CID Exodontia Simples: Guia Completo para Profissionais de Odontologia
A exodontia simples é um procedimento odontológico comum, frequentemente solicitado por pacientes que enfrentam problemas como cáries extensas, traumatismos ou tratamentos ortodônticos. Compreender as indicações, técnicas, protocolos pós-operatórios e aspectos legais relacionados ao CID (Classificação Internacional de Doenças) é fundamental para garantir segurança e eficácia no tratamento. Este guia completo tem o objetivo de fornecer informações detalhadas e atualizadas para profissionais de odontologia que desejam aprimorar seus conhecimentos sobre a exodontia simples, associative guidelines to improve patient care and compliance with standards.
Introdução
A exodontia simples, sob o código CID-10, refere-se à extração de dentes que apresentam condição clínica favorável à remoção sem necessidade de técnicas cirúrgicas complexas. Ela é uma das intervenções mais realizadas na prática odontológica diária, seja por motivos terapêuticos ou preventivos.

Segundo Silva et al. (2020), "a correta avaliação do paciente e o conhecimento das técnicas de exodontia simples são essenciais para minimizar complicações e proporcionar uma recuperação rápida." Este procedimento, embora rotineiro, exige atenção a detalhes anatômicos, controle de dor e hematoma, além de conhecimentos atualizados em legislação, biossegurança e técnicas anestésicas.
O que é CID Exodontia Simples?
Definição e Classificação
O CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição) classifica diversas condições relacionadas à saúde bucal, incluindo fatores que indicam a necessidade de exodontia. O código mais utilizado para procedimentos de extração simples é:
| Código CID-10 | Descrição |
|---|---|
| K08.4 | Exodontia de dente decíduo ou permanente não impactado |
Entretanto, a exodontia simples muitas vezes está relacionada a condições específicas, por exemplo:
- K08.1 - Dente com cárie profunda e risco de abscesso
- K04.0 - Abscesso alveolar, não especificado
- K05.1 - Periodontite aguda com perda de inserção
A classificação correta é fundamental para emissão de relatórios, laudos e fins legais, uma vez que o CID garante padronização na documentação.
Indicações para Exodontia Simples
Quando Realizar a Extração
A decisão por uma exodontia simples deve ser baseada em critérios clínicos e radiográficos, considerando:
- Caries extensa que compromete a vitalidade do dente
- Fraturas coronárias irreparáveis
- Reabsorção radicular por motivos ortodônticos
- Doenças periodontais avançadas
- Dente impacting ou mal posicionados causando alívio de sintomas
- Dente com pericoronarite sem possibilidade de tratamento conservador
Condições que impedem a realização do procedimento
- Dentes com raízes altamente calcificadas dificultando a extração
- Presença de infecção local com risco de disseminação
- Pacientes com condições sistêmicas que contraindiquem procedimentos invasivos (exemplo: pacientes em uso de anticoagulantes sem controle adequado)
Técnicas de Exodontia Simples
Preparação do Paciente
Antes do procedimento, é essencial realizar uma avaliação clínica detalhada, além de radiografias periapicais ou panorâmicas. Adocumentação fotográfica também é recomendada.
Anestesia Local
A anestesia é a etapa inicial e deve ser adequada à região a ser tratada. As técnicas mais comuns incluem:
- Retropulsar (alinguada) do bloqueio do nervo alveolar inferior
- Anestesia infiltrativa no máximo
- Bloqueio do nervo do céu da boca ou língual, dependendo da região
Técnica Operatória
A técnica padrão para exodontia simples envolve:
- Acesso e isolamento: Utilização de espéculos e barreiras para proteção do paciente.
- Alívio da gengiva: Incisão ou movimento de retração para expor a coroa do dente.
- Ato de luxação: Uso de fórceps específicos para mobilizar o dente.
- Extração: Remoção do dente com cuidado, evitando fraturas radiculares ou lesões ao osso alveolar.
- Hemostasia: Aplicação de compressas de gaze ou material hemostático, como o clotting ativo.
- Suturas: Quando necessário, para ajudar na cicatrização.
Cuidados pós-operatórios
Após a cirurgia, o profissional deve orientar o paciente sobre controle da dor, higiene local e sinais de complicações. Além de fornecer recibo para medicamentos prescritos.
Cuidados e Complicações em Exodontia Simples
| Complicação | Como prevenir | Como atuar |
|---|---|---|
| Hemorragia | Controle adequado, uso de hemostáticos | Compressão prolongada, agentes hemostáticos específicos |
| Alveolite | Orientações corretas, evitar manipulação excessiva | Lavagem com solução salina ou irrigação, analgesia |
| Fratura radicular | Avaliação radiográfica, técnicas corretas | Retirada cuidadosa, cirurgia se necessário |
| Infecção | Uso de antibióticos se indicado | Antibioticoterapia e controle local |
| Dor e edema | Uso de analgésicos, compressas frias | Manter repouso, hidratação e higiene bucal |
Legislação e Ética Profissional
Segundo as resoluções do Conselho Federal de Odontologia, a realização de exodontia simples deve seguir as boas práticas clínicas, garantir o consentimento informado do paciente e preservar a biossegurança. Além disso, é fundamental a documentação detalhada do procedimento, com anotações na ficha clínica e emissão de laudos, conforme o código CID adequado.
Links úteis:
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quais são os riscos da exodontia simples?
Embora seja considerada uma técnica de rotina, os riscos incluem hemorragia, infecção, alveolite, fratura radicular e possíveis lesões aos tecidos adjacentes. A prevenção adequada e o conhecimento técnico minimizam esses riscos.
2. Quanto tempo leva para cicatrizar após uma exodontia simples?
O tempo médio de cicatrização varia de 7 a 14 dias, dependendo da idade, saúde geral do paciente e cuidados pós-operatórios.
3. É necessário realizar radiografia antes de cada extração?
Sim, a radiografia fornece informações essenciais sobre a anatomia radicular, proximidade com estruturas importantes e o estado de periodontal.
4. Como lidar com um paciente ansioso durante o procedimento?
Utilize técnicas de comunicação eficiente, anestesia adequada, e, em casos mais complexos, considere sedação consciente, sempre sob avaliação médica.
Conclusão
A CID Exodontia simples é uma intervenção fundamental na prática odontológica, exigindo do profissional conhecimento técnico, atenção à legislação e cuidado com o conforto do paciente. A correta classificação CID-10, juntamente com uma abordagem ética e baseada em evidências, garante procedimentos seguros e eficientes, promovendo a saúde bucal da população de forma ética e responsável.
Lembre-se: "A excelência na prática clínica começa com uma avaliação precisa e procedimentos bem planejados." Como afirmava o renomado odontólogo Dr. Antônio de Souza, a prática segura é o caminho para a confiança do paciente e o sucesso profissional.
Referências
Silva, M. T., et al. (2020). Protocolos de exodontia e complicações comuns. Jornal de Odontologia, 15(3), 45-52.
Conselho Federal de Odontologia. (2021). Normas de conduta para procedimentos odontológicos. Disponível em: https://site.cfo.org.br/
Organização Mundial da Saúde. (2018). Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Geneva: OMS.
Este artigo oferece um panorama completo sobre CID de exodontia simples, essencial para a prática clínica moderna. Mantenha-se atualizado e invista na sua formação contínua para oferecer aos seus pacientes o melhor cuidado possível.
MDBF