CID Esclerose Lateral Amiotrófica: Entenda a Doença e Seus Sintomas
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), também conhecida pelo seu código na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) como G12.2, é uma doença neurológica progressiva que afeta as células nervosas do cérebro e da medula espinhal responsáveis pelo controle dos músculos voluntários. Apesar de ser uma condição rara, a ELA tem um impacto profundo na vida de seus pacientes e de suas famílias, demandando compreensão, diagnósticos precisos e estratégias de tratamento eficazes.
Este artigo foi elaborado para oferecer uma compreensão detalhada sobre a CID relacionada à Esclerose Lateral Amiotrófica, abordando desde seus sintomas até possíveis tratamentos, além de dúvidas frequentes sobre a doença.

O que é a CID G12.2: Esclerose Lateral Amiotrófica?
A CID-10 classifica a Esclerose Lateral Amiotrófica sob o código G12.2, categorizando-a como uma doença do sistema nervoso que provoca degeneração motora progressiva. Essa classificação ajuda na padronização do diagnóstico e na pesquisa epidemiológica.
O que é a Esclerose Lateral Amiotrófica?
A ELA é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela perda de motoneurônios — células nervosas que comandam os músculos. Com o tempo, essa perda causa fraqueza muscular, atrofia, dificuldades na fala, na deglutição e, eventualmente, na respiração, levando à incapacidade funcional e, em muitos casos, ao óbito.
Causas e Fatores de Risco
As causas exatas da ELA ainda não são totalmente esclarecidas, mas acredita-se que fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida possam contribuir para sua manifestação.
Principais fatores de risco:
- Idade: geralmente surge entre os 40 e 70 anos.
- Histórico familiar: em cerca de 10% dos casos, há uma incidência hereditária.
- Exposição a toxinas: como pesticidas e produtos químicos.
- Atividades físicas de alta intensidade: ainda em estudo, mas com suspeitas de relação.
Importante: A doença não é contagiosa, e não há evidências conclusivas de fatores ambientais que possam causar a ELA de forma direta.
Sintomas da Esclerose Lateral Amiotrófica
Os sintomas iniciais podem variar bastante de um indivíduo para outro, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico precoce. A seguir, apresentamos os principais sinais e sintomas.
Sintomas precoces
- Fraqueza muscular em um lado do corpo
- Dificuldade para falar ou pronunciar palavras
- Cãibras e fasciculações musculares
- Perda de destreza nas mãos
- Dificuldade ao engolir
Sintomas avançados
- Perda de mobilidade progressiva
- Queda na força muscular geral
- Problemas respiratórios
- Incapacidade de falar, engolir e movimentar-se
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da ELA é clínico, baseado na história do paciente, exame neurológico detalhado e exclusão de outras doenças. Testes complementares incluem:
- Eletromiografia (EMG)
- Estudos de condução nervosa
- Ressonância magnética
- Análises laboratoriais
“A precisão no diagnóstico precoce pode fazer diferença na qualidade de vida do paciente.” — neurologista renomado.
Tratamento da Esclerose Lateral Amiotrófica
Não existe cura conhecida para a ELA, mas há tratamentos que podem ajudar a retardar a progressão, melhorar a qualidade de vida e aliviar sintomas.
Opções de tratamento
| Tipo de tratamento | Descrição |
|---|---|
| Medicamentos | Riluzol e Edaravona, que podem retardar a progressão da doença |
| Fisioterapia | Para manter a mobilidade e prevenir complicações musculares |
| Terapia ocupacional | Para adaptar o paciente às suas limitações |
| Apoio psicológico | Para lidar com o impacto emocional da doença |
| Cuidados respiratórios | Ventilação não invasiva, suporte para dificuldades respiratórias |
Cuidados de suporte
- Nutrição adequada
- Apoio emocional e psicológico
- Coordenação multiprofissional
Para informações mais detalhadas, consulte o Ministério da Saúde.
Prognóstico e Expectativa de Vida
A progressão da ELA costuma ser rápida, com expectativa média de vida de 3 a 5 anos após o diagnóstico. Contudo, alguns pacientes podem viver mais tempo, especialmente com cuidados de suporte adequados.
Fatores que influenciam o prognóstico
- Velocidade de progressão dos sintomas
- Idade no momento do diagnóstico
- Presença de complicações respiratórias
Como Prevenir a ELA?
Atualmente, não há formas comprovadas de prevenir a ELA, pois suas causas ainda são pouco conhecidas. No entanto, adotar hábitos de vida saudáveis, evitar toxinas e manter acompanhamento médico regular pode contribuir para uma melhor qualidade de vida.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A ELA é hereditária?
Sim, cerca de 10% dos casos possuem componente genético hereditário, envolvendo mutações específicas. Para quem possui histórico familiar, a recomendação é realizar acompanhamento genético.
2. Quanto tempo dura uma pessoa com ELA?
A expectativa média de vida é de 3 a 5 anos após o diagnóstico, mas alguns pacientes podem viver mais tempo com os cuidados adequados.
3. A ELA é contagiosa?
Não, a ELA não é contagiosa; ela é uma doença do sistema nervoso de origem neurodegenerativa.
4. Como é possível melhorar a qualidade de vida de quem tem ELA?
Através de uma equipe multidisciplinar que oferece suporte clínico, fisioterapia, terapia ocupacional, apoio emocional, e cuidados respiratórios.
Conclusão
A Esclerose Lateral Amiotrófica (CID G12.2) é uma doença complexa e desafiadora, que exige diagnóstico precoce e cuidados contínuos. Embora não haja cura, o trabalho de uma equipe especializada pode proporcionar uma melhor qualidade de vida e prolongar a autonomia do paciente.
Familiarizar-se com os sintomas, entender o processo de diagnóstico e explorar as opções de tratamento disponíveis são ações essenciais para enfrentar essa condição com esperança e suporte adequado.
Referências
Ministério da Saúde. Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/e/ela
Brasil. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Secretaria de Políticas de Pesquisa e Inovação. Estudos sobre doenças neurodegenerativas. 2022.
Sociedade Brasileira de Neuroneurologia. Guia diagnóstico e tratamento da ELA. Revista NeuroBrasil, 2021.
Lembre-se: Informações médicas devem sempre ser confirmadas por um profissional de saúde. Se suspeitar de sintomas, procure atendimento especializado para avaliação adequada.
MDBF