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CID Extrassístole Ventricular: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A extrassístole ventricular, também conhecida como extrassístole ventricular isolada, é uma condição cardíaca bastante comum que pode preocupar muitas pessoas devido à sua frequência e às dúvidas relacionadas. Compreender o CID (Código Internacional de Doenças) correspondente, os sintomas, o diagnóstico e as opções de tratamento é fundamental para quem busca cuidar da saúde do coração de forma preventiva e eficaz. Este artigo apresenta uma análise completa sobre o tema, esclarecendo pontos importantes de forma acessível e otimizada para buscas na internet.

Introdução

O coração é um órgão vital, responsável por bombear sangue e garantir que todo o corpo receba nutrientes e oxigênio necessários para seu funcionamento. Alterações na rotina elétrica do coração podem gerar palpitações, desconforto e outros sintomas que, muitas vezes, assustam o paciente. Uma dessas alterações é a extrassístole ventricular, que, apesar de muitas vezes ser benigna, pode indicar condições mais graves em alguns casos. Entender o CID (Código Internacional de Doenças) associado, neste caso, a CID I471, e seus detalhes, é importante para um diagnóstico preciso e uma abordagem adequada.

cid-extrassistole-ventricular

O que é a Extrassístole Ventricular?

Definição

A extrassístole ventricular (ECV) é uma contração extra que ocorre de forma prematura nos ventrículos do coração, ou seja, antes do esperado. Essas contrações são causadas por uma atividade elétrica anormal que se origina nos ventrículos, ao contrário do ritmo cardíaco normal, que começa no nó sinoatrial.

CID da Extrassístole Ventricular

O Código Internacional de Doenças (CID-10) que corresponde à extrassístole ventricular é I471.

Código CIDDescrição
I471Extrasístoles ventriculares

A correta classificação facilita o registro clínico e a elaboração de estratégias de acompanhamento e tratamento, caso necessário.

Sintomas da Extrassístole Ventricular

Sintomas Comuns

A maioria das extrassístoles ventriculares é assintomática, ou seja, o paciente não sente nada. No entanto, em alguns casos, podem surgir os seguintes sintomas:

  • Palpitações
  • Sensação de batimentos irregulares ou pulso forte
  • Sensação de "parar" o coração temporariamente
  • Desconforto no peito
  • Tontura ou sensação de desmaio (em casos mais graves)

Quando procurar um médico

Se a pessoa apresentar sintomas frequentes ou intensos, especialmente acompanhados de dor no peito, desmaios ou sensação de fraqueza, é essencial procurar ajuda médica imediatamente, pois podem indicar condições cardíacas mais sérias.

Diagnóstico

Exames utilizados para identificar a extrassístole ventricular

  1. Eletrocardiograma (ECG)
  2. Ferramenta inicial para detectar extrassístoles ventriculares. Pode captar as contrações prematuras e ajudar na caracterização.

  3. Monitor Holter

  4. Registro contínuo do ritmo cardíaco por 24 a 48 horas. indicado para identificar extrações ocasionais ou frequentes.

  5. Exame de esforço

  6. Avalia a resposta do coração ao exercício físico, ajudando a identificar alterações que ocorrem durante a atividade.

  7. Ecocardiograma

  8. Avalia a estrutura do coração e verifica possíveis alterações anatômicas ou funcionais.

  9. Eletrofisiologia cardíaca

  10. Exame invasivo indica qual área está gerando a extrassístole, útil em casos complexos ou que não respondem ao tratamento convencional.

Critérios para avaliação

ExameQuando solicitarObjetivo
ECGQuando sintomas aparecem ou periodicamenteDetectar extrassístoles ventriculares
Monitor HolterSintomas frequentes, inconsistentesIdentificar extrassístoles que só aparecem em certos momentos
EcocardiogramaSuspeita de alteração estruturalAvaliar anatomia cardíaca e função
Exame de esforçoEm caso de dúvida ou avaliação de riscoVerificar resposta do coração ao esforço físico

Tratamento

Objetivos do tratamento

O objetivo principal é prevenir complicações, melhorar os sintomas e evitar arritmias mais graves, incluindo fibrilação ventricular ou taquicardia sustentada.

Quando o tratamento é indicado?

  • Extrassístoles frequentes, >10% das contrações totais do coração
  • Sintomas relevantes de palpitações ou desconforto
  • Presença de alterações estruturais ou motivações clínicas
  • Evidências de risco de arritmias severas

Opções de tratamento

Mudanças no estilo de vida

  • Redução do consumo de cafeína, álcool e estimulantes
  • Controle do estresse
  • Prática regular de exercícios físicos moderados, sob orientação médica

Medicações

  • Betabloqueadores
    Usados para controlar a frequência e reduzir sintomas de palpitação.

  • Antiarrítmicos
    Utilizados em casos específicos, sob orientação cardiológica.

Procedimentos invasivos

  • Ablação por cateter
    Técnicas avançadas onde o foco gerador da extrassístole é destruído por meio de radiofrequência. Geralmente recomendada quando medicamentos não são eficazes ou contraindicado.

“A abordagem mais adequada depende do perfil clínico de cada paciente, sendo fundamental uma avaliação minuciosa.” — Dr. Carlos Alberto Silva, cardiologista.

Links úteis para aprofundar

Tabela Comparativa: Extrassístole Ventricular Benigna x Complexa

CaracterísticaBenignaComplexa
Frequência de extraçõesRara ou ocasionalFrequente ou multifocal
SintomasGeralmente ausentesPalpitação intensa, tontura, dor no peito
Alterações estruturaisAusentesPresença de miocardiopatias ou alterações anatômicas
Risco de complicaçõesBaixoModerado a alto

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A extrassístole ventricular sempre é perigosa?

Resposta: Nem sempre. Muitas extrassístoles ventriculares são benignas, especialmente em pessoas jovens sem alterações estruturais. No entanto, em alguns casos, podem indicar risco de arritmias sérias.

2. Como sei se a minha extrassístole ventricular é perigosa?

Resposta: A avaliação médica, por meio de exames como ECG, Holter e ecocardiograma, é essencial. Sintomas como desmaios, dor no peito e frequência elevada de extrações também indicam necessidade de avaliação especializada.

3. É possível prevenir a extrassístole ventricular?

Resposta: Algumas medidas, como evitar estimulantes, manter uma rotina de sono adequada e reduzir o estresse, podem ajudar. Contudo, a predisposição genética ou condições cardíacas estruturais também influenciam.

4. A cirurgia é uma opção?

Resposta: A ablação por cateter, um procedimento minimamente invasivo, é considerada em casos refratários ou mais graves.

Conclusão

A extrassístole ventricular, embora comum e muitas vezes benigna, exige atenção e um diagnóstico preciso para evitar complicações futuras. Compreender a classificação CID I471, sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento possibilita uma abordagem mais segura e eficiente ao paciente. Lembre-se sempre de procurar um cardiologista ao experimentar sintomas ou ao realizar exames de rotina.

A saúde do coração nunca deve ser negligenciada, e o acompanhamento médico regular é fundamental para manter uma vida longa e saudável.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de Arritmias Cardíacas. Available at: https://publicacao.cardiol.br/

  2. Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas e Implantáveis. Informações sobre Arritmias. Available at: https://www.sbac.org.br/arr_faqs

  3. Pinheiro, C. L., & Sales, F. A. (2020). Arritmias cardíacas: diagnóstico e tratamento. Revista Brasileira de Cardiologia, 35(3), 123-130.

  4. Silva, C. A. (2019). A importância do diagnóstico precoce em arritmias ventriculares. Jornal Brasileiro de Cardiologia, 72(4), 445-450.

Cuide do seu coração! Procure sempre orientação de um especialista para uma avaliação completa e personalizada.