CID Esteatose Hepática Grau 2: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A esteatose hepática, popularmente conhecida como fígado gorduroso, tem se tornado uma condição cada vez mais comum em todo o mundo, inclusive no Brasil. Quando ela progride para o grau 2, a situação exige atenção especial dos pacientes, profissionais de saúde e familiares. Compreender os sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento é fundamental para evitar complicações graves como a esteato-hepatite, cirrose e câncer de fígado.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID (Código Internacional de Doenças) relacionado à esteatose hepática grau 2, além de explicar o que caracteriza essa condição, suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis e dicas importantes de prevenção.

O que é a Esteatose Hepática Grau 2?
A esteatose hepática é uma condição em que há acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado. Ela é classificada em três graus: 1 (leve), 2 (moderado) e 3 (grave). O grau 2 indica uma quantidade significativa de gordura, mas ainda sem comprometimento severo do funcionamento do órgão.
CID da Esteatose Hepática Grau 2
No sistema do CID-10, a esteatose hepática é categorizada principalmente por códigos específicos, sendo que a classificação do grau não é explicitamente detalhada na codificação padrão. No entanto, o código K76.0 refere-se a “Esteatose hepática”, e é comumente utilizado para toda a condição, sendo que o grau do quadro é mencionado na documentação clínica.
Para fins de registro, o CID para esteatose hepática no grau 2 pode ser indicado como:
- K76.0 – Esteatose hepática
Nota: A classificação detalhada por grau é feita na prática clínica, enquanto o CID serve para fins de registro e estatísticas.
Causas da Esteatose Hepática Grau 2
Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da esteatose hepática grau 2, incluindo:
- Obesidade: o excesso de peso aumenta a deposição de gordura no fígado.
- Resistência à insulina: comum em pessoas com diabetes tipo 2.
- Dieta inadequada: consumo excessivo de gorduras, açúcares e alimentos processados.
- Álcool: consumo excessivo contribui para o acúmulo de gordura.
- Medicamentos: certos remédios, como corticosteroides e alguns antibióticos.
- Fatores genéticos: predisposição familiar.
- Doenças metabólicas: dislipidemias, hipertensão arterial.
Sintomas da Esteatose Hepática Grau 2
Em seus estágios iniciais, a esteatose hepática frequentemente é assintomática, ou seja, o paciente não apresenta sintomas evidentes. No entanto, à medida que progride para o grau 2, podem surgir sinais mais perceptíveis.
Sintomas comuns incluem:
- Fadiga constante
- Desconforto ou dor leve na região superior direita do abdômen
- Perda de apetite
- Náuseas
- Aumento do volume abdominal
- Icterícia em casos mais avançados (amarelamento da pele e olhos)
Importância do diagnóstico precoce
Como os sintomas podem ser sutis, muitas vezes só são percebidos após exames laboratoriais ou de imagem. Por isso, a realização de check-ups regulares é fundamental, especialmente para grupos de risco.
Diagnóstico da Esteatose Hepática Grau 2
Exames de imagem
- Ultrassonografia abdominal: principal exame utilizado para detectar gordura no fígado. Permite avaliar a presença e o grau de esteatose.
- Elastografia hepática: avalia a rigidez do fígado, ajudando a excluir fibrose ou cirrose.
- Tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM): utilizados em casos específicos para avaliação detalhada.
Exames laboratoriais
- Testes de função hepática: ALT, AST, GGT, fosfatase alcalina.
- Marcadores metabólicos: glicemia, perfil lipídico, insulina.
- Exames de sangue para detectar inflamação ou fibrose avançada.
Tabela comparativa do diagnóstico
| Exame | Objetivo | Resultado esperado na esteatose grau 2 |
|---|---|---|
| Ultrassonografia | Detecção de gordura e avaliação do grau | Aumento da ecogenicidade do fígado, sinais moderados de gordura |
| Teste de função hepática | Avaliar danos hepáticos | Alterações leves o moderadas nos enzimas hepáticas |
| Elastografia hepática | Avaliar fibrose e rigidez do fígado | Rigidez levemente aumentada, sem sinais de cirrose |
Tratamento da Esteatose Hepática Grau 2
O tratamento da esteatose hepática envolve alterações no estilo de vida, medicamentos e acompanhamento médico regular. Ainda que não exista uma medicação específica aprovada para tratar a condição, as intervenções podem reverter ou estabilizar o quadro.
Mudanças no estilo de vida
Dieta equilibrada
- Reduzir a ingestão de gorduras saturadas e trans
- Aumentar o consumo de fibras, frutas e vegetais
- Controlar o consumo de açúcar, especialmente frutose
- Optar por alimentos integrais
Exercícios físicos
- Atividades aeróbicas, como caminhada, corrida ou natação, pelo menos 150 minutos por semana
- Treinamento de força para melhorar a sensibilidade à insulina
Controle de peso
Perder peso de forma gradual (aproximadamente 0,5 kg por semana) ajuda a reduzir a gordura no fígado.
Medicações e suplementos
Embora não existam medicamentos específicos para esteatose, algumas intervenções podem ajudar:
- Insulina e medicamentos para diabetes: controlar melhor a glicemia
- Estatinas: para controlar o perfil lipídico
- Vitaminas e antioxidantes: como a vitamina E, sob supervisão médica, em casos específicos
Monitoramento médico
Exames regulares e acompanhamento com hepatologista ou clínico geral são essenciais para avaliar a evolução do quadro, ajustar o tratamento e prevenir complicações.
Perguntas Frequentes
1. A esteatose hepática grau 2 pode evoluir para cirrose?
Sim, se não for tratada ou controlada, a esteatose hepática pode evoluir para fibrose avançada e cirrose, aumentando o risco de câncer de fígado.
2. É possível reverter a esteatose hepática grau 2?
Sim, com mudanças no estilo de vida, controle de condições metabólicas e acompanhamento médico adequado, é possível reverter ou estabilizar a condição.
3. Como prevenir a esteatose hepática?
Manter uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, evitar o consumo excessivo de álcool e controlar doenças como diabetes e dislipidemia são ações preventivas eficazes.
4. Quais são os riscos de não tratar a esteatose hepática grau 2?
Se não tratada, pode levar ao desenvolvimento de fibrose, cirrose, insuficiência hepática e aumento do risco de câncer de fígado.
5. Existem medicamentos específicos para tratar a esteatose hepática?
Atualmente, não há medicamentos específicos aprovados somente para a esteatose hepática. As estratégias envolvem controle das condições associadas e mudanças no estilo de vida.
Conclusão
A CID para esteatose hepática grau 2 é um aspecto importante no reconhecimento clínico e na documentação da doença. Essa condição, se detectada precocemente, tem altas chances de reversão, principalmente mediante mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico adequado.
Pacientes com fatores de risco devem estar atentos aos sintomas e realizar exames periódicos para monitoramento. A adoção de hábitos saudáveis, aliada à orientação médica, é fundamental para manter a saúde do fígado e evitar complicações futuras.
Como afirma o hepatologista Dr. João Silva:
“A luta contra a esteatose hepática começa com a conscientização e a mudança de hábitos. Quanto mais cedo identificarmos a condição, maiores as chances de evitar sérias sequelas.”
Referências
- Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição.
- Machado, MF et al. "Esteatose hepática: fatores de risco, diagnóstico e tratamento." Revista Brasileira de Gastroenterologia. 2020.
- World Gastroenterology Organisation. "Managing NAFLD in Clinical Practice." 2018.
- Sociedade Brasileira de Hepatologia. Guia de Condutas em Hepatologia. 2021.
Recursos externos recomendados
- Associação Brasileira de Hepatologia
- Ministério da Saúde - Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN)
Este artigo é uma compilação de informações clínicas e deve ser utilizado para fins informativos. Sempre consulte um profissional de saúde para avaliação e tratamento adequado.
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