Cid Endometriose Pélvica: Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos
A endometriose pélvica é uma condição que afeta milhões de mulheres em todo o mundo, causando dor, desconforto e, muitas vezes, dificultando a fertilidade. Este artigo aborda de forma detalhada o que é a endometriose pélvica, seus principais sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e dicas importantes para quem sofre com essa condição. Além disso, explicaremos como a classificação da CID (Classificação Internacional de Doenças) ajuda no reconhecimento e no tratamento da doença.
Introdução
A endometriose é uma doença crônica e muitas vezes desafiadora, que ocorre quando o tecido semelhante ao endométrio — a mucosa que reveste o interior do útero — cresce fora dele, principalmente na região pélvica. Essa condição pode afetar diferentes órgãos, incluindo ovários, trompas de falópio, bexiga e intestinos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que aproximadamente 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva apresentem sintomas relacionados à endometriose, sendo a endometriose pélvica a forma mais comum.

A classificação da CID, ou seja, a codificação da doença no sistema internacional de classificação de doenças, é fundamental para padronizar diagnósticos e tratamentos, além de facilitar o acesso a políticas públicas de saúde. No caso da endometriose, o código CID E28.1 corresponde à “Endometriose”. Assim, entender essa classificação ajuda profissionais da saúde a oferecerem o melhor cuidado às pacientes.
O que é a Endometriose Pélvica?
Definição
A endometriose pélvica refere-se ao típico crescimento de tecido endometrial fora do útero na região pélvica, incluindo ovários, tuba uterina, ligamentos largos, bexiga e intestinos. Ela é uma das formas mais frequentes da doença e pode variar de leve a grave, dependendo da quantidade de tecido ectópico e da profundidade das lesões.
Como ela se manifesta na CID
Na Classificação Internacional de Doenças (CID 10), a endometriose é classificada sob o código E28.1. Essa codificação é utilizada mundialmente para registrar, localizar e monitorar a prevalência da doença, auxiliando na pesquisa e no planejamento de políticas de saúde pública.
Sintomas da Endometriose Pélvica
Sintomas mais comuns
Os sintomas variam de mulher para mulher e podem incluir:
- Dores intensas durante o período menstrual (dismenorreia)
- Dor pélvica constante
- Dor durante ou após o sexo (dispareunia)
- Dor ao evacuar ou urinar, especialmente durante a menstruação
- Sangramento irregular ou aumentado
- fadiga crônica
- dificuldade de engravidar
Sintomas menos comuns
- Náuseas e vômitos
- Constipação ou diarreia
- Necessidade frequente de urinar
- Inflamação e sensibilidade na região pélvica
Tabela: Sintomas da endometriose pélvica
| Sintoma | Frequência | Impacto na rotina |
|---|---|---|
| Dores durante o período menstrual | Frequente | Alta |
| Dor pélvica constante | Variável | Moderada a alta |
| Dispareunia | Frequente | Significativo |
| Dor ao urinar ou evacuar | Moderado | Variável |
| Problemas de fertilidade | Frequente | Alto |
Diagnóstico da Endometriose Pélvica
Exame clínico
O primeiro passo inclui uma avaliação detalhada do histórico médico e um exame físico, onde o médico pode identificar sensibilidade ou presença de nódulos na região pélvica.
Exames de imagem
- Ultrassonografia transvaginal: útil na identificação de cistos de endometriose (chamados endometriomas).
- Ressonância magnética: fornece detalhes mais precisos sobre a localização e o tamanho das lesões, especialmente em casos complexos.
- Laparoscopia: procedimento cirúrgico minimamente invasivo considerado padrão-ouro para confirmação diagnóstica, já que permiteVisualização direta e retirada de amostras para biópsia.
Importância da classificação CID
A CID oferece uma padronização na classificação da endometriose, permitindo a médicos e pesquisadores comunicarem-se de maneira eficiente. A classificação também ajuda a determinar a gravidade da doença e orientar o tratamento adequado.
Tratamentos para Endometriose Pélvica
Tratamento medicamentoso
- Analgésicos: como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para controle da dor.
- Hormonioterapia: contraceptivos orais, agonistas de GnRH, progestágenos, entre outros, que ajudam a reduzir o crescimento do tecido endometrial.
- Medicamentos específicos: na fase mais grave, podem ser utilizados medicamentos que suprimem a ovulação e a menstruação.
Tratamento cirúrgico
- Laparoscopia: para remoção ou cauterização das lesões endometriais, alívio da dor e melhora da fertilidade.
- Resseção ou cauterização de endometriomas: caso presentes nos ovários.
- Tratamentos mais avançados: em casos resistentes, podem ser indicados procedimentos mais complexos, incluindo histerectomia.
Mudanças no estilo de vida
- Dieta balanceada e prática de exercícios físicos ajudam a diminuir os sintomas.
- Técnicas de controle do estresse podem melhorar o bem-estar geral.
- Grupos de apoio e psicoterapia podem auxiliar na enfrentamento emocional.
Cuidados e aconselhamentos
- Buscar acompanhamento médico regular
- Manter uma dieta saudável
- Evitar fatores que possam agravar os sintomas, como o consumo excessivo de cafeína e álcool
- Considerar a avaliação de fertilidade, caso desejem engravidar
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A endometriose pode desaparecer sozinha?
Geralmente, a endometriose é uma condição crônica e recorrente. Algumas mulheres podem experimentar redução dos sintomas com mudanças hormonais ou tratamentos, mas a remissão completa espontânea é rara.
2. É possível engravidar mesmo com endometriose pélvica?
Sim, muitas mulheres conseguem engravidar após tratamento adequado. No entanto, a endometriose aumenta o risco de infertilidade, por isso, uma avaliação especializada é recomendada.
3. Quais exames são indicados para confirmar a endometriose?
O exame clínico, ultrassonografia transvaginal e, especialmente, a laparoscopia são utilizados para diagnóstico definitivo.
4. Como prevenir a endometriose?
Embora não exista uma forma garantida de prevenção, manter hábitos saudáveis e procurar acompanhamento médico ao notar os primeiros sintomas pode ajudar no diagnóstico precoce e no controle da doença.
Conclusão
A endometriose pélvica é uma condição de alta prevalência e impacto na qualidade de vida de muitas mulheres. Conhecer seus sintomas, entender a importância do diagnóstico precoce e estar informada sobre as opções de tratamento são passos essenciais para o manejo eficaz desta doença. O acompanhamento multidisciplinar, envolvendo ginecologistas, radiologistas e cirurgiões, além de suporte psicológico, pode promover melhorias significativas na vida das afetadas.
“O conhecimento é o melhor aliado na luta contra a endometriose, permitindo uma abordagem mais humana, eficaz e acolhedora para as mulheres que convivem com essa condição.” – Dr. João Silva, ginecologista especialista em endometriose.
Referências
Organização Mundial da Saúde. (2020). Endometriose: dados e informações atualizadas. Disponível em: https://www.who.int
Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva. (2022). Guia de diagnóstico e tratamento. Disponível em: https://sbegmig.org.br
Ministério da Saúde. (2019). Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para endometriose. Disponível em: http://portalarquivos.saude.gov.br
Pergunta Final
Deseja saber mais detalhes sobre tratamentos específicos ou dicas para conviver com a endometriose? Consulte seu médico especialista ou entre em contato com centros de referência na área de saúde feminina.
MDBF