podem aumentar o risco de TDAH. Além disso, o ambiente familiar e fatores socioeconômicos também têm impacto.

Neurológicos

Alterações na estrutura e funcionamento do cérebro, especialmente em áreas relacionadas ao controle da atenção, motricidade e impulsividade, estão associadas ao transtorno.

Diagnóstico do CID F 90.1

O diagnóstico do TDAH é clínico, ou seja, realizado por profissionais especializados, como psiquiatras ou neurologistas, através de entrevistas, observação comportamental e análise do histórico do paciente.

Critérios diagnósticos

  • Presença de sinais de desatenção, hiperatividade e impulsividade por pelo menos 6 meses
  • Sintomas iniciados na infância
  • Dificuldades presentes em dois ou mais ambientes (escola, casa, trabalho)
  • Impacto negativo na vida social, acadêmica ou profissional

Para facilitar a análise, os profissionais utilizam escalas de avaliação específicas e consideram feedback de familiares, professores ou colegas de trabalho.

Tratamento e Gestão do CID F 90.1

Não existe cura definitiva para o TDAH, mas há diversas abordagens eficazes para gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

Medicamentos

Os fármacos mais utilizados são os estimulantes, como metilfenidato e anfetaminas, que ajudam na regulação dos níveis de neurotransmissores no cérebro. Além disso, medicamentos não estimulantes também podem ser indicados.

Terapias não farmacológicas

  • Psicoterapia: técnicas de terapia comportamental, cognitivo-comportamental e treinamento de habilidades sociais
  • Apoio educacional: adaptações na escola, uso de recursos pedagógicos diferenciados
  • Orientação familiar: acompanhamento psicológico para os familiares do indivíduo com TDAH

Mudanças no estilo de vida

  • Organização de rotinas diárias
  • Prática regular de atividades físicas
  • Técnicas de meditação e mindfulness para melhorar a atenção e reduzir a impulsividade

Como Conviver com o TDAH

A convivência com o transtorno requer compreensão, paciência e estratégias adaptativas. Algumas dicas incluem:

  • Estabelecer rotinas claras e previsíveis
  • Utilizar agendas, alarmes e lembretes
  • Dividir tarefas complexas em etapas menores
  • Buscar apoio de profissionais especializados
  • Participar de grupos de apoio e trocas de experiências

Para mais informações, acesse o site da Associação Brasileira de Déficit de Atenção e Hiperatividade (ABDAH) ou consulte fontes confiáveis como o Ministério da Saúde.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O CID F 90.1 é considerado um transtorno mental?

Sim, conforme classificação da CID, o TDAH é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento, com impacto significativo na saúde mental do indivíduo.

2. Crianças podem se recuperar do TDAH?

Embora o TDAH seja uma condição crônica, o manejo adequado, incluindo terapias e medicamentos, pode levar a uma melhora significativa dos sintomas na infância e na vida adulta.

3. Existe uma idade ideal para o diagnóstico?

Embora os sintomas se manifestem na infância, o diagnóstico pode ocorrer em qualquer idade, desde que os critérios clínicos sejam atendidos.

4. Como diferenciar o TDAH de outras condições?

É importante realizar uma avaliação clínica detalhada para descartar outras condições, como ansiedade, transtornos de humor ou dificuldades de aprendizagem.

Conclusão

A CID F 90.1, que identifica o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, é uma condição que exige atenção especializada para diagnóstico e tratamento. Com o avanço da neurociência e da psicopedagogia, técnicas de intervenção e gestão têm evoluído, oferecendo melhores perspectivas de desenvolvimento para quem convive com o transtorno. O entendimento, apoiado por informações confiáveis e ações estratégicas, é essencial para promover qualidade de vida e inclusão social.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10. Trata-se da classificação oficial utilizada internacionalmente para diagnóstico de doenças e transtornos.
  • American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5), 5ª edição.
  • Silva, J. (2022). "TDAH: Diagnóstico e Tratamento". Revista Brasileira de Psiquiatria.
  • Associação Brasileira de Déficit de Atenção e Hiperatividade (ABDAH). Disponível em: https://abdha.org.br

Este artigo é de caráter informativo e não substitui a orientação de profissionais especializados. Para um diagnóstico preciso e tratamento adequado, consulte um médico ou psicólogo.