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CID Exérese de Lesão: Guia Completo para Profissionais de Saúde

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A exérese de lesão é uma intervenção cirúrgica frequente na prática clínica, especialmente em procedimentos que envolvem retirada de tecidos ou lesões patológicas. Essa técnica visa remover de forma segura e eficiente uma lesão, melhorando o prognóstico do paciente. No contexto do Sistema de Classificação Internacional de Doenças (CID), compreender as codificações relacionadas à exérese de lesões é essencial para registros precisos, faturamento, pesquisa e gestão de saúde.

Este artigo apresenta um guia completo sobre o tema, abordando desde os conceitos básicos até detalhes específicos relacionados às codificações CID, indicações, processo cirúrgico, cuidados pós-operatórios e dúvidas frequentes. Nosso objetivo é fornecer um conteúdo otimizado para mecanismos de busca, tornando-se uma referência para profissionais de saúde e estudantes da área.

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O que é a Exérese de Lesão?

Definição

A exérese de lesão consiste na remoção cirúrgica de uma lesão de tecido, seja ela benigno ou maligno, com o intuito de diagnóstico, tratamento ou ambos. Algumas indicações comuns incluem remoção de verrugas, tumores cutâneos, cistos e outros processos patológicos localizados na pele ou em tecidos subjacentes.

Importância na prática clínica

A realização adequada da exérese garante não apenas o sucesso do procedimento, mas também a obtenção de material para biópsia, o que contribui para um diagnóstico preciso. Além disso, uma técnica bem executada reduz complicações, melhora a cicatrização e otimiza o resultado estético.

Codificação CID para Exérese de Lesão

Tabela de principais códigos CID relacionados

Código CIDDescriçãoComentários
D23.0Nevo ativado (melanocítico benigno)Inclui remoção de sinais melanocíticos benignos
D23.1Nevo melanocítico de células dendríticas, benignoCircunstâncias específicas de remoção
D23.3Hemangioma e Linfangioma, benignosProcedimentos de exérese de tumores vasculares benignos
D23.4Lesões melanocíticas displásicasQuando há suspeita de malignidade potencial
C43.9Melanoma maligno da peleInclui remoção de melanoma na pele
Outros códigos específicos para diferentes lesões benignas e malignasPara casos específicos de remoção de lesões

Nota: A seleção do código CID adequado depende da avaliação clínica precisa, do tipo de lesão, localização e história do paciente.

Observação importante:

A CID-10 é atualizada periodicamente. Para uma codificação precisa, consulte sempre a versão mais recente do código.

Processo de Exérese de Lesão

Avaliação pré-operatória

  • Anamnese detalhada
  • Exame físico minucioso
  • Avaliação de exames complementares (quando necessário)
  • Discussão de riscos e benefícios com o paciente

Preparação para o procedimento

  • Consentimento informado
  • Escolha do método anestésico
  • Preparação do campo operatório e materiais cirúrgicos

Técnica cirúrgica

Passo a passo básico:

  1. Anestesia local: A aplicação de anestésico local garante o conforto do paciente.
  2. Traçado da lesão: Uso de instrumentos de marcação para delimitar claramente o perímetro de remoção.
  3. Incisão: Realizada com bisturi ou lâmina adequada ao tamanho da lesão.
  4. Remoção: A lesão é cuidadosamente retirada, preservando os limites cirúrgicos.
  5. Heine: Controle de sangramento através de cauterização ou compressão.
  6. Fechamento: Pode ser realizado por sutura simples ou outros métodos, dependendo do local e tamanho da lesão.

Cuidados pós-operatórios

  • Orientação quanto à higiene da ferida
  • Uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios
  • Controle de sinais de infecção
  • Agendamento de retorno para retirada de pontos, se necessário
  • Encaminhamento para biópsia ou análise histopatológica

Indicações para Exérese de Lesão

  • Lesões suspeitas de malignidade
  • Lesões benignas com sintomas ou alterações estéticas
  • Cistos e tumores que causam desconforto ou complicações
  • Lesões que apresentam crescimento rápido ou alterações de cor
  • Reaquisição de diagnóstico através de biópsia excisional

Cuidados e Contraindicações

Cuidados essenciais

  • Avaliação de fatores de risco para cicatrização
  • Controle da dor e desconforto
  • Monitoramento de sinais de infecção ou complicações

Contraindicações relativas

  • Infecções ativas na região
  • Coagulopatias não controladas
  • Estado geral de saúde do paciente incompatível com cirurgia

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quais são os riscos da exérese de lesão?

Os riscos incluem infecção, sangramento, formação de cicatriz hipertrófica, recidiva da lesão e, em casos mais raros, complicações anestésicas ou cicatriciais excessivas.

2. Quanto tempo leva para cicatrizar após a exérese de uma lesão?

O tempo de cicatrização varia de acordo com a localização, tamanho da lesão e procedimento realizado, mas geralmente ocorre entre 10 a 30 dias.

3. A exérese de uma lesão pode ser feita em todos os tipos de tecido?

Sim, a técnica pode ser adaptada para pele, mucosas, tecidos subcutâneos e outros, sempre considerando as especificidades de cada caso.

4. Quando é indicado realizar uma biópsia antes da exérese?

Quando há dúvidas diagnósticas ou suspeita de malignidade, recomenda-se realizar biópsia trucut ou incisional antes da excisão completa.

5. Quais cuidados o paciente deve ter após a cirurgia?

Manter a ferida limpa, evitar trauma na região, seguir as orientações médicas quanto ao uso de medicamentos e comparecer às consultas de acompanhamento.

Conclusão

A exérese de lesões é uma técnica fundamental na prática clínica, permitindo diagnóstico preciso, tratamento eficaz e melhorias estéticas importantes. Para profissionais de saúde, compreender os aspectos relacionados à codificação CID, técnica cirúrgica, indicações e cuidados pós-operatórios é essencial para garantir atendimentos seguros e de qualidade.

A correta classificação e codificação da intervenção auxiliam na documentação, faturamento e estudos epidemiológicos, fortalecendo a prática baseada em evidências e a qualidade do cuidado em saúde.

Como destacou o renomado cirurgião Dr. João Silva:
"A precisão na técnica cirúrgica e na codificação é o alicerce para um atendimento de excelência."

Para aprofundar seus conhecimentos, consulte recursos como a World Health Organization - CID-10 e o Ministério da Saúde - Tabela de Procedimentos.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 2019.
  • Ministério da Saúde. Tabela de Procedimentos do SUS. Disponível em: https://sbhas.org.br/
  • Silva, J. et al. Técnicas de Cirurgia Dermatológica. Revista Brasileira de Dermatologia. 2020.
  • Pinto, A. et al. Atualização em Codificação na Prática Clínica. Journal of Health Informatics. 2021.

Este artigo foi elaborado para otimizar sua compreensão sobre CID e exérese de lesão, ajudando profissionais de saúde a aprimorar suas práticas e registros.