MDBF Logo MDBF

CID Espondiloartrose Cervical: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

Artigos

A espondiloartrose cervical, também conhecida como osteoartrite da coluna cervical, é uma condição que afeta inúmeras pessoas em todo o mundo, especialmente na medida em que envelhecemos. Compreender os sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento é fundamental para garantir uma melhor qualidade de vida para os pacientes. Neste artigo, exploraremos detalhadamente o CID relacionado à espondiloartrose cervical e forneceremos informações essenciais para quem busca esclarecimentos sobre o tema.

Introdução

A saúde da coluna cervical é indispensável para a mobilidade, equilíbrio e bem-estar geral. A espondiloartrose cervical, uma forma de osteoartrite que afeta as articulações da coluna cervical, provoca dores, rigidez e limitações de movimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças osteoarticulares respondem por uma grande porcentagem de ausências no trabalho e de limitações de atividades diárias, reforçando a importância de entender essa condição de forma aprofundada.

cid-espondiloartrose-cervical

O que é a Espondiloartrose Cervical?

Definição

A espondiloartrose cervical é uma degeneração progressiva das articulações da coluna cervical. Essa degeneração leva ao desgaste do cartilágio, inflamação e, em alguns casos, à formação de osteófitos (esporões ósseos). Essas alterações podem causar dor, rigidez e limitar a mobilidade do pescoço.

Causas e fatores de risco

Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da espondiloartrose cervical:

  • Envelhecimento
  • Traumas na região cervical
  • Má postura prolongada
  • Condições genéticas
  • Sobrepeso
  • Sedentarismo
  • Atividades que envolvem esforço repetitivo na região do pescoço

CID e classificação

O CID (Código Internacional de Doenças) relacionado à espondiloartrose cervical é M47.2 — Espondiloartrose, cervicais.

Sintomas da Espondiloartrose Cervical

Sintomas comuns

  • Dor no pescoço, que pode irradiar para os ombros, braços ou mãos
  • Rigidez matinal ou após períodos de repouso
  • Redução da flexibilidade do pescoço
  • Sensação de formigamento ou dormência nos braços ou mãos
  • Dificuldade em manter a postura ou realizar movimentos de rotação da cabeça
  • Tontura ou sensação de desequilíbrio em alguns casos raros

Sintomas avançados

  • Limitação severa de movimentos
  • Dor constante e incapacitante
  • Presença de alterações neurológicas devido à compressão nervosa
  • Fraqueza muscular nos membros superiores
SintomaDescriçãoFrequência
Dor no pescoçoGeralmente em fase inicial, pode ser agravada por esforço ou movimentos específicosComum em todas as fases
Rigidez matinalDificuldade de movimentar o pescoço ao acordarFrequente
Dormência ou formigamentoSensações anormais nos braços e mãos, indicando possível compressão nervosaQuando há avanço da doença
Dificuldade de movimentoLimitação na movimentação do pescoço, redução na amplitude de rotação e inclinaçãoPresente em fases avançadas
Dores irradiadasDor que se espalha para os ombros, braços ou mãosPode indicar complicações neurológicas

Diagnóstico da Espondiloartrose Cervical

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico da espondiloartrose cervical é baseado em uma combinação de análise clínica, exames de imagem e avaliação neurológica.

Anamnese e exame físico

O médico realiza perguntas sobre sintomas, duração, fatores agravantes ou aliviante e histórico de traumas. A avaliação física inclui inspeção, palpação e testes de amplitude de movimento.

Exames de imagem

ExameObjetivoInformações obtidas
Ressonância Magnética (RM)Detectar inflamação, diagnóstico de compressões nervosas e alterações de tecidos molesAvaliação detalhada de nervos, discos e medula
Raio-XVisualizar alterações ósseas, osteófitos e degeneração das articulaçõesAvalia a gravidade do desgaste, grau de osteoartrite
Tomografia Computadorizada (TC)Visualização detalhada dos ossos, maior precisão em casos complexosDiagnóstico diferencial e planejamento cirúrgico

Segundo Dr. João Oliveira, especialista em ortopedia, “o diagnóstico precoce é fundamental, pois possibilita intervenções que retardam o progresso da doença e aliviam os sintomas”.

Diagnóstico diferencial

É importante distinguir a espondiloartrose cervical de outras patologias, como hérnia de disco, espondilolistese, tumores ou doenças inflamatórias.

Tratamento da Espondiloartrose Cervical

Tratamento conservador

O objetivo do tratamento conservador é aliviar sintomas, melhorar a funcionalidade e retardar a progressão da doença.

Mudanças de hábitos e fisioterapia

  • Adotar posturas corretas durante atividades diárias e trabalho
  • Evitar esforços excessivos na região cervical
  • Realizar fisioterapia para fortalecer musculatura e melhorar a mobilidade
  • Técnicas de alongamento e reforço muscular específicas

Uso de medicamentos

MedicamentoObjetivoObservações
Analgésicos (paracetamol)Alívio da dorUso controlado e sob orientação médica
Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)Reduzir inflamação e dorPrecauções para estômago e rins
Relaxantes muscularesReduzir espasmos muscularesUso pontual, sob acompanhamento médico

Terapias complementares

  • Acupuntura
  • Quiropraxia
  • Terapias manuais

Tratamento invasivo

Quando os métodos conservadores não oferecem alívio suficiente, pode ser necessário recorrer a intervenções mais agressivas.

Injeções de corticosteroides

Administração de medicamentos anti-inflamatórios diretamente nas articulações afetadas para aliviar a dor e reduzir a inflamação.

Cirurgia

Em casos severos, com compressão nervosa ou instabilidade cervical, a cirurgia pode ser indicada, incluindo:

  • Artroplastia
  • Artrodeses
  • Descompressão espinhal

Para uma avaliação mais detalhada das opções cirúrgicas, consulte este artigo sobre osteofitose.

Como prevenir a espondiloartrose cervical?

  • Manter uma postura adequada durante o dia
  • Evitar esforço excessivo na região cervical
  • Praticar exercícios físicos regularmente
  • Manter peso adequado para reduzir sobrecarga na coluna
  • Fazer pausas frequentes em atividades que envolvem posições fixas por longos períodos

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A espondiloartrose cervical é uma doença hereditária?

Embora fatores genéticos possam influenciar, principalmente, o envelhecimento e o estilo de vida contribuem para o desenvolvimento. Não há uma hereditariedade direta, mas a predisposição pode existir.

2. É possível reverter a espondiloartrose cervical?

Não há cura definitiva, mas o tratamento adequado pode controlar os sintomas e evitar o avanço da doença.

3. Quanto tempo leva para se recuperar de uma cirurgia na cervical?

O período de recuperação varia conforme o procedimento e o paciente, podendo levar de algumas semanas a meses. O acompanhamento médico é essencial para orientar o período de reabilitação.

4. A espondiloartrose cervical pode causar paralysis?

Em casos avançados, a compressão nervosa grave pode levar a problemas neurológicos, incluindo paralisia. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para prevenir complicações sérias.

Conclusão

A CID M47.2 — Espondiloartrose cervical — representa uma condição degenerativa que pode afetar significativamente a qualidade de vida de quem a enfrenta. O reconhecimento dos sintomas, a busca por um diagnóstico precoce e o acompanhamento com profissionais qualificados podem fazer a diferença na gestão da doença. O tratamento, que envolve mudanças de hábitos, fisioterapia, medicamentos e, em alguns casos, cirurgia, visa melhora da funcionalidade e do bem-estar do paciente.

Manter uma postura saudável, praticar atividades físicas e evitar esforços desnecessários são medidas preventivas importantes. Caso sinta sintomas relacionados à espondiloartrose cervical, procure um especialista para avaliação detalhada e orientação adequada.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Diretrizes sobre doenças osteoarticulares
  2. Tuo Saúde. Osteofitose: causas, sintomas e tratamento. Disponível em: https://www.tuasaude.com/osteofitose/
  3. Brasil. Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição.

Este artigo tem fins informativos e não substitui a avaliação e orientação de um profissional de saúde.