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CID Espondilose Cervical: Como Identificar e Tratar

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A espondilose cervical é uma condição degenerativa que afeta a coluna cervical, levando à deterioração dos discos intervertebrais e às alterações ósseas na região do pescoço. Com o envelhecimento, essa condição torna-se uma preocupação comum, podendo ocasionar dores, limitações de movimento e outros sintomas que comprometem a qualidade de vida do paciente.

Segundo estudos, aproximadamente 50% das pessoas com mais de 50 anos apresentam sinais de espondilose cervical, muitas vezes de forma assintomática. Portanto, compreender essa condição, identificar seus sintomas precocemente e buscar o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações mais sérias.

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Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a CID relacionada à espondilose cervical, sintomas, fatores de risco, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e dicas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O que é CID Espondilose Cervical?

Definição

CID refere-se ao Código Internacional de Doenças utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para classificar doenças e condições relacionadas à saúde. No caso da espondilose cervical, o código mais comum é o M47.2 — "Espondilose cervical".

CID M47.2: Espondilose cervical

Este código abrange as alterações degenerativas na coluna cervical, incluindo desgaste dos discos intervertebrais, formação de osteófitos (pontas ósseas) e outros processos degenerativos que podem causar sintomas diversos.

Causas e Fatores de Risco

Causas da Espondilose Cervical

A principal causa da espondilose cervical é o envelhecimento natural do corpo, que leva ao desgaste dos discos intervertebrais e das estruturas ósseas da coluna. Outros fatores incluem:

  • Trauma ou lesões repetidas
  • Postura inadequada prolongada
  • Sedentarismo
  • Obesidade
  • Fatores genéticos
  • Fumo e má alimentação

Tabela: Fatores de risco e causas da espondilose cervical

Fator de risco/origemDescrição
EnvelhecimentoDegeneração natural com o avanço da idade
Postura inadequadaMá postura ao trabalhar ou manter o pescoço em posições erradas
Trauma na colunaAcidentes, quedas ou impactos repetidos
SedentarismoFalta de exercícios físicos que fortalecem a coluna
ObesidadeSobrecarga na coluna cervical
Fatores genéticosPredisposição hereditária

Sintomas da Espondilose Cervical

Muitos pacientes podem ser assintomáticos nos estágios iniciais. Contudo, quando os sintomas aparecem, eles podem variar de leves a graves, afetando a qualidade de vida.

Sintomas comuns

  • Dor no pescoço, que pode irradiar para os ombros e braços
  • Rigidez na região cervical
  • Dores de cabeça na região da base do crânio
  • Formigamento ou dormência nos membros superiores
  • Fraqueza muscular nos braços ou mãos
  • Dificuldade para movimentar o pescoço
  • sensação de estalos ao mover o pescoço

Sintomas mais graves

Caso haja compressão de raízes nervosas ou da medula espinhal, os sintomas podem evoluir para problemas neurológicos mais sérios, como oscilações na coordenação motora, perda de reflexos ou dificuldades de equilíbrio.

Como é feito o diagnóstico de CID Espondilose Cervical?

Exames utilizados

O diagnóstico adequado é fundamental para definir o tratamento. Geralmente, inclui:

  • Anamnese: levantamento dos sintomas e do histórico clínico
  • Exame físico: avaliação da mobilidade, dor e reflexos
  • Imagem e radiologia: principais exames para confirmar a condição
ExameTipoO que avalia
Radiografia de pescoçoRaio-Xalterações ósseas, osteófitos, degeneração
Ressonância Magnética (RM)Imagem detalhada dos tecidos molescompressão de nervos e medula espinhal
Tomografia computadorizada (TC)Imagem tridimensionalmelhor visualização óssea

Preferência pelos exames de imagem

A tomografia é indicada para avaliar com precisão alterações ósseas, enquanto a ressonância magnética é essencial para detectar compressões de nervos e outras alterações nos tecidos moles.

Tratamento da CID Espondilose Cervical

O tratamento varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a evolução da doença. Pode envolver medidas conservadoras ou, em casos mais graves, intervenções cirúrgicas.

Tratamentos não invasivos

Mudanças no estilo de vida

  • Manutenção de uma postura correta
  • Exercícios de alongamento e fortalecimento
  • Controle do peso corporal

Medicações

  • Analgésicos (paracetamol, dipirona)
  • Antiinflamatórios não esteroides (NSAIDs)
  • Relaxantes musculares
  • Fisioterapia e reabilitação

Quando recorrer à cirurgia?

A cirurgia pode ser indicada quando há:

  • Compressão significativa da medula espinhal ou raízes nervosas
  • Dor persistente e incapacitante
  • Perda de força ou sensibilidade nos membros
  • Dificuldade de mobilidade

Opções cirúrgicas

  • Discectomia: remoção do disco afetado
  • Fusão cervical: união de vértebras para estabilizar a coluna
  • Laminectomia: retirada de partes ósseas que comprimem os nervos

Para determinar a melhor abordagem, o especialista deve avaliar o caso de forma individualizada.

Como prevenir a CID Espondilose Cervical?

Dicas práticas

  • Manter postura adequada ao sentar, trabalhar e dormir
  • Praticar exercícios físicos regularmente
  • Evitar o tabagismo e manter uma alimentação balanceada
  • Fazer pausas durante atividades que envolvem esforço prolongado do pescoço
  • Consultar um especialista ao perceber os primeiros sinais de desconforto

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A espondilose cervical é a mesma coisa que hérnia de disco cervical?

Não exatamente. A espondilose cervical refere-se ao desgaste degenerativo da coluna cervical, enquanto a hérnia de disco envolve a protrusão ou ruptura do disco intervertebral. Ambas podem coexistir e causar sintomas semelhantes.

2. Como saber se estou com CID Espondilose Cervical?

Se você apresenta dores no pescoço, rigidez, formigamento ou fraqueza nos membros superiores, procure um ortopedista ou neurologista para avaliação e exames complementares.

3. A espondilose cervical é curável?

Não há cura definitiva, pois é uma condição degenerativa. No entanto, com tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e prevenir complicações.

4. Quais exercícios são indicados?

Exercícios de alongamento suave, fortalecimento da musculatura cervical e postura adequada são recomendados, preferencialmente sob orientação profissional.

Conclusão

A CID relacionada à espondilose cervical, codificada como M47.2, representa uma condição degenerativa que pode afetar significativamente a qualidade de vida. Identificar os sintomas precocemente, buscar diagnóstico adequado e seguir as recomendações de tratamento são fundamentais para aliviar dores, melhorar a mobilidade e evitar complicações mais sérias.

Com o avanço das técnicas médicas e fisioterapêuticas, é possível conviver bem com essa condição e manter uma vida ativa e saudável. Portanto, mantenha hábitos saudáveis, consulte profissionais especializados e esteja atento aos sinais do seu corpo.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/

  2. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. "Degeneração da coluna cervical." Disponível em: https://sbots.org.br

  3. Silva, A. P., & Costa, M. L. (2020). Degeneração cervical e seus tratamentos. Revista Brasileira de Ortopedia, 45(3), 123-130.

Se você sofre com dores no pescoço ou apresenta outros sintomas relacionados à espondilose cervical, procure orientação médica especializada para uma avaliação detalhada e personalizada.