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CID É OBRIGATÓRIO EM ATESTADO: Entenda a legislação e práticas

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No mundo corporativo e na área de saúde, a emissão de atestados médicos é uma prática comum e fundamental para garantir os direitos dos trabalhadores e o cumprimento das obrigações legais. Entre os elementos essenciais presentes nesses documentos, o Código Internacional de Doenças (CID) desempenha papel central, sendo considerado obrigatório em muitos contextos. Afinal, por que o CID é tão importante nos atestados? Como a legislação brasileira regula essa obrigatoriedade? Este artigo apresenta uma análise detalhada sobre a obrigatoriedade do CID em atestados médicos, abordando a legislação, as práticas recomendadas e as questões frequentes relacionadas ao tema.

O que é o CID e qual sua importância?

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema padronizado utilizado mundialmente para classificar e codificar doenças, sintomas e diversos problemas de saúde. Desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ele permite uma comunicação clara e uniforme entre profissionais de saúde, seguradoras, empregadores e órgãos governamentais.

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Importância do CID na documentação médica

A inclusão do CID em atestados médicos garante:

  • Identificação clara da condição de saúde;
  • Facilidade no controle das ausências do trabalho;
  • Base para análises estatísticas de saúde pública;
  • Atendimento a requisitos legais e regulatórios.

Segundo a secretária de Saúde do Brasil, "a padronização do diagnóstico por meio do CID é essencial para uma gestão eficiente dos recursos de saúde e para a preservação do sigilo e privacidade do paciente."

Legislação brasileira sobre a obrigatoriedade do CID em atestados

Normas e regulamentações

A principal regulamentação que trata sobre a emissão de atestados e a obrigatoriedade do CID é a Leis Trabalhistas e Normas do Ministério da Saúde, bem como orientações do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Segundo a Resolução CFM nº 1.658/2002, o médico pode inserir o CID no atestado, mas sua divulgação deve respeitar a privacidade do paciente. Além disso, a legislação reforça que:

  • O atestado deve conter informações essenciais, como identificação do paciente, diagnóstico (quando necessário), período de afastamento e assinatura do médico;
  • O CID é obrigatório em alguns contextos, especialmente quando solicitado por órgãos fiscais ou previdenciários.

Quando o CID é obrigatório?

O CID é especialmente obrigatório nas seguintes situações:

SituaçãoLegislação / Orientação
Para processos de licença médica perante INSSPortaria nº 1.060/2012 do INSS, que exige o código em certidão médica
Para comprovação perante empresas e fiscaisNormas do Ministério do Trabalho e Previdência Social
Quando solicitado por órgãos públicos de fiscalizaçãoLei nº 8.213/1991 e regulamentações específicas

Práticas recomendadas para emissão de atestados com CID

Como preencher corretamente o atestado médico

Ao emitir um atestado, o médico deve:

  • Fazer a identificação completa do paciente;
  • Descrever de forma clara a condição de saúde;
  • Informar o período de afastamento;
  • Incluir o CID correspondente ao diagnóstico;
  • Assinar e carimbar o documento.

Sigilo e privacidade

Conforme determina o Código de Ética Médica, ao divulgar o CID, o profissional deve garantir que o paciente esteja ciente e que a divulgação seja restrita às entidades necessárias, preservando sua privacidade.

Exemplos de como indicar o CID

DiagnósticoCódigo CID
Gripa comumJ10
Depressão maiorF32.0
Fratura de punhoS62.30

Importância da tabela de códigos CID

A tabela de códigos CID facilita a comunicação e o processamento de informações, além de garantir conformidade legal. A seguir, uma tabela resumida com alguns códigos comuns:

DiagnósticoCódigo CIDCategoria
Gripe comumJ10Infecções do sistema respiratório
DepressãoF32Transtornos mentais e comportamentais
Fratura de braçoS52.01Lesões osteomusculares

Benefícios do uso do CID em atestados

  • Melhor controle fiscal e previdenciário;
  • Evita fraudes e má conduta;
  • Facilita o acompanhamento médico e estatístico;
  • Assegura maior transparência na relação entre empregador, trabalhador e o sistema de saúde.

Desafios relacionados à obrigatoriedade do CID

Apesar dos benefícios, há desafios:

  • Questões de privacidade e sigilo médico;
  • Possibilidade de constrangimento ao paciente;
  • Omitir o CID por interesse do paciente em alguns casos;
  • Uso indevido por parte de empregadores.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. É obrigatório colocar o CID em todos os atestados médicos?

Resposta: Nem todos os atestados precisam obrigatoriamente conter o CID. Porém, o documento deve informar o diagnóstico quando solicitado por órgãos fiscais, previdenciários ou em conformidade com as normas internas da empresa.

2. É ético divulgar o CID sem o consentimento do paciente?

Resposta: Não, de acordo com o Código de Ética Médica, o diagnóstico deve ser divulgado apenas com o consentimento do paciente, salvo em casos previstos por lei ou em situações de fiscalização.

3. O empregador pode exigir o CID no atestado?

Resposta: O empregador pode solicitar o CID em casos de necessidade de comprovação de afastamento, porém, o médico deve avaliar a ética e a privacidade do paciente antes de divulgar tal informação.

4. Como garantir a privacidade do paciente ao inserir o CID?

Resposta: O médico deve informar ao paciente sobre a inclusão do código e assegurar que o uso seja restrito às entidades necessárias, além de seguir as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina.

Conclusão

A obrigatoriedade do CID em atestados médicos é um tema que envolve legislação, ética e boas práticas profissionais. A inclusão do código facilita a comunicação, aprimora o controle de doenças e fortalece a relação entre trabalhador, empregador e sistema de saúde, desde que feita com responsabilidade e respeito à privacidade do paciente. Como afirma o renomado médico e professor Dr. João Batista, “a ética na prática clínica é o alicerce que garante o equilíbrio entre o dever de informar e o respeito à privacidade do paciente”.

A correta compreensão das normas e a prática responsável na emissão de atestados com CID são essenciais para o fortalecimento do sistema de saúde e proteção dos direitos de todos os envolvidos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Para facilitar sua compreensão, respondemos às principais dúvidas relacionadas ao tema:

  • O CID é obrigatório em todos os atestados?
    Não necessariamente, mas sua indicação torna-se obrigatória em certas circunstâncias regulamentadas por lei ou solicitações específicas.

  • Posso omitir o CID por privacidade?
    Sim, o médico pode optar por não divulgar o CID, exceto quando exigido por legislação ou órgãos fiscalizadores.

  • Quais os riscos de não inserir o CID corretamente?
    Pode haver problemas legais, imprecisão nos registros de saúde e dificuldades na fiscalização de benefícios previdenciários.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID)
  2. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.060/2012. Regras para emissão de atestados médicos
  3. Conselho Federal de Medicina (CFM). Resolução nº 1.658/2002. Ética na prática médica

Este artigo foi elaborado para esclarecer a importância e a legislação relacionada à obrigatoriedade do CID em atestados médicos, promovendo uma prática ética, responsável e em conformidade com as normas vigentes.