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CID Esquecimentos: Entenda as Causas e Como Prevenir

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No cotidiano agitado de hoje, esquecer compromissos, nomes ou até mesmo fatos importantes tornou-se algo comum para muitas pessoas. Entretanto, quando esses esquecimentos se tornam frequentes ou intensos, é fundamental entender suas causas e formas de prevenção. O CID, Classificação Internacional de Doenças, reconhece diversas condições que podem estar relacionadas ao esquecimento, muitas delas associadas a distúrbios cognitivos, problemas de saúde ou fatores emocionais.

Este artigo aborda de forma detalhada o conceito de CID relacionados aos esquecimentos, suas principais causas, formas de prevenção, além de oferecer informações essenciais para quem busca entender melhor esse tema tão relevante para a saúde mental e física.

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O que é CID e sua relação com esquecimentos

O que é CID?

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema padronizado criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para categorizar doenças, condições de saúde, sintomas e outros fenômenos relacionados à saúde. Ele é utilizado mundialmente por profissionais de saúde para diagnóstico, estatísticas, pesquisa e políticas públicas.

CID relacionado a esquecimentos

Entre os diversos capítulos do CID, existem códigos específicos relacionados a distúrbios cognitivos, transtornos neurológicos e psiquiátricos que podem causar esquecimentos ou perda de memória, como o CID F03 (Transtorno Cognitivo Não Específico), CID G30 (Doença de Alzheimer) e CID F06.7 (Síndrome de Amnésia).

Causas de esquecimentos segundo o CID

1. Distúrbios neurológicos

Doença de Alzheimer (CID G30)

A doença de Alzheimer é a causa mais comum de perda de memória em idosos. Caracteriza-se pelo acúmulo de placas de beta-amiloide no cérebro, levando à deterioração progressiva das funções cognitivas.

Acidente Vascular Cerebral (CID I63)

AVCs podem causar danos ao cérebro que resultam em déficits de memória e outras funções cognitivas, dependendo da área afetada.

2. Distúrbios psiquiátricos

Depressão (CID F32-F33)

A depressão pode afetar a concentração e a memória, ocasionando esquecimentos frequentes e dificuldade de lembrar fatos cotidianos.

Ansiedade (CID F41.1)

Estados de ansiedade exacerbada também podem prejudicar a memória, devido à sobrecarga de estresse.

3. Condições físicas e outras causas

CausaCID RelacionadoDescrição
Uso de substânciasF19.9Uso abusivo de álcool, drogas ou medicamentos que prejudicam memória
Deficiências nutricionaisE52, E55Deficiência de vitaminas, como B12, que afetam o funcionamento cerebral
Distúrbios do sonoG47Apneia do sono e outros problemas afetam a consolidação da memória

4. Fatores de risco relacionados

  • Idade avançada: maior risco de desenvolver doenças neurodegenerativas.
  • Estresse crônico: prejudica a formação de novos neurônios e a capacidade de memorização.
  • Falta de exercício físico: atividade física melhora a circulação cerebral.
  • Alimentação inadequada: falta de nutrientes essenciais impacta a saúde cerebral.

Como prevenir esquecimentos

Prevenir a perda de memória e o CID relacionado envolve hábitos de vida saudáveis, acompanhamento médico regular e conscientização sobre fatores de risco.

1. Estimulação cognitiva

  • Realize atividades que desafiem sua mente, como leitura, jogos de raciocínio, palavras cruzadas e aprender novos idiomas.
  • Participar de cursos e treinamentos também ajuda a manter as funções cerebrais ativas.

2. Alimentação equilibrada

  • Consuma uma dieta rica em antioxidantes, vitaminas e minerais, principalmente vitaminas do complexo B, ômega-3 e antioxidantes encontrados em frutas, vegetais, peixes e oleaginosas.
  • Evite alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura saturada.

3. Atividade física regular

  • Exercícios aeróbicos, como caminhadas, natação ou ciclismo, aumentam o fluxo sanguíneo cerebral e promovem a saúde neuronal.

4. Sono de qualidade

  • Manter uma rotina de sono adequada é fundamental para a consolidação da memória.
  • Evitar cafeína e eletrônicos antes de dormir também contribui para um descanso reparador.

5. Controle do estresse

  • Técnicas de meditação, mindfulness e yoga ajudam a reduzir o estresse, que é uma das causas de esquecimentos frequentes.

6. Acompanhamento médico

  • Consultas regulares para avaliações neurológicas e psiquiátricas são essenciais, especialmente para pessoas com fatores de risco ou sintomas iniciais de déficits cognitivos.

Perguntas Frequentes

O esquecimento frequente pode ser sinal de Alzheimer?

Sim, mas o esquecimento isolado nem sempre indica Alzheimer. É importante avaliar se há outros sintomas, como confusão, dificuldades na fala, mudança de comportamento ou perda de autonomia. A avaliação médica é fundamental para o diagnóstico correto.

Como diferenciar esquecimentos normais de problemas mais sérios?

Esquecimentos normais geralmente acontecem em situações de estresse ou fadiga, e pessoas conseguem se lembrar posteriormente. Problemas mais sérios podem envolver esquecimentos frequentes, dificuldades em realizar tarefas cotidianas ou alterações de humor.

É possível recuperar a memória após um quadro de esquecimento?

Dependendo da causa, há possibilidades de melhora, especialmente com terapias, medicações (quando indicadas) e mudanças de estilo de vida. Quanto mais cedo buscar ajuda, melhores as chances de recuperação.

Conclusão

O fator do esquecimento, em seu aspecto mais simples, faz parte do funcionamento normal do cérebro. Contudo, quando esses esquecimentos se tornam frequentes ou intensos, é essencial entender suas causas, muitas delas relacionadas ao CID de distúrbios neurológicos, psiquiátricos e condições físicas. A prevenção por meio de um estilo de vida saudável, estimulação cognitiva, controle do estresse e acompanhamento médico são estratégias eficazes para manter a memória saudável e evitar complicações mais sérias.

Lembre-se: o cuidado com a saúde mental e física é fundamental para uma vida plena e com qualidade. Buscar informações e manter um compromisso com o bem-estar é o primeiro passo para prevenir problemas relacionados aos esquecimentos.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. (2018). Classificação Internacional de Doenças (CID-11). link oficial
  2. Ministério da Saúde. (2020). Guia de cuidados para o Alzheimer. Disponível em: https://saude.gov.br/alertas/guia-do-alzheimer
  3. Silva, T. M. et al. (2019). "Fatores de risco e estratégias de prevenção para demências". Revista Brasileira de Neurociências, 15(2), 120-135.

"A prevenção é a melhor estratégia para manter a memória viva e preservar a qualidade de vida."