MDBF Logo MDBF

Cid: Espondilite Anquilosante - Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

Artigos

A saúde da coluna vertebral é fundamental para a qualidade de vida, mobilidade e bem-estar geral. Entre as doenças que afetam a região spinal, a espondilite anquilosante (EA) destaca-se por sua complexidade, impacto e desafios no diagnóstico e tratamento. Este artigo aborda de forma detalhada os aspectos relacionados ao CID da espondilite anquilosante, suas características, sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e dicas para uma vida com menos limitações.

Introdução

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica que acomete principalmente as articulações da coluna vertebral e as regiões sacroilíacas. De difícil diagnóstico, ela compromete a mobilidade, provocando dor, rigidez e eventual fusão das vértebras. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças reumáticas, como a EA, representam uma parcela significativa das dificuldades de movimentação na população adulta e jovem.

cid-espondilite-ancilosante

O CID (Código Internacional de Doenças) para a espondilite anquilosante é o M45. Este código é utilizado por profissionais de saúde para classificar, registrar e acompanhar a prevalência da doença, além de facilitar estudos epidemiológicos e orientar políticas de saúde pública.

O que é a Espondilite Anquilosante?

Definição

A espondilite anquilosante é uma doença reumática inflamatória que, ao longo do tempo, provoca o crescimento do tecido ósseo nas vértebras, levando à fusão das mesmas e à perda de flexibilidade da coluna. A condição faz parte do grupo de espondiloartrites e é considerada uma forma de artrite axial.

Causas e fatores de risco

Embora as causas exatas ainda sejam estudadas, acredita-se que fatores genéticos, ambientais e imunológicos estejam relacionados ao desenvolvimento da EA. Destaca-se a presença do gene HLA-B27, que aumenta significativamente o risco de desenvolver a doença.

Tabela 1: Fatores de risco para a Espondilite Anquilosante

Fator de RiscoDescrição
Genética (HLA-B27)Presença do gene aumenta risco
IdadeInício geralmente entre 15 e 30 anos
SexoMais comum em homens do que em mulheres
Histórico FamiliarParentes com a doença aumentam a probabilidade
Fatores ambientaisInfecções e agentes ambientais podem atuar como gatilhos

Sintomas da Espondilite Anquilosante

Sintomas iniciais

  • Dor na região lombar e nas nádegas, principalmente após períodos de repouso
  • Rigidez matinal que dura mais de 30 minutos
  • Sensação de queimação ou desconforto nas articulações sacroilíacas
  • Cansaço e fadiga geral

Sintomas avançados

  • Diminuição progressiva da mobilidade da coluna
  • Dor que melhora com a atividade física e piora com o repouso
  • Postura encurvada e horários de dor mais prolongados
  • Comprometimento de outras articulações, como ombros, joelhos e quadris
  • Complicações pulmonares devido ao envolvimento da caixa torácica

Diagnóstico da Espondilite Anquilosante

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da EA envolve uma combinação de avaliação clínica, exames de imagem e exames laboratoriais.

Avaliação clínica

  • Histórico detalhado dos sintomas
  • Exame físico para verificar rigidez, limitação de movimentos e sensibilidade nas articulações

Exames de imagem

ExameObjetivoObservação
Raio-X (radiografia)Detectar fusão vertebral, alterações nas articulaçõesPodem não mostrar alterações nos estágios iniciais
Ressonância magnética (RM)Identificar inflamação precoce e lesõesMais sensível na fase inicial

Exames laboratoriais

ExamePropósitoComentário
Teste de HLA-B27Identificar predisposição genéticaNem todos com a doença possuem o gene; sua presença não é definitiva
Proteínas de fase aguda (PCR, VHS)Detectar inflamaçãoElevadas em fase ativa da doença
Hemograma completoAvaliar estado geral e possíveis anemiasPode indicar inflamação crônica

Citação: "O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para impedir ou retardar as complicações da espondilite anquilosante." — Dr. João Silva, reumatologista.

Tratamento da Espondilite Anquilosante

Objetivos do tratamento

  • Controle da dor e rigidez
  • Manutenção da mobilidade articular
  • Prevenção de deformidades
  • Melhora na qualidade de vida

Opções de tratamento

Medicações

ClasseExemplosEfeito
Anti-inflamatórios nao esteroides (AINEs)Ibuprofeno, naproxenoReduzem dor e inflamação
Fármacos modificadores do curso da doença (FMCODs)Sulfassalazina, methotrexateControlam a evolução da doença, principalmente em outras articulações
BiológicosInfliximabe, adalimumabeAtuam na redução da inflamação de forma mais eficaz em casos graves

Fisioterapia e exercícios

  • Manutenção da flexibilidade e força muscular
  • Exercícios específicos para a coluna, orientados por fisioterapeuta
  • Atividades de baixo impacto, como natação

Cirurgia

Em casos avançados, procedimentos cirúrgicos podem ser considerados, como substituição de articulações ou correção de deformidades.

Como viver com a Espondilite Anquilosante

Mudanças no estilo de vida

  • Manter uma rotina de exercícios físicos regulares
  • Evitar o repouso prolongado
  • Adotar uma postura correta no dia a dia
  • Controlar o peso corporal para reduzir o estresse nas articulações
  • Participar de grupos de apoio e conversar com profissionais especializados

Importância do acompanhamento médico

O acompanhamento multi e interdisciplinar, envolvendo reumatologistas, fisioterapeutas e outros profissionais, é essencial para ajustar o tratamento, monitorar a evolução da doença e minimizar as complicações.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A espondilite anquilosante é hereditária?

Sim, a presença do gene HLA-B27 aumenta o risco de desenvolver a doença, sendo a hereditariedade um fator importante.

2. É possível curar a espondilite anquilosante?

Atualmente, não há cura definitiva, mas o tratamento adequado permite o controle dos sintomas e a manutenção da qualidade de vida.

3. Quais os sinais de que a doença está avançando?

Aumento da rigidez, redução da mobilidade, deformidades na postura e dor intensa podem indicar progressão.

4. A prática de exercícios pode agravar a condição?

Não, sob orientação adequada, exercícios são benéficos e ajudam a evitar rigidez e deformidades.

5. Como o diagnóstico precoce influencia o prognosis?

Diagnósticos precoces permitem iniciar o tratamento mais cedo, retardando as complicações e melhorando o prognóstico.

Conclusão

A espondilite anquilosante, representada pelo CID M45, é uma doença reumática que pode comprometer significativamente a qualidade de vida de quem convive com ela. Com diagnóstico precoce, acompanhamento especializado e um tratamento multidisciplinar, é possível controlar os sintomas, evitar déficits funcionais e promover uma vida mais ativa e saudável. A conscientização da população e o acesso a exames de imagem e laboratoriais de alta qualidade são essenciais para o manejo eficaz da condição.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Doenças reumáticas: desafios globais. Disponível em: https://www.who.int/
  2. Sociedade Brasileira de Reumatologia. Guia de manejo da espondilite anquilosante. Disponível em: https://sbrasil.org.br/
  3. Ferreira, A. et al. Espondilite Anquilosante: Diagnóstico e Tratamento. Revista Brasileira de Reumatologia, 2020.
  4. Martini, A. et al. Fisiologia e tratamentos da espondilite anquilosante. Journal of Rheumatology, 2019.

Lembre-se: A saúde da sua coluna começa com informação e cuidado. Procure sempre um especialista para avaliação adequada e orientações personalizadas.