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CID Esquizofrenia: Entenda os Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A esquizofrenia é uma das doenças mentais mais complexas e desafiadoras, afetando milhões de pessoas ao redor do mundo. Conhecida por seus sintomas intensos que podem alterar a percepção da realidade, ela demanda uma abordagem clínica cuidadosa para diagnóstico e tratamento. Neste artigo, vamos explorar o CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionado à esquizofrenia, seus sintomas, formas de diagnóstico, tratamentos disponíveis e diversas informações que ajudarão você a entender melhor essa condição.

O que é a CID Esquizofrenia?

A CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que padroniza os códigos de doenças para facilitar o diagnóstico, tratamento e pesquisa.

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CID-10 e CID-11 da Esquizofrenia

A esquizofrenia está classificada na CID-10 sob o código F20. Com a atualização para a CID-11, ela mantém uma classificação próxima, facilitando a compreensão global do transtorno.

Código CIDDiagnósticoDescrição
F20EsquizofreniaTranstorno mental com sintomas psicóticos, como delírios e alucinações.
F25Esquizofrenia paranoideTipo caracterizado por delírios e alucinações paranoides.
F22Esquizofrenia residualForma de esquizofrenia com sintomas remanescentes e pouca deterioração funcional.

Sintomas da Esquizofrenia

Os sintomas da esquizofrenia podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente se dividem em três categorias principais: positivos, negativos e cognitivos.

Sintomas Positivos

Estes são acrescentados à experiência normal do indivíduo e incluem:

  • Delírios: crenças falsas e firmemente mantidas, mesmo diante de evidências contrárias.
  • Alucinações: percepções sensoriais sem estímulo externo, sendo as mais comuns as audições.
  • Pensamento desorganizado: ideias incoerentes, dificuldade de manter uma linha de raciocínio.

Sintomas Negativos

Refletem uma diminuição ou perda de habilidades ou comportamentos normais, como:

  • Alogia: pobreza de discurso.
  • Abulia: falta de motivação.
  • Anedonia: incapacidade de sentir prazer.
  • Aflatia: isolamento social.

Sintomas Cognitivos

Afastando-se do funcionamento normal, incluem dificuldades com:

  • Memória.
  • Atenção.
  • Processo de tomada de decisão.

Diagnóstico da Esquizofrenia

O diagnóstico da esquizofrenia deve ser realizado por um profissional da saúde mental, baseado em critérios clínicos específicos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o diagnóstico é feito após avaliação minuciosa dos sintomas e duração deles, que geralmente precisa estar presente por pelo menos seis meses.

Critérios Diagnósticos Segundo o DSM-5 e CID-10

CritérioDescrição
Presença de dois ou mais sintomasDelírios, alucinações, discurso desorganizado, comportamento desorganizado ou catatônico, sintomas negativos.
DuraçãoPelo menos seis meses, incluindo pelo menos um mês de sintomas ativos.
Impacto funcionalDeterioração significativa nas áreas sociais, profissionais ou de cuidado pessoal.

Exames Complementares

Embora o diagnóstico seja clínico, exames neurológicos, de imagem (como ressonância magnética) e laboratoriais podem ser utilizados para descartar outras condições que apresentem sintomas similares.

Tratamento da Esquizofrenia

O tratamento da esquizofrenia é multidisciplinar, envolvendo medicamentos, psicoterapia e suporte social.

Medicamentos

Os antipsicóticos são a principal classe de medicamentos utilizados para controlar os sintomas. Existem duas categorias principais:

  • Antipsicóticos típicos: como haloperidol, conhecidos por seus efeitos colaterais exaustivos.
  • Antipsicóticos atípicos: como risperidona e clozapina, que apresentam menos efeitos colaterais.

Psicoterapia

A psicoterapia ajuda o paciente a lidar com os sintomas, melhorar habilidades sociais e reforçar a adesão ao tratamento.

  • Terapia cognitivo-comportamental (TCC): auxilia na mudança de pensamentos distorcidos.
  • Terapia familiar: promove o entendimento da doença pelos familiares, contribuindo para o suporte.

Tratamentos Complementares e de Apoio

Programas de reabilitação psicossocial, grupos de apoio e acompanhamento contínuo são essenciais para uma melhora duradoura.

Segundo o psiquiatra Dr. Augusto Cury, "O tratamento eficaz da esquizofrenia vai além do remédio; envolve compreensão, apoio e esperança."

Como Viver com Esquizofrenia

Embora seja uma condição de longa duração, com tratamento adequado, muitas pessoas podem levar uma vida produtiva e satisfatória. O suporte familiar, a adesão ao tratamento e a saúde mental contínua são fatores essenciais para o bem-estar.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A esquizofrenia é uma doença hereditária?

Sim, há um componente genético envolvido, mas ela também é influenciada por fatores ambientais, como o estresse durante a gestação, uso de substâncias e eventos traumáticos.

2. É possível curar a esquizofrenia?

Atualmente, não há cura definitiva, mas o tratamento eficaz permite o controle dos sintomas e a melhora na qualidade de vida.

3. Quais são os principais sinais de alerta?

Mudanças abruptas no comportamento, isolamento social, alucinações auditivas, delírios e dificuldades de concentração.

4. Como ajudar alguém com esquizofrenia?

Estimule a busca por ajuda profissional, seja paciente, evite julgamentos e ofereça apoio emocional contínuo.

5. A esquizofrenia pode evoluir para outras doenças mentais?

Com o tratamento adequado, é possível prevenir complicações. Entretanto, sem intervenção, pode haver evolução para maior deterioração funcional.

Conclusão

A esquizofrenia, classificada na CID sob o código F20, é um transtorno mental que exige atenção especializada para diagnóstico e tratamento. Com o avanço da medicina e uma abordagem multidisciplinar, muitas pessoas conseguem viver de forma plena, controlando os sintomas e mantendo a qualidade de vida. Reconhecer os sinais precocemente e buscar ajuda especializada são passos fundamentais para o sucesso do tratamento.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10 e CID-11. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/

  2. Associação Americana de Psiquiatria. DSM-5: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 5ª edição.

  3. Ministério da Saúde. Manual de Serviços do SUS. Transtornos Psicóticos. Disponível em: https://dtr2009.saude.gov.br/

  4. Sociedade Brasileira de Psiquiatria. Esquizofrenia: Guia para Pacientes e Familiares. Disponível em: https://sbpra.org.br/

Se você deseja saber mais sobre o CID relacionado à esquizofrenia ou precisa de suporte, procure sempre um profissional de saúde mental. O tratamento adequado faz toda a diferença!