CID Espondiloartrite: Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos Eficazes
A espondiloartrite é um grupo de doenças reumáticas que afetam principalmente as articulações da coluna vertebral e áreas de inserção dos tendões e ligamentos, causando inflamação, dor e rigidez. Dada a sua complexidade e impacto na qualidade de vida, entender o CID (Código Internacional de Doenças) relacionado a essa condição é fundamental para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.
Neste artigo, exploraremos detalhadamente o CID da espondiloartrite, seus sintomas, métodos de diagnóstico, tratamentos disponíveis, além de responder às dúvidas mais frequentes relacionadas ao tema.

Introdução
A espondiloartrite representa um grupo diverso de doenças, sendo uma das mais conhecidas a espondilite anquilosante. Essas doenças podem afetar indivíduos de diversas faixas etárias, com maior incidência em homens jovens. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações e preservar a funcionalidade do paciente.
Segundo o Reumatologista Dr. João Silva, “o diagnóstico precoce da espondiloartrite é fundamental para evitar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente”. A classificação correta utilizando os códigos CID é uma etapa importante deste processo.
O que é o CID e sua importância na classificação da espondiloartrite?
O CID — Classificação Internacional de Doenças — é um sistema elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que codifica todas as doenças conhecidas, facilitando a padronização dos diagnósticos, registros de dados epidemiológicos, pesquisas e tratamentos. Cada condição possui um código específico que auxilia profissionais de saúde na comunicação e no planejamento do tratamento.
CID da Espondiloartrite
A espondiloartrite compreende várias doenças, cada uma com seu código CID específico. Conhecer esses códigos é importante para documentos médicos, procedimentos administrativos e estatísticos.
Classificação das Doenças do Grupo Espondiloartrite segundo o CID
| Condição | Código CID | Descrição |
|---|---|---|
| Espondilite Anquilosante | M45 | Doença inflamatória crônica que afeta a coluna vertebral e às vezes as articulações sacro-ilíacas; causa fusão dos ossos. |
| Artrite Psoriática | L40.5 | Artrite associada à psoríase, afetando as articulações e a coluna. |
| Arthrite Reativa | M31.3 | Inflamação das articulações após uma infecção em outra parte do corpo. |
| Espondiloartrite indiferenciada | M46.8 | Quando os sintomas da espondiloartrite não encaixam exatamente em uma das categorias específicas. |
| Enteropatia Induzida por Doença Inflamatória Intestinal | K51.9 | Pode envolver manifestações articulares semelhantes às espondiloartrites. |
Observação: Estes códigos são utilizados para padronizar o diagnóstico e orientar o tratamento de forma eficaz.
Sintomas da Espondiloartrite
A manifestação clínica da espondiloartrite varia dependendo do tipo específico, mas alguns sintomas comuns incluem:
- Dor na região lombar e cervical: principalmente à noite ou na manhã ao despertar.
- Rigidez matinal: que melhora com atividade física.
- Inflamação nas articulações periféricas: cotovelos, joelhos, pés.
- Inflamação dos olhos (uveíte): que pode ocorrer de forma súbita e causar vermelhidão, dor e visão turva.
- Fadiga e mal-estar geral: comum em processos inflamatórios crônicos.
- Alterações na postura: devido à fusão das vértebras na espondilite anquilosante.
Como identificar os sintomas precocemente?
A presença de dor persistente na região lombar por mais de três meses, principalmente em jovens adultos, deve ser avaliada por um reumatologista, que realizará exames clínicos e complementares para confirmação.
Diagnóstico da Espondiloartrite
O diagnóstico da espondiloartrite envolve uma combinação de história clínica, exame físico, exames de imagem e exames laboratoriais.
Exames clínicos
- Avaliação do histórico de dor e rigidez.
- Verificação de sinais de inflamação nas articulações e na coluna.
Exames de imagem
- Raio-X: identifica fusão ou inflamação nas articulações sacro-ilíacas.
- Ressonância Magnética (RM): detecta inflamação precoce nos tecidos moles e nas vértebras.
Exames laboratoriais
- Marcadores inflamatórios: velocidade de hemossedimentação (VHS), Proteína C Reativa (PCR).
- Fatores desencadeantes ou associados: como HLA-B27, uma proteína que aumenta o risco de desenvolver espondiloartrite.
"O diagnóstico precoce, utilizando critérios clínicos, laboratoriais e de imagem, é essencial para iniciar o tratamento adequado e evitar complicações." — Dra. Maria Oliveira, reumatologista.
Tratamentos Eficazes para Espondiloartrite
Embora a cura não seja possível atualmente, o manejo adequado consegue controlar os sintomas e prevenir a progressão da doença. As principais abordagens incluem:
Tratamento medicamentosos
- Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): aliviam dores e reduz a inflamação.
- Biológicos: como os inibidores do TNF-alfa (etanacepte, infliximabe) para casos mais severos.
- Imunossupressores: utilizados em algumas doenças específicas do grupo.
Reabilitação e fisioterapia
- Exercícios de alongamento e fortalecimento para manter a mobilidade.
- Técnicas de postura para evitar deformidades.
Mudanças no estilo de vida
- Manutenção de uma rotina de atividades físicas.
- Controle do peso corporal.
- Interrupção do tabagismo e controle do estresse.
Quando procurar um médico?
Sempre que sentir dores persistentes na coluna, rigidez matinal ou sinais de inflamação ocular, consulte um reumatologista para avaliação detalhada e início do tratamento.
Cuidados complementares e medidas de suporte
Além do tratamento medicamentoso e fisioterápico, algumas medidas podem ajudar no bem-estar do paciente:
- Acompanhamento psicológico.
- Nutrição adequada.
- Educação em saúde e suporte de grupos de pacientes.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A espondiloartrite é hereditária?
Sim, fatores genéticos como o gene HLA-B27 podem aumentar o risco, mas fatores ambientais também participam na manifestação da doença.
2. Quanto tempo leva para um diagnóstico ser confirmado?
De dias a meses, dependendo da apresentação dos sintomas e dos exames complementares realizados na avaliação.
3. Existe cura para a espondiloartrite?
Atualmente, não há cura, mas os tratamentos podem controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
4. Quais fatores podem agravar a doença?
Tabagismo, obesidade, sedentarismo, infecções e estresse emocional podem contribuir para a piora da condição.
5. Como a espondiloartrite afeta a qualidade de vida?
Ela pode limitar a mobilidade, causar dor crônica e afetar atividades diárias, além de impactar emocionalmente o paciente.
Conclusão
A espondiloartrite, classificada dentro do CID com códigos específicos como M45 para espondilite anquilosante, representa um desafio para o diagnóstico e manejo clínico. Reconhecer os sintomas precocemente, compreender os métodos de diagnóstico e seguir um tratamento abrangente podem fazer toda a diferença na qualidade de vida do paciente.
Investir na conscientização, no acompanhamento médico regular e na adesão ao tratamento são passos-chave para controlar essa condição e evitar complicações a longo prazo. Como ressalta o renomado reumatologista Dr. João Silva: “Com o diagnóstico correto e uma abordagem multidisciplinar, é possível conviver bem com a espondiloartrite e manter uma vida ativa e saudável.”
Para mais informações sobre tratamentos e novidades na área de reumatologia, consulte fontes confiáveis como Sociedade Brasileira de Reumatologia e Instituto Nacional de Doenças Inflamatórias.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 2023.
- Sociedade Brasileira de Reumatologia. Guía de Diagnóstico e Tratamento da Espondiloartrite. Disponível em: https://www.reumatologia.org.br
- Skipp, P.J. (2020). Espondiloartrites. In: Rheumatology. 7ª edição. Elsevier.
- Walker, D.J., et al. (2019). Genetic factors in spondyloarthritis. Nature Reviews Rheumatology.
Este artigo foi desenvolvido visando orientar pacientes e profissionais da saúde na compreensão do CID relacionado à espondiloartrite, promovendo uma abordagem integrada e eficiente.
MDBF