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CID Estenose Carotida: Entenda Sintomas e Tratamentos Efetivos

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A estenose da artéria carótida é uma condição que pode levar a complicações graves, como AVC (acidente vascular cerebral). Compreender o que é a CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionada à estenose carotídea, seus sintomas, métodos de diagnóstico e tratamentos disponíveis é fundamental para a prevenção e cuidado adequado. Este artigo visa esclarecer essas questões de forma detalhada e acessível, contribuindo para uma maior conscientização sobre essa condição.

O que é a Estenose Carotídea?

Definição

A estenose carotídea refere-se ao estreitamento da artéria carótida, que é uma das principais responsáveis pelo suprimento de sangue ao cérebro. Ocorre geralmente devido ao acúmulo de placas de gordura, cálcio e outras substâncias, formando uma condição conhecida como reestenose ou aterosclerose.

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Classificação da Estenose Carotídea

De acordo com a gravidade do estreitamento, a estenose pode ser classificada em:

Grau de EstenosePercentual de EstreitamentoRisco de Evento Vascular Cerebral
Leveaté 49%Baixo
Moderada50% a 69%Moderado
Grave70% ou maisAlto

A deteção precoce é essencial para evitar complicações graves, principalmente AVC.

CID Relacionada à Estenose Carotídea

A CID (Código Internacional de Doenças) que normalmente se refere à estenose carotídea é:

  • I65.2 - Estenose da artéria carótida (não especificada como cerebral ou operacional)

É importante destacar que o código pode variar dependendo do tipo de diagnóstico e da classificação adotada por diferentes órgãos de saúde.

Sintomas da Estenose Carotídea

Sintomas Comuns

A maioria das pessoas com estenose carotídea pode ser assintomática por muito tempo. Quando os sintomas aparecem, geralmente indicam um risco aumentado de AVC.

  • Perda súbita de força ou paralisia em um lado do corpo
  • Dificuldade na fala ou compreensão
  • Perda de visão em um olho
  • Tontura ou vertigem
  • Dormência ou formigamento em membros
  • Dor de cabeça intensa e repentina

Sintomas de AVC ou Ataque Isquêmico Transitório (AIT)

  • Perda temporária da visão
  • Fraqueza súbita
  • Dificuldade em falar ou entender
  • Queda de um lado do corpo

“A prevenção através do diagnóstico precoce é o melhor aliado contra os graves efeitos da estenose carotídea.” - Dra. Maria Silva, especialista em neurologia.

Diagnóstico da Estenose Carotídea

Exames Complementares

Para confirmar a presença e avaliar a gravidade da estenose, são utilizados diversos exames, tais como:

  • Ultrassonografia Doppler de Carótidas
  • Angiografia Cerebral e Cervical
  • Tomografia Computadorizada (TC) ou Ressonância Magnética (RM)

Como funciona a Ultrassonografia Doppler?

Este exame não invasivo detecta o fluxo sanguíneo nas artérias e permite medir a porcentagem de estreitamento. É considerado o principal método de triagem.

Importância do Diagnóstico Precoce

Detectar a estenose antes que cause um AVC pode salvar vidas e reduzir sequelas. Portanto, indivíduos com fatores de risco devem realizar acompanhamento regular com médicos especializados.

Tratamentos Efetivos para Estenose Carotídea

Mudanças no Estilo de Vida

  • Dieta balanceada, rica em frutas, vegetais e grãos integrais
  • Prática de exercícios físicos regularmente
  • Controle de hipertensão, diabetes e colesterol
  • Cessar o tabagismo

Medicação

Os medicamentos são utilizados para controlar fatores de risco e reduzir a progressão da placa:

Tipo de MedicaçãoObjetivo
Antiplaquetários (ex: aspirina)Prevenir a formação de novos coágulos
EstatinasReduzir os níveis de colesterol e inflamação
AntihipertensivosControlar a pressão arterial

Procedimentos Cirúrgicos e Endovasculares

Quando a estenose é grave ou apresenta risco elevado, intervenções podem ser indicadas:

Endarterectomia Carotídea

Remoção cirúrgica da placa de gordura na artéria. Geralmente indicada em casos de estenose maior que 70% e sintomas associados.

Angioplastia com Colocação de Stent

Procedimento minimamente invasivo que abre a artéria e mantém a passagem com um stent metálico.

“A evolução dos procedimentos endovasculares tem proporcionado opções seguras e eficazes no tratamento da estenose carotídea.” - Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Como Prevenir a Estenose Carotídea?

  • Controle de fatores de risco cardiovascular
  • Acompanhamento médico regular
  • Adotar hábitos de vida saudáveis
  • Realizar exames preventivos periodicamente

Tabela: Fatores de Risco para Estenose Carotídea

Fatores de RiscoDescrição
IdadeRisco aumenta após os 60 anos
Hipertensão arterialPode acelerar o processo de aterosclerose
Diabetes mellitusAumenta a formação de placas
Colesterol altoPromove acumulo de gordura na parede arterial
TabagismoContribui para inflamação e formação de placas
SedentarismoAgrava fatores de risco cardiovasculares
Histórico familiar de AVCAumenta a probabilidade de desenvolver a condição

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quais são as principais causas da estenose carotídea?

A principal causa é a aterosclerose, um processo de acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias. Fatores de risco como hipertensão, colesterol alto, tabagismo e diabetes aumentam a probabilidade de desenvolvimento.

2. A estenose carotídea sempre causa sintomas?

Não. Muitas pessoas são assintomáticas até que ocorre um evento vascular, como um AVC ou AIT.

3. Como posso saber se tenho estenose carotídea?

Através de exames de imagem como a ultrassonografia Doppler. Se você possui fatores de risco, consulte um médico para avaliação.

4. Qual o tratamento mais eficaz?

Depende da gravidade. Mudanças no estilo de vida, medicação e procedimentos cirúrgicos ou endovasculares são indicados conforme cada caso.

5. A cirurgia é segura?

Sim, as técnicas atuais oferecem alta taxa de sucesso, especialmente em centros especializados.

Conclusão

A CID Estenose Carotídea, representada pelo código I65.2, é uma condição séria que exige atenção. O diagnóstico precoce, acompanhamento regular e tratamentos eficazes — desde mudanças no estilo de vida até procedimentos cirúrgicos — são essenciais para prevenir complicações graves, sobretudo o AVC. A consciência sobre os fatores de risco e a continuidade no acompanhamento médico podem fazer toda a diferença na qualidade de vida do paciente.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de prevenção cardiovascular. Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2022. https://publicacoes.cardiol.br/

  2. Ministério da Saúde. Protocolo de atenção às Doenças Cerebrovasculares. Ministério da Saúde, 2021. https://saudedoenome.gov.br/

  3. American Stroke Association. Carotid artery disease. Disponível em: https://www.stroke.org/

Lembre-se: A saúde cardiovascular depende de cuidados constantes, acompanhamento médico adequado e uma rotina de vida saudável. Cuide-se e previna-se!