CID E.86: Entenda a Classificação de Infarto e suas Implicações
A classificação internacional de doenças (CID) é um sistema universalmente utilizado para identificar, categorizar e registrar patologias e condições de saúde. Entre as várias categorias, o código E.86 refere-se aos acidentes vasculares cerebrais, especificamente ao infarto cerebral, uma condição que acomete milhões de pessoas ao redor do mundo anualmente. Compreender o CID E.86 é fundamental para profissionais de saúde, pacientes e familiares, pois ajuda no correto diagnóstico, tratamento e na elaboração de estratégias de prevenção.
Neste artigo, exploraremos detalhadamente o que significa o CID E.86, suas implicações clínicas, fatores de risco, diagnósticos e tratamentos, além de esclarecer dúvidas frequentes relacionadas à condição.

O que é o CID E.86?
Significado do Código
O código E.86 na Classificação Internacional de Doenças refere-se especificamente ao Infarto cerebral isquêmico, uma das formas mais comuns de AVC (Acidente Vascular Cerebral). Essa classificação é utilizada para padronizar diagnósticos e atender às exigências do Sistema Único de Saúde (SUS) e de outras instituições de saúde mundialmente.
Classificação segundo a CID
| Código CID | Descrição | Tipo de AVC |
|---|---|---|
| E.86 | Infarto cerebral | Isquêmico |
| I63 | Infarto cerebral (ischemia cerebral) | Incluído na mesma categoria |
| I64 | AVC não especificado | Outras categorias de AVC |
Compreendendo o Infarto Cerebral (E.86)
O que é um infarto cerebral?
O infarto cerebral ocorre quando há uma interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, levando à morte das células cerebrais devido à falta de oxigênio e nutrientes. Essa condição pode causar sequelas permanentes ou até levar à morte, dependendo da sua gravidade e do tempo de intervenção médica.
Tipos de infarto cerebral
- Infarto isquêmico (E.86): causado por obstrução de uma artéria cerebral, representando aproximadamente 87% dos casos.
- Infarto hemorrágico: causado por ruptura de um vaso sanguíneo, levando a uma hemorragia cerebral.
Como o CID E.86 ajuda na prática médica?
Ao utilizar o código E.86, os profissionais da saúde podem registrar de forma padronizada o diagnóstico de infarto cerebral isquêmico, facilitando a coleta de dados epidemiológicos, o planejamento de políticas públicas de saúde e a pesquisa clínica.
Fatores de Risco e Causas do Infarto Cerebral
Fatores de risco
- Hipertensão arterial
- Diabetes mellitus
- Dislipidemia
- Tabagismo
- Sedentarismo
- Obesidade
- Idade avançada
- Histórico familiar de AVC
- Doenças cardíacas, como fibrilação atrial
Causas do infarto cerebral E.86
O infarto cerebral ocorre devido a um processo de oclusão de uma artéria cerebral, que pode resultar de:
- Aterosclerose: acúmulo de placas de gordura nas artérias
- Embólias: formação de coágulos que se deslocam até o cérebro
- Estenoses vasculares: estreitamento dos vasos sanguíneos cerebrais
Diagnóstico e Tratamento do Infarto E.86
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico de infarto cerebral com código E.86 envolve uma avaliação clínica detalhada acompanhada de exames de imagem, como:
- Tomografia Computadorizada (TC)
- Ressonância Magnética (RM)
- Perfusão cerebral
Esses exames ajudam a determinar a extensão da lesão e o tipo de AVC.
Tratamento adequado
O tratamento do infarto cerebral depende do momento do diagnóstico e da gravidade da condição. Ele inclui:
- Trombolíticos: medicamentos que dissolvem coágulos, administrados em até 4,5 horas após o início dos sintomas
- Oxigenoterapia
- Controle de fatores de risco: hipertensão, diabetes, dislipidemia
- Reabilitação: fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia
Tabela: Tratamentos de Infarto Cerebral - E.86
| Tipo de intervenção | Objetivo | Exemplo de procedimento |
|---|---|---|
| Terapia de emergência | Restaurar fluxo sanguíneo rapidamente | Administraçãode trombolíticos |
| Controle de fatores de risco | Prevenir novos episódios | Uso de medicamentos anticoagulantes/hipertensivos |
| Reabilitação | Recuperar funções motoras e cognitivas | Fisioterapia, terapia ocupacional |
Implicações do CID E.86 na Saúde Pública
Como a classificação impacta as políticas de saúde?
A classificação padrão permite o monitoramento de incidência, prevalência e mortalidade por infarto cerebral, auxiliando na implementação de programas de prevenção e tratamento. Além disso, é essencial na pesquisa epidemiológica para identificar fatores de risco e estratégias de intervenção.
Prevenção do infarto cerebral
Algumas medidas eficazes incluem:
- Controle rigoroso da hipertensão
- Alimentação equilibrada
- Prática regular de exercícios físicos
- Abstinência de tabaco e álcool
- Monitoramento médico periódico
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Como saber se estou propenso a um infarto cerebral?
Se você possui fatores de risco como hipertensão, diabetes ou histórico familiar de AVC, consulte seu médico para avaliação e acompanhamento.
2. Qual é o tempo máximo para sofrer um tratamento eficaz em caso de AVC?
O ideal é procurar atendimento médico imediato, pois o tratamento eficaz (como a administração de trombolíticos) deve ser iniciado em até 4,5 horas após o início dos sintomas.
3. O infarto cerebral pode ser revertido?
Dependendo da gravidade e do tempo de parecer com sintomas, alguns danos podem ser minimizados ou revertidos com tratamento imediato e reabilitação adequada.
4. Como o CID E.86 difere de outros códigos de AVC?
O código E.86 especificamente refere-se ao infarto cerebral isquêmico, enquanto outros códigos podem referir-se a hemorragias ou AVC não especificado.
Conclusão
A compreensão do CID E.86 e do infarto cerebral é fundamental para o avanço na assistência ao paciente, na elaboração de políticas públicas e na pesquisa científica. A rápida identificação, o tratamento adequado e a prevenção são essenciais para reduzir o impacto dessa condição que representa uma das principais causas de incapacidade e mortalidade mundial.
A classificação por CID amplia a eficácia do sistema de saúde na análise de dados, planejamento e intervenção, contribuindo para uma sociedade mais saudável e consciente de seus riscos.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID). https://www.who.int/classifications/icd/en/
- Ministério da Saúde. Normas e Orientações para AVC. Brasília: MS, 2020.
- Sociedade Brasileira de Neurologia. Guia de Atendimento ao AVC. Disponível em: https://neurologia.org.br/avc
- Saposnik, G., et al. "Stroke in Brazil: epidemiology, risk factors, and management." The Lancet Global Health, vol. 4, no. 4, 2016, pp. e243–e244.
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