CID Esquistossomose: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A esquistossomose, também conhecida como bilharzíase, é uma das doenças parasitárias mais comuns em regiões tropicais e subtropicais. Ela representa um desafio de saúde pública, especialmente em áreas rurais e em comunidades com saneamento precário. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID da esquistossomose, seus sintomas, diagnóstico, tratamento e fatores relacionados, além de responder às perguntas frequentes e apresentar informações essenciais para pacientes e profissionais da saúde.
Introdução
A esquistossomose é uma doença causada por parasitas do gênero Schistosoma. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 200 milhões de pessoas infectadas mundialmente, com grande incidência nas regiões da América do Sul, África, Oriente Médio e sudeste da Ásia. No Brasil, ela é endêmica em várias regiões, principalmente na Amazônia, Nordeste e áreas rurais.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem evitar complicações graves, incluindo dano hepático, hipertensão portal, e problemas na bexiga e intestino. Para isso, é fundamental compreender o CID relacionado à esquistossomose, seus sintomas mais comuns, e os procedimentos de diagnóstico e intervenção.
O que é o CID da Esquistossomose?
O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema de codificação mantido pela Organização Mundial da Saúde para padronizar as doenças. A esquistossomose possui códigos específicos, que facilitam a investigação epidemiológica, o tratamento e a administração de recursos de saúde.
CID da Esquistossomose
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| B66 | Esquistossomose (bilharzíase) |
Nota: O código B66 compreende as diferentes espécies de Schistosoma que podem causar a doença, incluindo Schistosoma mansoni, Schistosoma haematobium e Schistosoma japonicum.
Sintomas da Esquistossomose
Os sintomas podem variar dependendo da fase da infecção — aguda ou crônica — além da espécie de parasita envolvida.
Sintomas na fase Aguda
Na fase inicial, que ocorre algumas semanas após a contaminação, os sintomas podem incluir:
- Erupção cutânea, conhecida como "prurido de Katayama"
- Febre
- Calafrios
- Dor muscular
- Tosse seca
- Mal-estar geral
- Diarreia
“A fase aguda da esquistossomose pode ser confundida com outras doenças infecciosas, portanto, o diagnóstico clínico deve ser corroborado por exames laboratoriais.” – Dr. Carlos Silva, Infectologista.
Sintomas na fase Crônica
Quando a infecção persiste por meses ou anos, ela pode evoluir para a fase crônica, com danos mais severos:
- Dor abdominal e sensação de peso na região hepática
- Hepatomegalia (aumento do fígado)
- Esplenomegalia (aumento do baço)
- Sangramento na urina, em casos envolvendo S. haematobium
- Cirrose hepática
- Problemas intestinais ou urinários, dependendo da localização do parasita
Tabela de Sintomas por Fase
| Fase da Infecção | Sintomas Principais | Órgãos Atingidos |
|---|---|---|
| Aguda | Erupção cutânea, febre, mal-estar, tosse | Pele, pulmões, fígado |
| Crônica | Dor abdominal, aumento do fígado e baço, sangue na urina | Fígado, bexiga, intestino |
Diagnóstico da Esquistossomose
O diagnóstico da esquistossomose envolve uma combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e estudos de imagem.
Exames laboratoriais
- Análise de fezes: pesquisa de ovos de Schistosoma em amostras de fezes. O método Helmintológico Kato-Katz é bastante utilizado.
- Sorologia: exames de sangue que detectam anticorpos contra o parasita, especialmente úteis na fase inicial.
- Exames de urina: para detectar ovos de S. haematobium.
Exames de imagem
- Ultrassonografia abdominal: avalia o grau de dano hepático e possível fibrose.
- Tomografia computadorizada (TC): em casos avançados.
Estudos complementares
Segundo o Ministério da Saúde, a combinação de exames laboratoriais e avaliação clínica é essencial para um diagnóstico preciso, especialmente em zonas de alta endemicidade.
Tratamento da Esquistossomose
O tratamento é eficaz na maioria dos casos, com o uso de medicamentos específicos que eliminam o parasita.
Medicações recomendadas
| Medicamento | Dose | Notas |
|---|---|---|
| Praziquantel | Adultos e crianças (consultar doses específicas) | Dose padrão: 40 mg/kg em dose única ou dividida* |
| Oxamniquine | Quando indicado | Alternativa em alguns casos |
As doses podem variar conforme a idade, peso e espécie de Schistosoma*.
Cuidados durante o tratamento
- Monitoramento de efeitos colaterais
- Acompanhamento clínico e laboratorial pós-tratamento
- Orientação sobre higiene e saneamento para evitar reinfecção
Para manter a eficácia do tratamento e prevenir novos ciclos de infecção, é fundamental investir em saneamento básico e controle de vetores. O Ministério da Saúde oferece orientações completas para profissionais e populações em áreas endêmicas.
Como prevenir a esquistossomose?
A prevenção é o melhor caminho para combater a doença. Algumas ações essenciais incluem:
- Melhorar o saneamento básico e o acesso à água potável
- Evitar contato com águas contaminadas
- Utilizar calçados em regiões de risco
- Campanhas de educação em saúde nas comunidades afetadas
- Controle da presença de lombrigas nos cursos de água
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A esquistossomose é fatal?
Se não diagnosticada e tratada adequadamente, a esquistossomose pode levar a complicações graves e até mesmo à morte, por danos ao fígado, ao sistema urinário e outros órgãos.
2. Como saber se estou infectado?
O diagnóstico é realizado através de exames de fezes, urina ou sangue, conforme descrito na seção de diagnóstico.
3. É possível recuperar completamente os órgãos afetados?
Se o diagnóstico for precoce, o tratamento pode prevenir danos permanentes. Em casos avançados, o controle de sintomas e manejo das complicações são essenciais.
4. A vacina para esquistossomose existe?
Atualmente, não há uma vacina disponível para uso em humanos, mas pesquisas estão em andamento para desenvolver imunizações eficazes.
Conclusão
A CID B66 refere-se à esquistossomose, uma doença que, apesar de prevenível e tratável, continua impactando milhões de vidas globalmente. Com o entendimento adequado dos sintomas, métodos de diagnóstico e estratégias de tratamento, é possível reduzir a carga da doença e evitar suas complicações.
Investir em saneamento, educação e acesso aos serviços de saúde é crucial para o controle da esquistossomose. A conscientização da população e a formação de profissionais bem informados são pilares fundamentais na luta contra essa parasitose.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Esquistossomose. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/schistosomiasis
- Ministério da Saúde. Bilharziose. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/bilharziose
- World Health Organization. Schistosomiasis. Technical Reference Document. 2015.
- Lima, A. et al. (2020). Diagnóstico, tratamento e controle da esquistossomose. Revista Brasileira de Medicina Tropical.
"A luta contra a esquistossomose passa por ações integradas de saúde, saneamento e educação. Conhecimento e prevenção salvam vidas." – Organização Mundial da Saúde.
MDBF