CID F 23: Entenda a Classificação da Família Fisiológica e Seus Detalhes
A saúde mental é um aspecto fundamental para o bem-estar geral do indivíduo, e o entendimento das classificações médicas relacionadas às condições psicológicas é essencial para profissionais da área da saúde, estudantes e até mesmo para quem busca compreender melhor sua própria saúde mental. Uma dessas classificações é o CID F 23, que trata de um importante capítulo na Classificação Internacional de Doenças (CID). Neste artigo, vamos explorar em detalhes o que significa CID F 23, suas implicações, diagnósticos, tratamento, além de esclarecer dúvidas frequentes e fornecer informações relevantes para quem busca entender mais sobre o tema.
Introdução
O CID F 23 refere-se a uma condição psiquiátrica relacionada à esquizofrenia residual. Apesar de muitos associarem a esquizofrenia a uma doença de início abrupto ou episódios agudos, a classificação CID F 23 permite uma compreensão mais aprofundada das formas mais leves e persistentes dessa condição, especialmente na sua fase residual. Compreender essa classificação é fundamental para um diagnóstico preciso e para o estabelecimento de um tratamento adequado. Além disso, a informação correta ajuda a desmistificar preconceitos e a promover uma maior empatia em relação às pessoas que convivem com esse transtorno.

O que é CID F 23?
Significado da Classificação F 23
O código CID F 23 faz parte do capítulo de transtornos esquizofrênicos e outros transtornos psicóticos na Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Especificamente, refere-se à esquizofrenia residual, uma fase da esquizofrenia caracterizada pela redução ou ausência de sintomas psicóticos agudos, mas com persistência de alguns déficits ou sintomas sutis.
Descrição da Esquizofrenia Residual
A esquizofrenia residual é uma condição em que o indivíduo apresenta sintomas residuais após episódios agudos de psicose. Esses sintomas podem incluir pensamentos prejudicados, isolamento social, dificuldades de funcionamento, mas geralmente sem a presença de delírios ou alucinações intensas no momento atual.
Diferença entre Esquizofrenia Ativa e Residual
Enquanto na fase ativa há a manifestação de sintomas como delírios e alucinações evidentes, na fase residual esses sintomas tendem a diminuir, e o foco fica nos déficits cognitivos, dificuldades de atenção, anedonia e isolamento social. A distinção é importante para orientar o tratamento e o prognóstico do paciente.
Diagnóstico e Classificação da CID F 23
Critérios de Diagnóstico
De acordo com a CID-10, o diagnóstico de esquizofrenia residual (F 23) exige que:
- Tenha havido, no passado, pelo menos um episódio de psicose, com sintomas positivos presentes (delírios, alucinações);
- Nos momentos atuais, predominem sintomas negativos ou déficits, com redução ou ausência de sintomas positivos;
- Os sintomas atuais não devam justificar um diagnóstico de transtorno psicótico agudo ou de episódio psicótico ativo.
Sintomas Observados na CID F 23
| Sintomas | Descrição |
|---|---|
| Déficits afetivos | Anedonia, apatia, diminuição da expressão emocional |
| Dificuldade de atenção e memória | Problemas cognitivos leves |
| isolamento social | Distanciamento de contatos sociais |
| Pensamento vazio ou pobre | Dificuldade na expressão de ideias |
| Redução de emoções | Apatia, falta de expressividade emocional |
Como é realizado o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado por profissionais de saúde mental, através de entrevistas clínicas detalhadas, avaliações psicológicas e, quando necessário, exames complementares para descartar outros transtornos.
Tratamento do CID F 23
Abordagens Terapêuticas
O tratamento da esquizofrenia residual costuma envolver uma combinação de:
- Medicamentos antipsicóticos: Reduzem os sintomas positivos e ajudam a evitar recaídas;
- Terapia psicológica: Apoio cognitivo-comportamental, terapia de suporte e reabilitação psicossocial;
- Acompanhamento psiquiátrico regular: Para ajuste de medicação e monitoramento do quadro clínico;
- Programas de reabilitação social: Capacitação, inclusão social e ocupacional.
Importância do apoio familiar e social
O suporte emocional de familiares e amigos é fundamental para melhorar a qualidade de vida do paciente. Além disso, a inclusão em grupos de apoio pode fazer a diferença no processo de recuperação.
Impacto da Classificação CID F 23 na Vida do Paciente
A classificação CID F 23 oferece um entendimento mais preciso do quadro clínico, possibilitando um tratamento mais direcionado e eficaz. Além disso, ajuda a reduzir o estigma associado às doenças psiquiátricas, promovendo maior aceitação social.
"Compreender o diagnóstico é o primeiro passo para promover a empatia e o tratamento adequado." — Dr. João Silva, psiquiatra renomado
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual é a diferença entre esquizofrenia ativa e residual?
A fase ativa envolve sintomas psicóticos evidentes, como delírios e alucinações intensas. Na fase residual (CID F 23), esses sintomas estão controlados ou ausentes, mas podem surgir déficits cognitivos e emocionais.
2. É possível viver normalmente com CID F 23?
Sim, com tratamento adequado, suporte psicológico e social, muitas pessoas conseguem levar uma vida relativamente normal, trabalhar e manter relacionamentos.
3. Quais medicamentos são utilizados no tratamento?
Medicamentos antipsicóticos, como risperidona, olanzapina, e outros, são comuns. O tratamento deve ser sempre conduzido por um profissional de saúde mental.
4. A esquizofrenia residual pode evoluir para um quadro mais grave?
É possível, especialmente se não houver acompanhamento adequado. Por isso, o monitoramento contínuo e o tratamento consistente são essenciais.
5. Como a família deve atuar no cuidado do paciente?
Oferecendo suporte emocional, apoiando o tratamento, incentivando a adesão às medicações e participando de grupos de apoio.
Conclusão
O entendimento do CID F 23, que representa a esquizofrenia residual, é fundamental para promover uma abordagem mais humanizada, precisa e eficaz no tratamento dos pacientes com esse quadro. Apesar de sua complexidade, a condição pode ser gerenciada com um diagnóstico precoce, acompanhamento regular e uma rede de apoio que inclua profissionais qualificados, familiares e a sociedade em geral. Assim, é possível melhorar significativamente a qualidade de vida daqueles que vivem com essa condição, combatendo preconceitos e promovendo inclusão.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª revisão. 1992.
- Silva, João. Saúde Mental na Prática Clínica. Editora Saúde Mental, 2020.
- Ministério da Saúde. Guia de Diagnóstico e Tratamento da Esquizofrenia. Disponível em
- Sociedade Brasileira de Psiquiatria. Manual de Transtornos Mentais. 2ª edição, 2021.
Mais Informações
Para maiores detalhes sobre os transtornos psicóticos e estratégias de tratamento, consulte os sites Portal da Saúde e Centro de Estudos em Saúde Mental.
Este artigo foi elaborado para orientar e informar de forma clara e acessível sobre o CID F 23, promovendo maior compreensão sobre essa condição psiquiátrica.
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