CID Esclerose Múltipla: Entenda os Sintomas e Tratamentos
A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica que afeta milhares de pessoas em todo o mundo, incluindo o Brasil. Conhecida por sua complexidade e variação de sintomas, ela pode impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Neste artigo, vamos detalhar o Código Internacional de Doenças (CID) relacionado à esclerose múltipla, além de explorar seus sintomas, diagnósticos, tratamentos e dicas de cuidado.
Introdução
A esclerose múltipla é uma doença que atinge o sistema nervoso central, causando uma série de sintomas que podem variar de pessoa para pessoa. A compreensão do CID (Código Internacional de Doenças) associado à EM é fundamental para facilitar diagnósticos precisos e orientar o tratamento adequado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o CID é um sistema de classificação utilizado internacionalmente para codificar doenças e condições de saúde, facilitando o monitoramento epidemiológico e o planejamento em saúde pública.
O que é o CID para Esclerose Múltipla?
O Código Internacional de Doenças (CID) que corresponde à esclerose múltipla é:
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| G35 | Esclerose múltipla |
Este código é amplamente utilizado em prontuários, sistemas de saúde e registros para identificar oficialmente a condição médica de cada paciente.
Importância do Código CID na Saúde
O uso do CID é essencial na prática clínica para garantir diagnóstico padronizado, orientar tratamentos, gerar estatísticas e facilitar a comunicação entre profissionais de diferentes regiões do mundo.
Sintomas da Esclerose Múltipla
A esclerose múltipla é uma doença que apresenta uma ampla gama de sintomas, muitas vezes intermitentes. Sua manifestação depende da área do sistema nervoso central que é afetada.
Sintomas comuns
- Fadiga intensa
- Tremores e falta de coordenação
- Dificuldade de visão ( visão embaçada ou perda de visão em um olho)
- Dormência ou formigamento em braços, pernas ou rosto
- Fraqueza muscular
- Problemas de equilíbrio e marcha
- Dores neuropáticas
- Problemas de memória e concentração
- Disfunções urinárias e intestinais
Sintomas menos comuns
- Espasmos musculares
- Lupos externos, como dor de cabeça frequente
- Alterações emocionais, como depressão ou ansiedade
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico de esclerose múltipla é clínico, baseado na história do paciente, exame neurológico e exames de imagem. Os principais exames incluem:
Exames complementares
- Ressonância magnética (RM)
- Punção lombar
- Potenciais evocados
Segundo o neurologista Dr. João Silva, "o diagnóstico precoce e preciso é fundamental para iniciar o tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida do paciente".
Tratamentos para Esclerose Múltipla
Embora não exista cura definitiva para a EM, diversos tratamentos podem controlá-la e reduzir sua progressão, além de aliviar os sintomas.
Medicações disponíveis
- Medicamentos modificadores da doença (MMDs): interferons, acetato de glatirâmer, natalizumabe, entre outros.
- Medicamentos para sintomas específicos: corticosteroides, antiespasmódicos, antidepressivos.
Terapias complementares
- Fisioterapia e terapia ocupacional para melhorar a mobilidade e autonomia
- Fonoaudiologia para dificuldades de fala e deglutição
- Psicoterapia para acompanhamento emocional
Estilo de vida e cuidados
- Praticar exercícios físicos moderados
- Manter uma alimentação balanceada
- Evitar o consumo de álcool e tabaco
- Manter acompanhamento médico regular
Tabela: Tratamento da Esclerose Múltipla
| Tipo de Tratamento | Objetivo | Exemplos |
|---|---|---|
| Medicamentos modificadores da doença | Reduzir o número de surtos e retardar a progressão da EM | Interferons, glatirâmer, natalizumabe |
| Tratamento de surtos | Controlar crises agudas | Corticosteroides |
| Tratamentos sintomáticos | Alívio dos sintomas específicos | Antidepressivos, antiespasmódicos |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A esclerose múltipla é hereditária?
Embora fatores genéticos possam contribuir, a EM não é uma doença diretamente hereditária, sendo mais comum em indivíduos com histórico familiar de doenças autoimunes.
2. Quanto tempo leva para um diagnóstico de EM ser confirmado?
O diagnóstico pode levar meses, pois depende da comprovação de múltiplas lesões no sistema nervoso central e exclusão de outras condições.
3. Existe cura para a esclerose múltipla?
Atualmente, não há cura definitiva, mas os tratamentos disponíveis podem controlar os sintomas e atrasar a progressão.
4. Pessoas com EM podem levar uma vida normal?
Com o tratamento adequado, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico constante, muitas pessoas com EM levam vidas ativas e produtivas.
Conclusão
A CID G35 para esclerose múltipla é uma ferramenta vital para padronizar diagnósticos e tratamentos em todo o mundo. Entender os sintomas, buscar diagnóstico precoce e seguir um plano de manejo eficiente são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A conscientização e o avanço na pesquisa continuam sendo pilares essenciais para o futuro do tratamento da esclerose múltipla.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID – Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
- Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Esclerose Múltipla: Diagnóstico e Tratamento. Disponível em: https://sbneuro.org.br/
"O diagnóstico precoce e uma abordagem multidisciplinar podem transformar vidas afetadas pela esclerose múltipla." — Dr. João Silva, neurologista.
Este artigo foi elaborado para promover informações acessíveis e confiáveis. Sempre consulte um profissional de saúde para avaliação e tratamento adequados.
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