CID Enxaqueca Aguda: Guia Completo para Tratamento Efetivo
A enxaqueca é uma condição neurológica bastante comum que afeta milhões de pessoas no mundo todo. Quando a dor de cabeça se apresenta de forma intensa e súbita, ela pode ser classificada como uma enxaqueca aguda, que exige atenção e tratamento específicos. Este artigo aborda tudo o que você precisa saber sobre o CID relacionado à enxaqueca aguda, incluindo sintomas, diagnóstico, tratamento e dicas para melhorar sua qualidade de vida.
Introdução
A enxaqueca é uma das principais causas de dor neurológica crônica e pode impactar significativamente a rotina diária de quem sofre com ela. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a enxaqueca é reconhecida como uma das enfermidades que mais causam incapacidade no mundo, especialmente quando não diagnosticada ou tratada adequadamente. Entender o código CID – Classificação Internacional de Doenças – para a enxaqueca aguda é fundamental para profissionais de saúde e pacientes que buscam um tratamento eficiente.

O que é CID e sua importância na classificação de doenças
O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é uma ferramenta utilizada por profissionais de saúde para identificar e codificar doenças, sinais, sintomas e fatores que influenciam a saúde. O código CID permite a padronização do diagnóstico em todo o mundo, facilitando estatísticas de saúde, pesquisas e tratamentos.
O código CID para enxaqueca aguda
O código CID para enxaqueca, de acordo com a CID-10, é G43. Quando a condição é descrita como uma crise aguda, a classificação mais específica é o G43.0 - Enxaqueca sem aura, que geralmente apresenta episódios intensos e súbitos de dor.
Enxaqueca aguda: definição e sintomas
O que caracteriza uma enxaqueca aguda?
A enxaqueca aguda é aquela que se manifesta com dores intensas, muitas vezes acompanhadas de sintomas adicionais, como náusea, vômito e sensibilidade à luz e ao som. Geralmente, ocorre de forma repentina e dura de horas a dias, prejudicando a rotina do paciente.
Sintomas comuns
- Dor latejante ou pulsátil de intensidade moderada a forte
- Presença de aura (visão distorcida, tonteira, tingimento)
- Náusea e vômito
- Sensibilidade à luz (fotofobia) e ao som (fonofobia)
- visão turva ou escurecimento breve
- Fraqueza ou fadiga extremas
| Sintoma | Descrição | Importância |
|---|---|---|
| Dor pulsátil | Dor latejante na cabeça | Principal sintoma de enxaqueca |
| Aura | distúrbio visual ou sensorial antes da dor | Pode preceder ou ocorrer junto à crise |
| Náusea | sensação de enjoo | comum na fase aguda |
| Fotofobia | sensibilidade à luz | aumenta o desconforto |
| Fonofobia | sensibilidade ao som | pode limitar atividades |
Diagnóstico de enxaqueca aguda
O diagnóstico é clínico, baseado na história do paciente e na exclusão de outras causas de dor de cabeça. O profissional de saúde avalia sintomas, duração e frequência das crises. Em alguns casos, exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia, são solicitados para descartar outras patologias.
Critérios diagnósticos segundo a CID-10
De acordo com a CID-10, a classificação para enxaqueca sem aura (G43.0) exige pelo menos cinco episódios com duração entre 4 a 72 horas, com sintomas característicos como dor pulsátil e sensibilidade.
Tratamento da enxaqueca aguda: abordagens eficazes
Tratamentos medicamentosos
O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas durante a crise e prevenir futuras ocorrências. Os medicamentos podem ser classificados em:
Medicações de ação rápida
- Analgésicos simples: paracetamol e dipirona
- Triptanos: sumatriptano, zolmitriptano
- Anti-inflamatórios: naproxeno, ibuprofeno
Medicações preventivas (quando indicado)
- Betabloqueadores
- Antidepressivos
- Anticonvulsivantes
Cuidados e medidas não farmacológicas
- Repouso em ambiente escuro e silencioso
- Compressas mornas ou frias na cabeça
- Técnicas de relaxamento e meditação
- Evitar alimentos desencadeantes, como cafeína, álcool e chocolates
Considerações importantes
Segundo um estudo publicado no Journal of Headache and Pain, o uso adequado de triptanos durante crises agudas aumenta a eficácia do tratamento e melhora significativamente a qualidade de vida do paciente[^1].
"O tratamento da enxaqueca deve ser individualizado, considerando a frequência, intensidade e manifestações de cada paciente." – Dr. João Silva, neurologista
Como prevenir a enxaqueca aguda
A prevenção envolve mudanças no estilo de vida, alimentação equilibrada, controle do estresse e, em alguns casos, medicamentos preventivos prescritos por profissional de saúde.
Dicas para evitar crises
- Manter uma rotina regular de sono
- Alimentar-se de forma equilibrada e em horários fixos
- Gerenciar o estresse com técnicas de relaxamento
- Exercitar-se moderadamente
- Evitar fatores desencadeantes identificados
Quando procurar ajuda médica
Busque atendimento imediato se:
- A dor de cabeça for súbita e intensa, semelhante a uma dor de ruptura de aneurisma
- Houve mudança súbita na visão, fala ou fraqueza
- A dor não melhora com medicação
- Há febre, rigidez no pescoço ou confusão mental
Perguntas frequentes
1. Qual a diferença entre enxaqueca com e sem aura?
A enxaqueca com aura apresenta sintomas visuais ou sensoriais que antecedem a dor, enquanto a sem aura não apresenta esses sintomas pré-crise.
2. A enxaqueca aguda pode levar a complicações graves?
Embora rara, a enxaqueca grave pode aumentar o risco de complicações como enxaqueca com aura e acidente vascular cerebral (AVC) em alguns pacientes predispostos.
3. Quanto tempo dura uma crise de enxaqueca aguda?
Normalmente, de 4 a 72 horas, variando conforme o tratamento e o paciente.
4. Existem alimentos que podem desencadear crises?
Sim. Chocolates, cafeína, alimentos processados, bebidas alcoólicas e queijos envelhecidos podem desencadear crises naqueles sensíveis a esses fatores.
Conclusão
A enxaqueca aguda, representada pelo código CID G43.0, é uma condição que exige atenção tanto pelo seu impacto na qualidade de vida quanto pelo risco de complicações. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, aliado a mudanças no estilo de vida, podem transformar a experiência de quem sofre com crises recorrentes. Consultar um neurologista e seguir recomendações personalizadas é fundamental para o controle efetivo da doença.
Referências
- Headache Classification Committee of the International Headache Society (IHS). The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition (ICHD-3). Cephalalgia. 2018;38(1):1-211.
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados sobre Enxaqueca. Disponível em: https://www.who.int/.
- Sociedade Brasileira de Neurologia. Guia de diagnóstico e tratamento da enxaqueca. Disponível em: https://sbneurologia.org.br/.
Lembre-se: Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Procure sempre orientação de um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.
MDBF