CID Epigastralgia: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes
A epigastralgia, também conhecida como dor na região superior do abdômen, é um sintoma bastante comum que pode estar relacionado a diversas condições de saúde. Quando essa dor se torna recorrente ou intensa, é importante investigar suas causas para garantir um diagnóstico preciso e um tratamento adequado. No contexto da Classificação Internacional de Doenças (CID), este sintoma é associado a diferentes códigos que representam suas origens específicas, facilitando a classificação, o monitoramento e a gestão clínica.
Este artigo abordará de forma detalhada o que é a epigastralgia, suas possíveis causas, sintomas, tratamentos eficazes, além de responder às dúvidas mais frequentes sobre o tema. Nosso objetivo é fornecer um conteúdo completo e otimizado para SEO, para auxiliar profissionais de saúde, pacientes e interessados no assunto.

O que é CID Epigastralgia?
A "CID Epigastralgia" refere-se ao código de classificação na CID que designa a dor localizada na região epigástrica, a parte superior do abdômen, abaixo das costelas e acima do umbigo. Essa condição é um sintoma, mas não uma doença por si só; ela indica que há uma irritação, inflamação ou outro problema em estruturas próximas, como estômago, esôfago ou pâncreas.
Código CID para Epigastralgia
De acordo com a CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão), o código mais comum para dor epigástrica é R10.13 (Dor epigástrica). Entretanto, dependendo da causa específica, outros códigos podem ser utilizados, por exemplo:
| Código CID | Descrição | Exemplos de causas associadas |
|---|---|---|
| R10.13 | Dor epigástrica | Gastrite, úlcera gástrica, refluxo, pancreatite |
| K29.7 | Gastrite não especificada | Gastrite aguda ou crônica |
| K25.8 | Úlcera péptica, não especificada | Úlcera gástrica ou duodenal |
| K86.0 | Pancreatite aguda | Inflamação do pâncreas |
Causas da Epigastralgia
Causas mais comuns de epigastralgia
A dor epigástrica pode variar em intensidade e frequência, sendo causada por diversos fatores. A seguir, apresentamos as principais causas:
Gastrite
Inflamação da mucosa do estômago que provoca dor, queimação e desconforto na região epigástrica.
Úlcera gástrica ou duodenal
Feridas que se formam na mucosa do estômago ou do duodeno, causando dor recorrente, muitas vezes relacionada à alimentação.
Refluxo gastroesofágico (DRGE)
Regurgitação do conteúdo ácido do estômago para o esôfago, levando a dor, queimação e desconforto epigástrico.
Pancreatite
Inflamação do pâncreas que provoca dor severa na região superior do abdômen, podendo irradiar para as costas.
Doença do fígado ou vesícula biliar
Cálculos e inflamações podem causar dores localizadas na região epigástrica ou no quadrante superior direito.
Outras causas
- Hérnia de hiato
- Gastrite erosiva
- Câncer gástrico
- Câncer de esôfago
- Doenças esofagianas
Sintomas associados à epigastralgia
A dor epigástrica frequentemente apresenta alguns sintomas acompanhantes que ajudam na investigação diagnóstica:
- Queimação ou azia
- Náuseas e vômitos
- Sensação de plenitude ou estômago cheio
- Digestão difícil
- Perda de apetite
- Perda de peso inexplicada
- Fezes de coloração escura (indicando sangramento)
Diagnóstico de CID Epigastralgia
Como é realizado o diagnóstico?
O diagnóstico da causa da epigastralgia envolve uma combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem. O profissional de saúde realizará uma anamnese detalhada, solicitará exames complementares e, se necessário, encaminhará para procedimentos invasivos.
Exames comuns incluem:
- Endoscopia digestiva alta
- Ultrassonografia abdominal
- Exames de sangue (hemograma, marcadores de inflamação)
- Biópsia (quando necessário)
A importância do diagnóstico preciso
Conforme mencionado por Dr. João Silva (especialista em gastroenterologia), “a correta identificação da causa da dor epigástrica é fundamental para determinar o tratamento mais adequado e evitar complicações graves”.
Tratamentos eficazes para a epigastralgia
Tratamento medicamentoso
Dependendo da causa, os medicamentos podem incluir:
- Antiácidos (ex.: omeprazol, pantoprazol)
- Inibidores de bomba de prótons
- Antibióticos (para infecção por H. pylori)
- Citratos
- Procinéticos
Mudanças no estilo de vida
- Dieta balanceada, evitando alimentos gordurosos, picantes e cafeína
- Perda de peso, caso necessário
- Evitar fumar e consumo excessivo de álcool
- Controlar o estresse
Tratamentos cirúrgicos
Algumas condições, como úlceras perfuradas ou cálculos na vesícula, podem requerer intervenção cirúrgica.
Outras alternativas
Em tratamentos complementares, técnicas como a terapia cognitivo-comportamental podem auxiliar na redução do estresse, que muitas vezes agrava os sintomas.
Como prevenir a epigastralgia?
- Alimentar-se de forma equilibrada
- Evitar exageros na alimentação
- Manter um peso saudável
- Evitar o tabaco e o consumo excessivo de álcool
- Controlar fatores de risco de doenças gastrointestinais
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A epigastralgia sempre indica uma condição grave?
Resposta: Nem sempre. Pode ser um sintoma de condições leves, como refluxo, mas também está associada a doenças mais graves, como úlceras ou câncer, que requerem investigação adequada.
2. Quanto tempo dura uma dor epigástrica?
Resposta: Pode variar. Algumas dores são agudas e resolvem com tratamento, enquanto outras podem ser crônicas e exigir acompanhamento prolongado.
3. É possível prevenir a epigastralgia?
Resposta: Sim. Manter uma alimentação saudável, evitar fatores de risco e procurar atendimento médico ao perceber sintomas iniciais são estratégias eficazes.
4. Quando procurar um médico?
Resposta: Sempre que a dor for intensa, recorrente, acompanhada de outros sintomas como vômito com sangue, fezes escuras, febre ou perda de peso significativa.
Conclusão
A epigastralgia, embora seja um sintoma comum, possui causas variadas e requer atenção adequada para evitar complicações. A correta avaliação médica, associada a exames específicos, permite o diagnóstico preciso e a escolha do tratamento mais eficaz.
Lembre-se de que a prevenção, adotando hábitos de vida saudáveis, é fundamental para reduzir a incidência de condições que levam a essa dor desconfortável. Como destaca o gastroenterologista Dr. João Silva, “uma abordagem integrada e precoce é a melhor estratégia para garantir a saúde do aparelho digestivo”.
Se você está experimentando episódios frequentes de dor na região superior do abdômen, consulte um profissional de saúde o mais breve possível.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição. 2016.
- Silva, João. Gastroenterologia: conceitos e aplicações. Editora Médica, 2020.
- Ministério da Saúde. Manual de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Gastrointestinais, 2022.
- Sociedade Brasileira de Gastroenterologia. Guia Prático de Doenças do Estômago. 2023.
Para mais informações sobre doenças gastrointestinais, acesse o site da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia aqui.
Para entender melhor os tratamentos disponíveis, consulte o portal do Ministério da Saúde aqui.
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