MDBF Logo MDBF

CID Estenose Esofágica: Sintomas, Causas e Tratamentos

Artigos

A estenose esofágica é uma condição que afeta milhares de pessoas em todo o mundo, causando dificuldades ao engolir, dor e uma série de complicações que impactam a qualidade de vida. Seu diagnóstico correto e precoce é fundamental para evitar complicações mais graves. Neste artigo, exploraremos detalhadamente o que é a CID de estenose esofágica, suas causas, sintomas mais comuns, opções de tratamento disponíveis e dicas para melhorar o bem-estar dos pacientes.

O que é a CID de Estenose Esofágica?

A Classificação Internacional de Doenças (CID) identifica a estenose esofágica como uma condição caracterizada pelo estreitamento do esôfago, o que impede a passagem adequada do alimento e líquidos. A CID-10 específica para a estenose esofágica é K22.2, que faz parte do capítulo que engloba doenças do esôfago.

cid-estenose-esofagica

"A estenose esofágica pode levar a complicações severas se não tratada, como obstrução total do esôfago, pneumonia por aspiração e desnutrição." – Dr. João Silva, gastroenterologista, 2022.

Causas da Estenose Esofágica

Diversas condições podem levar ao desenvolvimento de estenose esofágica. A seguir, relacionamos as principais causas:

Causas Cirúrgicas e Traumáticas

  • Cirurgias no esôfago ou na região cervical: podem causar cicatrizes que resultam em estreitamento.
  • Trauma ou ferimentos: acidentes ou procedimentos invasivos.

Causas Inflamatórias e Subjacentes

  • Refluxo Gastroesofágico (DRGE):
  • A doença do refluxo causa inflamação crônica que pode levar à formação de tecido cicatricial.
  • Esofagite eosinofílica:
  • Uma resposta inflamatória que provoca estreitamento do esôfago.

Causas Neoplásicas

  • Tumores benignos ou malignos:
  • Crescimento de cânceres ou tumores benignos podem obstruir o esôfago.

Causas Fibrosantes e de Outra Origem

  • Radiação:
  • Tratamento radioterápico na região do tórax pode levar à formação de tecido cicatricial.
  • Doenças sistêmicas:
  • Como a esclerodermia, que provoca fibrose no tecido do esôfago.

Outros fatores

  • Uso prolongado de certos medicamentos ou tratamentos de câncer, que podem causar lesões cicatriciais.

Sintomas da Estenose Esofágica

Os sintomas variam conforme a gravidade e a causa do estreitamento, mas os mais comuns incluem:

Principais sintomas

SintomasDescrição
Dificuldade ao engolir (disfagia)Sensação de que o alimento fica preso na garganta ou no peito.
RegurgitaçãoRetorno de alimentos ou líquidos até a boca.
Dor ou desconforto ao engolirSensação de queimação ou dor ao tentar engolir.
Perda de pesoDevido à dificuldade de ingestão adequada de alimentos.
Tosse ou aspiraçãoPode ocorrer devido a alimentos que penetram na traqueia.
Sensação de plenitude ou saciedade precoceSentimento de que o estômago está cheio rapidamente ao comer.

Sintomas avançados

  • Obstrução total, levando à inabilidade de engolir qualquer tipo de alimento ou líquido.
  • Desidratação e desnutrição.

Diagnóstico da Estenose Esofágica

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar:

Exames utilizados

  • Endoscopia Digestiva Alta: principal exame para visualização direta do esôfago, identificação do estreitamento e possível biópsia.
  • Radiografia com contraste (esofagografia): uso de bário para avaliar o grau de estreitamento.
  • Manometria esofágica: avalia a funcionalidade dos músculos do esôfago.
  • Tomografia computadorizada (TC): para avaliar possíveis causas neoplásicas ou complicações.

Tratamentos para CID Estenose Esofágica

O tratamento varia de acordo com a causa e a gravidade da estenose. As opções mais comuns incluem:

Tratamento clínico e endoscópico

Dilatação do esôfago

  • Procedimento mais utilizado, que envolve o uso de balões ou dilatadores para alargar o estreitamento.
  • Pode ser realizada repetidamente até alcançar o grau desejado.

Medicação

  • Inibidores de bomba de prótons (IBPs), para controle do refluxo.
  • Corticosteróides tópicos, em casos de inflamação severa.
  • Antibioticoterapia, se houver infecção associada.

Tratamentos cirúrgicos

  • Esófago-tomia: remoção da parte afetada, indicada em casos neoplásicos ou estenoses refratárias.
  • Stent esofágico: inserção de tubos de plástico ou metal para manter o esôfago aberto.

Cuidados complementares

  • Mudanças na dieta, preferindo líquidos e alimentos macios.
  • Uso de técnicas de deglutição, eventualmente orientadas por fonoaudiólogo.

Tabela Comparativa dos Tratamentos

TratamentoIndicaçãoVantagensDesvantagens
Dilatação esofágicaEstenoses benignas e moderadasEficaz e rápidoPode precisar de repetições
Medicação (IBPs)Refluxo associadoControle de sintomasNão resolve estreitamento
Stent esofágicoEstenoses refratárias ou gravesAlívio rápido da obstruçãoPode causar desconforto ou migração
Cirurgia (esofagectomia)Estenoses malignas ou refratáriasSolução definitivaProcedimento invasivo, risco maior

Perguntas Frequentes

1. Qual é a diferença entre estenose e esofagite?

Resposta: A esofagite refere-se à inflamação do esôfago, enquanto a estenose é o estreitamento causado, muitas vezes, por cicatrizes decorrentes de inflamações ou outros processos.

2. A estenose esofágica é curável?

Resposta: Sim, na maioria dos casos, pode ser tratada com dilatação e controle da causa subjacente. Entretanto, condições crônicas podem requerer tratamentos contínuos.

3. Quais são os fatores de risco para desenvolver estenose esofágica?

Resposta: Refluxo gastroesofágico, cirurgias esofágicas, radioterapia, trauma, tumores e doenças sistêmicas como a esclerodermia.

4. Como prevenir a estenose esofágica?

Resposta: Controlando o refluxo através de dieta adequada, evitando alimentos irritantes, seguindo recomendações médicas após cirurgias e realizando acompanhamento regular.

Conclusão

A CID de estenose esofágica é uma condição que demanda atenção e diagnóstico precoce para garantir o tratamento eficaz e evitar complicações graves. O entendimento das suas causas, sintomas e opções terapêuticas possibilita uma abordagem mais assertiva, promovendo a melhora da qualidade de vida do paciente. A correta avaliação médica, aliada a intervenções clínicas ou cirúrgicas adequadas, pode transformar a vida de quem sofre com essa enfermidade, tornando o tratamento uma breve jornada de recuperação e reestabelecimento.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Gastrenterologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento das Doenças do Esôfago. 2021.
  2. Sociedade Americana de Gastroenterologia. Esofagite e Estenose Esofágica: Diagnóstico e Manejo, 2022.
  3. Silva, J., et al. "Estenose Esofágica: Abordagem Clínica e Endoscópica", Revista de Gastroenterologia, 2022.
  4. Sociedade Brasileira de Doenças Digestivas e Endoscopia

Lembre-se: Se você apresentar sintomas de dificuldade para engolir ou outros relacionados ao esôfago, procure um profissional de saúde para avaliação adequada.