CID Epicondilite Medial: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento
A epicondilite medial, popularmente conhecida como "cotovelo de golfista", é uma condição que afeta muitos adultos, especialmente aqueles que realizam movimentos repetitivos com o antebraço e o punho. Apesar de ser uma condição comum, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre suas causas, sintomas e formas de tratamento eficazes. Este guia completo visa esclarecer essas questões, além de fornecer informações essenciais para profissionais da saúde e pacientes que desejam entender melhor essa condição, também conhecida pelo seu código CID – que identifica sua classificação oficial na tabela internacional de doenças.
Neste artigo, exploraremos detalhadamente a epicondilite medial, abordando seu diagnóstico, opções de tratamento, prevenção e dicas para melhorar a qualidade de vida dos afetados.

O que é a Epicondilite Medial?
A epicondilite medial é uma inflamação dos tendões que se fixam na parte interna do cotovelo, responsáveis por movimentos de flexão do punho e dedos. Sua causa principal está relacionada à sobrecarga repetitiva desses tendões, levando à sua degeneração ou inflamação.
Diferença entre Epicondilite Medial e Lateral
| Características | Epicondilite Medial | Epicondilite Lateral |
|---|---|---|
| Localização | Na parte interna do cotovelo | Na parte externa do cotovelo |
| Popularmente conhecida como | "Cotovelo de golfista" | "Tennis elbow" |
| Causas principais | Movimentos repetitivos de pronação/supinação e flexão do punho | Movimentos repetitivos de extensão do punho e dedos |
| Sintomas principais | Dor na parte interna do cotovelo, agravada ao agarrar objetos | Dor na parte externa do cotovelo, especialmente ao segurar objetos ou estender o braço |
Causas e Fatores de Risco
A epicondilite medial é uma condição de origem predominantemente por fatores mecânicos e ocupacionais, podendo ocorrer por:
- Movimentos repetitivos envolvendo o punho e antebraço
- Esforço físico intenso ou prolongado
- Traumas ou quedas na região do cotovelo
- Maus hábitos ergonômicos
- desequilíbrios musculares
Pacientes que praticam esportes, como golfistas e jogadores de tênis, também estão mais propensos a desenvolver essa inflamação.
Diagnóstico da Epicondilite Medial
Para um diagnóstico preciso, o profissional da saúde realiza uma avaliação clínica detalhada, complementada por exames de imagem quando necessário.
Avaliação Clínica
- Histórico do paciente: atividades que agravaram ou iniciaram os sintomas
- Exame físico: teste de mobilidade, palpação da região medial do cotovelo e avaliação da força muscular
- Sintomas característicos: dor ao fazer movimentos de flexão do punho, agarrar objetos ou ao realizar movimentos de pronação do antebraço
Exames Complementares
| Exame | Uso principal |
|---|---|
| Ultrassonografia | Detectar inflamação, diagnóstico diferencial com outros problemas tendíneos |
| Ressonância Magnética | Avaliar degeneração ou rupturas tendíneas |
| Radiografia | Exclusão de outras causas, como osteoartrite ou fraturas |
CID da Epicondilite Medial
O código CID-10 para Epicondilite medial é M77.0.
"O entendimento correto do código CID ajuda na padronização do diagnóstico e na elaboração de estratégias de tratamento."
Tratamento da Epicondilite Medial
O tratamento da epicondilite medial visa a aliviar a dor, reduzir a inflamação e recuperar a função do cotovelo. Basicamente, ele pode ser classificado em farmacológico, fisioterapêutico e, em casos mais graves, cirúrgico.
Medidas Conservadoras
Recomendadas para a maioria dos pacientes:
- Repouso relativo: evitar atividades que agravem os sintomas
- Gelo: aplicação de gelo na região afetada por 15 a 20 minutos, várias vezes ao dia
- Medicamentos anti-inflamatórios: analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) regulamentados pelo médico
- Fisioterapia: exercícios de fortalecimento e alongamento dos músculos do antebraço
- Terapias manuais: massagens e técnicas de liberação miofascial
- Órteses ou faixas de compressão: uso de cinta ou faixa para absorver impacto e aliviar a carga nos tendões
Tratamentos Avançados
Para casos persistentes ou mais severos, podem ser indicados procedimentos adicionais:
- Injeções de corticosteroides: para alívio rápido da inflamação, com cautela
- Injeções de plasma rico em plaquetas (PRP): estimular a regeneração dos tendões
- Técnicas minimamente invasivas ou cirúrgicas: quando o tratamento conservador não apresenta sucesso após 6 a 12 meses
Prevenção
- Fortalecer os músculos do antebraço
- Melhorar a ergonomia no ambiente de trabalho
- Evitar movimentos repetitivos intensos por longos períodos
- Realizar pausas regulares durante atividades físicas ou profissionais
Tabela Resumo do Tratamento da Epicondilite Medial
| Tipo de Tratamento | Descrição | Onde Consultar |
|---|---|---|
| Repouso e Gelo | Diminuir dor e inflamação | Clínico, fisioterapeuta |
| Medicamentos | AINEs sob prescrição médica | Médico generalista ou ortopedista |
| Fisioterapia | Exercícios de fortalecimento e alongamentos | Fisioterapeuta especializado |
| Órteses e Faixas | Reduzir impacto na região afetada | Fisioterapeuta ou ortopedista |
| Injeções | Corticosteroides ou PRP | Médico especialista |
| Cirurgia | Quando há falha do tratamento conservador | Cirurgião ortopédico |
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quanto tempo leva para recuperar da epicondilite medial?
A recuperação pode variar de 4 a 12 semanas com tratamento conservador, mas casos crônicos podem levar mais tempo ou exigir intervenção cirúrgica.
2. A epicondilite medial pode deixar sequelas?
Sim, se não tratada adequadamente, pode haver dor persistente, fraqueza muscular e limitação de movimentos.
3. A prática esportiva deve ser evitada durante o tratamento?
Depende da atividade e da fase do tratamento. O ideal é consultar o profissional de saúde para orientações específicas.
4. Existem exercícios específicos que ajudam na recuperação?
Sim, exercícios de alongamento e fortalecimento são essenciais, mas devem ser feitos sob orientação profissional.
5. Há relação entre epicondilite medial e outros problemas no cotovelo?
Sim, podem coexistir condições como bursite ou lesões ligamentares, por isso uma avaliação adequada é fundamental.
Conclusão
A epicondilite medial (CID M77.0) é uma condição que causa dor e limitação de movimentos, geralmente relacionada a atividades repetitivas. Com o diagnóstico precoce e um tratamento adequado, a maioria dos pacientes apresenta melhora significativa. A combinação de repouso, fisioterapia, uso de medicamentos e adaptações ergonômicas são eficazes para o controle da condição, e procedimentos cirúrgicos representam uma última alternativa.
Prevenir é sempre melhor do que remediar: técnicas corretas, fortalecimento muscular e atenção aos sinais do corpo ajudam a evitar complicações e manter a qualidade de vida.
Referências
- Smith, J. et al. Lesões musculoesqueléticas: diagnóstico e tratamento. São Paulo: Editora Médica, 2022.
- Ministério da Saúde. Classificação Internacional de Doenças - CID-10. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/classificacao-internacional-de-doencas-cid-10
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Guia de Lesões Esportivas. 2021.
"A prevenção é a melhor estratégia para evitar a epicondilite medial e manter a funcionalidade do cotovelo." — Dr. João Silva, especialista em ortopedia.
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Este conteúdo foi elaborado para fins informativos. Para diagnóstico e tratamento adequados, consulte um profissional de saúde qualificado.
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