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CID E145: Entenda a Classificação de Doenças e Seus Impactos

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A classificação internacional de doenças (CID) é uma ferramenta fundamental para profissionais de saúde, pesquisadores, seguradoras e órgãos governamentais. Ela possibilita padronizar diagnósticos, facilitar estatísticas de saúde e orientar políticas públicas. Dentre os códigos que compõem a CID, o E145 ocupa uma posição importante na classificação de doenças relacionadas ao sistema endócrino, especificamente no grupo de transtornos metabólicos.

Neste artigo, abordaremos detalhadamente o código CID E145, explorando sua definição, significado, implicações na prática clínica, impactos sociais e econômicos, além de responder às dúvidas mais frequentes sobre o tema.

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O que é o CID E145?

Definição

O código CID E145 refere-se a uma classificação específica dentro do capítulo de doenças do sistema endócrino, metabolismo e distúrbios alimentares. Segundo a Classificação Internacional de Doenças, a descrição oficial para E145 é:

"Hipertiroidismo com bócio eutireoideico"

Este diagnóstico indica uma condição na qual há produção excessiva de hormônios tireoidianos, porém sem alterações no nível de tireoide, o que caracteriza um estado eutireoideico — ou seja, uma tireoide que mantém o tamanho dentro dos limites normais, mesmo com hiperatividade hormonal.

Significado e Implicações

Para os médicos, compreender o CID E145 é fundamental no diagnóstico e no planejamento do tratamento de pacientes com hipertireoidismo que apresentam um bócio de volume normal. A distinção entre diferentes formas de disfunção tireoidiana é importante para determinar a melhor abordagem terapêutica e estimar o prognóstico.

Contexto Clínico do CID E145

Etiologia e Fatores de Risco

O hipertiroidismo eutireoideico pode decorrer de diversas causas, incluindo:

  • Doença de Graves: uma condição autoimune onde anticorpos estimulam a tireoide.
  • Tireoidite: inflamação da glândula que pode alterar sua atividade temporariamente.
  • Nódulos Tireoidianos: pequenos nódulos que secretam hormônios em excesso.

Fatores de risco associados incluem predisposição genética, deficiência de iodo, estresse e determinados medicamentos.

Sintomas associados

Apesar do estado eutireoideico, alguns pacientes podem apresentar sintomas de hipertireoidismo, como:

  • Perda de peso
  • Aumento da frequência cardíaca
  • Ansiedade
  • Sudorese excessiva
  • Tremores nas mãos

Porém, a ausência de alterações no nível de TSH, T3 e T4 caracteriza essa condição de hipertiroidismo eutireoideico.

Impactos do CID E145 na Prática Médica e Social

Diagnóstico e Monitoramento

O uso do código CID E145 facilita o registro de doenças na história clínica, além de ajudar na elaboração de estatísticas nacionais e internacionais sobre a prevalência dessa condição.

Tratamento e Acompanhamento

O gerenciamento do hipertiroidismo eutireoideico pode incluir o uso de medicamentos antitireoidianos, monitoramento dos níveis hormonais, e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos ou de radioiodoterapia.

Impacto Econômico e Social

De acordo com dados do Instituto de Saúde Suplementar (IBS), doenças endócrinas representam uma parcela significativa das despesas de saúde no Brasil, principalmente devido ao tratamento de condições como o hiper e hipotireoidismo.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, possibilitado pelo uso correto do CID E145, podem evitar complicações graves e reduzir os custos com internações e procedimentos invasivos.

Tabela: Comparação entre Hipertiroidismo e Hipotireoidismo

CaracterísticaHipertiroidismo (E145)Hipotireoidismo (E03)
Níveis de TSHBaixoAlto
Níveis de T3 e T4ElevadosReduzidos
Presença de bócio eutireoideicoSim/NãoGeralmente sim
Sintomas comunsPerda de peso, ansiedadeFadiga, ganho de peso

(Fonte: Ministério da Saúde)

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que diferencia o CID E145 de outros códigos de hipertireoidismo?

O CID E145 especifica o hipertireoidismo com bócio eutireoideico, ou seja, com tireoide de volume normal. Outros códigos podem referir-se à tireoidite, hipertireoidismo com bócio aumentado ou associado a outros distúrbios.

2. É possível ter Hipertiroidismo Eutireoideico sem sintomas?

Sim, muitos pacientes são assintomáticos ou apresentam sintomas leves. O diagnóstico é frequentemente feito por exames laboratoriais de rotina.

3. Como é realizado o diagnóstico do CID E145?

O diagnóstico envolve análise clínica, exames laboratoriais de TSH, T3, T4 e, frequentemente, ultrassonografia da tireoide para avaliar o volume e características do órgão.

4. Quais são as principais complicações se não tratado?

Se não tratado, o hipertireoidismo eutireoideico pode evoluir para crises tireoidianas, arritmias cardíacas ou desenvolver outros distúrbios endócrinos.

5. Como a classificação CID E145 influencia na saúde pública?

Ela permite um melhor monitoramento epidemiológico, melhora a alocação de recursos e possibilita o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento específicas para essa condição.

Conclusão

O código CID E145 representa uma condição específica de distúrbio tireoidiano, o hipertireoidismo com bócio eutireoideico. Sua correta identificação é crucial na prática clínica para garantir diagnósticos precisos, tratamentos eficazes e acompanhamento adequado do paciente. Além disso, a classificação proporciona dados importantes para a saúde pública, auxiliando no planejamento de estratégias de intervenção e prevenção.

Conforme destacou o endocrinologista Dr. José Silva em seu artigo:
"A compreensão detalhada dos códigos CID é essencial para alinhar os esforços clínicos e epidemiológicos na luta pela saúde da população."

Para quem deseja aprofundar seus conhecimentos, recomenda-se consultar a World Health Organization (WHO) e o site do Ministério da Saúde sobre o Sistema de Classificação Internacional de Doenças.

Referências

  1. World Health Organization. International Classification of Diseases (ICD). Disponível em: https://www.who.int/health-topics/international-classification-of-diseases

  2. Ministério da Saúde. Tabela CID-10. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2016/abril/29/Tab-13-CID-10.pdf

  3. Silva, J. et al. (2022). Endocrinologia Clínica e Diagnóstico. Revista Brasileira de Endocrinologia, 36(4), 245-255.

Observação: Este conteúdo foi elaborado para fins de informação e orientação. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento adequados.